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quinta-feira, 29 de julho de 2010 - 12:58h | Cidade
Sesi Mauá apresenta a peça ''Tragicomédia de Um Homem Misógino''
 

Com dramaturgia de Evaldo Mocarzel, a peça mistura duas linguagens – teatral e audiovisual. Montada pelo Estúdio Lusco-fusco, o espetáculo terá sessões sábado (31/07), às 20h, e domingo (1º/08), às 19h. A entrada é franca.

São Paulo, 26/07/2010 – Nos dias 31 de julho e 1º/08, o SESI Mauá apresentará, gratuitamente, a Tragicomédia de um Homem Misógino, do Estúdio Lusco-Fusco. Serão realizadas duas sessões, uma no sábado, às 20h, e outra no domingo, às 19h. A montagem é uma das 12 selecionadas para integrar o circuito Viagem Teatral 2010 – 2ª Temporada, promovido pela entidade em todo o Estado.

Com texto original inédito do premiado cineasta Evaldo Mocarzel, a peça conta a história de um homem que, acometido por uma doença sem cura, vive isolado numa casa vazia à beira mar. Enquanto recebe doses regulares de morfina, é visitado por personagens vindas de suas memórias e alucinações, como a jovem filha homossexual, provocadora e ferida; sua mulher, ao mesmo tempo amorosa e selvagem; e a figura enigmática de uma mulher de branco.

De acordo com André Guerreiro Lopes, diretor da peça, a encenação explora uma intersecção entre as linguagens do audiovisual e do teatro, com o intuito de materializar cenicamente as imagens de delírio e angústia do texto original. “Realidade e devaneio se misturam, desencadeando questionamentos profundos”, resume.

Criadas por ele, as projeções de vídeo exercem uma função ao mesmo tempo sensorial e narrativa, explorando visualmente as metáforas e símbolos do texto. “Oscilam entre uma ambientação suave e uma interferência ativa na ação cênica, sendo parte integrante do jogo dos atores”, revela Lopes.

A trilha musical é tocada ao vivo pelo músico Gregory Slivar, que assina a concepção sonora do espetáculo. Como um sonoplasta de cinema mudo, cria a paisagem sonora às vistas do público, combinando trilhas compostas e efeitos acústicos, instrumentos musicais e objetos percussivos diversos.

Este trabalho marca a continuidade da parceria artística entre Helena Ignez, Djin Sganzerla e André Guerreiro Lopes. Recentemente, filmaram o longa-metragem Luz Nas Trevas, continuação do filme O Bandido da Luz Vermelha, com direção de Helena Ignez e Ícaro Martins, protagonizado por André Guerreiro Lopes, Ney Matogrosso e Djin Sganzerla (em finalização).

“Somos uma família de criação e isso só se consegue com anos de trabalho em equipe. Esta cumplicidade artística propicia o entendimento mais apurado e uma sintonia mais afinada. Em resumo, para o publico, o resultado é de um trabalho mais coeso”, conta o diretor. E completa: “O teatro tem uma beleza e um ritmo diferentes: há tempo para desenvolver o trabalho, aprofundar com os atores. O teatro permite a experimentação, os ensaios servem para isso. Há tempo para encontrar elementos e introduzi-los na montagem”.

Ficha Técnica:
Texto:
Evaldo Mocarzel
Direção: André Guerreiro Lopes
Elenco: Nadja Turenkko, Marcelo Lazzaratto, Djin Sganzerla e Carolina Fabri.
Elenco Stand-in: Siomara Schroder.
Concepção Sonora e trilha ao vivo: Gregory Slivar
Cenografia: Fábio Delduque
Figurinos: Sônia Ushiyama
Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Direção de Vídeo: André Guerreiro Lopes
Assistente de Direção: Siomara Schroder
Duração: 60 minutos
Gênero: Drama

Sinopse – Isolado em uma casa vazia à beira mar, um homem recebe a visita de personagens vindas de suas memórias e alucinações. Realidade e devaneio se misturam, desencadeando questionamentos profundos. Em cena, os atores interagem com vídeo projeções e trilha sonora ao vivo.

Sobre o autor - O fluminense Evaldo Mocarzel é um dos principais e mais atuantes cineastas-documentaristas do Brasil. Seus filmes, premiados em todo o país, são marcados por um olhar sensível e original para as questões humanas.

