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DATA DA PUBLICAÇÃO 11/09/2015 | Veículos
Volvo XC90: primeiras impressões
Volvo XC90: primeiras impressões Volvo XC90 Inscription (Foto: Divulgação)
Volvo XC90 Inscription (Foto: Divulgação)
Com investimento chinês, marca sueca inicia nova era e se inspira em Thor.

Carro de R$ 300 mil praticamente dirige sozinho a até 50 km/h.


Depois de um lançamento a conta-gotas, que incluiu uma decepção no Salão de São Paulo 2014 e uma inovadora venda pela internet, a nova geração do Volvo XC90 desembarca no Brasil neste mês para os fãs mais racionais de SUVs de luxo, como uma alternativa a BMW X5, Audi Q7, Mercedes-Benz ML e Range Rover Sport.

O utilitário esportivo é o primogênito da união entre a cultura sueca e o investimento chinês do grupo Geely, que comprou a Volvo da Ford em 2010 por US$ 2 bilhões e colocou mais US$ 11 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões) com “carta branca” para novos produtos.

“Em 4 anos, o XC90 será o modelo mais antigo do nosso showroom, e isto marca um novo começo”, afirmou o CEO da Volvo Cars Brasil, Luis Rezende. Se o modelo servir como medida e inspiração para a nova linha, a marca sueca está no caminho certo.

O novo XC90 é ao mesmo tempo uma afirmação de características regionais, que estão no coração da marca sueca, e um passo rumo ao futuro de carros globais mais seguros, práticos e confortáveis. É uma evolução não só para a marca, mas também para o segmento mais desejado atualmente.

Veja preços e versões:

XC90 Momentum – R$ 319.000

Itens de série: sistema de navegação com leitura de sinalização, som de 330W com 10 alto-falantes, bancos dianteiros com memória, aquecimento e regulagens elétricas, 7 lugares (1 assento integrado para criança), ar-