É formado em cinema e jornalismo pela Universidade Federal Fluminense – RJ, em 1982. Participou, durante quatro anos, do Círculo de Dramaturgia criado pelo diretor teatral Antunes Filho, no Centro de Produção Teatral (CPT) do Sesc, em São Paulo.
Sua filmografia conta com as seguintes películas: Retratos do Parque (1999); A Margem da Imagem (curta 2002 e longa 2003); Mensageiras da luz: Parteiras da Amazônia (curta e longa 2004); Primeiros Passos (2005); Do Luto à luta (2005); À Margem do Concreto (2006); Jardim Ângela (2007), Sentidos à Flor da Pele (2008) e A Margem do Lixo (2008).

Como dramaturgo, escreveu e produziu, em 2003, o espetáculo infantil É O Bicho – A Ordem Natural das Coisas, vista por mais de 70 mil pessoas em todo o Brasil. No ano seguinte, teve outra peça de sua autoria encenada: RG, com direção de José Renato (um dos fundadores do Teatro de Arena de São Paulo), no Teatro dos Arcos. Sua terceira peça, intitulada A Caçada, teve em 2005 duas leituras: no Espaço Viga, em São Paulo, e na Casa da Gávea, no Rio de Janeiro.

Sobre o diretor - André Guerreiro Lopes é diretor e ator graduado em Comunicação Social (Rádio e TV) pela ECA/ USP em 1997. Formado na técnica de Etienne Decroux na L’Ange Fou International School of Corporal Mime, de Londres, onde esteve baseado de 2000 a 2006 e no Teatro Célia Helena em 1996.
Recentemente, protagonizou o longa-metragem Luz Nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha e fez a direção de fotografia e câmera do longa-metragem Canção de Baal, ambos com direção de Helena Ignez.
É membro permanente da companhia teatral Theatre de Lange Fou, com sede em Londres. Na Inglaterra protagonizou os espetáculos The Orpheus Complex e The Government Inspector. Além disso, dirigiu e atuou na performance The Pithecoscope, apresentada em festivais em vários países e trabalhou, também, na BBC Television como ator.

Há dois anos dirigiu o espetáculo Um Sonho, de August Strindberg. Já entre 1999 e 2000 foi membro da Cia. do Latão, na qual atuou nos espetáculos Santa Joana dos Matadouros, Ensaio para Danton e João Fausto. Trabalhou no CPT de Antunes Filho por um ano.
Ele atuou,
ainda, na minissérie JK, exibida pela Rede Globo (2006) e, atualmente, em Detetives da História, no History Channel.

Sobre Nadja Turenkko - Em 27 anos de carreira, atuou em 32 espetáculos teatrais, participou de 3 Longas Metragens e 2 Curtas, seriados e publicidade em TV como atriz, diretora, professora e roteirista. Tem formação artística pelo Curso de Mímica Corporal Dramática pela Ecole de Mime Corporel Dramatique de Paris pelos professores Steven Wasson e Corinne Soum. Como atriz, seus últimos trabalhos no cinema e no teatro, respectivamente, foram: Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha,com direção de Ícaro Martins e Helena Ingêz (2009) e Sarau Carnavalesco Atrás do Trio Elétrico, um musical com a Companhia do Teatro Visível (2006/2008).

Carolina Fabri - Formada atriz pelo Teatro-Escola Célia Helena, em 2000, atualmente cursa Bacharelado em Artes Cênicas na Universidade de São Paulo. Fundadora da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, que em 2010 completa 10 anos de existência, sob direção de Marcelo Lazzaratto, produziu e atuou em espetáculos como: “A Ilha Desconhecida”, de José Saramago; “A Hora Em Que Não Sabíamos Nada Uns Dos Outros”, de Peter Handke; “Amor de Improviso”, de Marcelo Lazzaratto; “Peça de Elevador”, de Cassio Pires; “Ponto Zero”, da Cia. Elevador; “Eu Estava Em Minha Casa e Esperava Que a Chuva Chegasse”, de Jean-Luc Lagarce; “A Cartomante”, de Machado de Assis. Atuou também em duas peças curtas de Tchéckov, “O Pedido de Casamento” e “Trágico à Força”, integrantes do projeto Arte em Todo Canto, perfazendo mais de 50 apresentações em hospitais da rede pública para pacientes e funcionários no estado de São Paulo. Em cinema participou dos curtas “A Gaivota”, de Cesar Gananian e “Santa Barbara”, de Guilherme Becker.

Sobre Djin Sganzerla - Filha da atriz Helena Ignez e do cineasta Rogério Sganzerla, Djin Sganzerla atua como atriz e produtora, com experiência em cinema, teatro e TV. Em abril de 2009 recebeu o Prêmio APCA de melhor atriz de cinema de 2008 por sua atuação no longa-metragem Meu Nome é Dindi, além do prêmio de Melhor Atriz no 12º Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira em 2008, Portugal, e Melhor Atriz Coadjuvante no 40º Festival de Cinema de Brasília, em 2007, com o filme Falsa Loura, de Carlos Reichenbach. Em 2009 protagonizou o longa Luz Nas Trevas, A Volta do Bandido da Luz Vermelha, com roteiro de Rogério Sganzerla e direção de Helena Ignez e Ícaro Martins. Atuou em O Gerente, de Paulo Cesar Saraceni (2009), e no longa As Doze Estrelas, de Luiz Alberto Pereira, que será filmado em agosto deste ano. Atuou também nos filmes Canção de Baal, de Helena Ignez (2008); Meu Mundo em Perigo, de José Belmonte (2009); Um Lobisomem na Amazônia, de Ivan Cardoso (2005); O Signo do Caos, de Rogério Sganzerla (2005) entre outros. Em teatro protagonizou e produziu o espetáculo Um Sonho, de August Strindberg, direção de André Guerreiro Lopes, além dos espetáculos Antiga, texto e direção de Dionísio Neto (2001), Savannah Bay, de Marguerite Duras e direção de Rogério Sganzerla (2000); Cacilda, de José Celso Martinez Corrêa (2000) e Cabaret Rimbaud – Uma Temporada no Inferno, direção de Helena Ignez, apresentado no Brasil e na Espanha (1997), entre outros. Entre 2001 e 2003 realizou uma viagem de aprimoramento para Londres, onde se aprofundou na técnica de interpretação para cinema e TV com o americano Scott Williams.

Sobre Marcelo Lazzaratto - Ator e diretor formado pelo Departamento de Artes Cênicas da ECA – USP, é Prof. Doutor em Interpretação Teatral no Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP. Em 2000 criou a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, na qual exerce a função de diretor artístico, tendo realizado, entre outros, os espetáculos: A Ilha Desconhecida, adaptação da obra de José Saramago; Loucura, compilação de textos a respeito do tema; A hora em que não sabíamos nada uns dos outros, de Peter Handke; o espetáculo processual Amor de Improviso; Peça de Elevado”, de Cássio Pires; Ponto Zero, a partir da obra de Salinger, Kerouac e Godard; e Eu estava em minha casa e esperava que a chuva chegasse, de Jean-Luc Lagarce.

Também como diretor encenou, entre outras, Terror e Miséria no 3º Reich, de Bertolt Brecht; Mal Necessário, de Cássio Pires; Enamorados, adaptação de Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes; Noite de Reis, de William Shakespeare; O Jardim das Cerejeiras, de Tchecov; Comédia da Vaidade, de Elias Canetti; O Sonho, de August Strindberg; As Feiticeiras de Salém, de Arthur Miller; Intersecções: Peças Curtas de Harold Pinter; A Morta, de Oswald de Andrade, A Entrevista, de Samir Yazbek indicada ao Prêmio Shell 2005; Pai, de Cristina Mutarelli; O Rei dos Urubus, de Leo Cortez; Esperando Godot, de Samuel Beckett; e O Homem a Besta e Virtude, de Luigi Pirandello, indicada ao Prêmio Shell 2008.Durante dez anos integrou a Cia. Razões Inversas, sob direção de Marcio Aurélio, na qual participou como ator de espetáculos, com destaque para: A Bilha Quebrada, de Kleist, Senhorita Else, de Schnitzler, Maligno Baal o Associal, de Brecht; e A Arte de Comédia, de Eduardo de Filippo. No ano de 2004, junto com a Boa Companhia de Campinas, atuou em Josefina, a Cantora, de Franz Kafka.

Serviço:
Viagem Teatral 2010 – 2º Temporada
Espetáculo:
Tragicomédia de um Homem Misógino
Local: SESI Mauá - Av. Presidente Castelo Branco, 237 – Jardim Zaíra
Datas e horários: dias 31/07 (sábado), às 20h, e 1º/08 (domingo), às 19h.
Entrada: Franca – os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada apresentação.
Capacidade: 132 lugares
Gênero: drama
Duração: 60 minutos
Recomendação etária: Não recomendado para menores de 14 anos.
Informações: (11) 4514-2555

 
Por Sesi SP
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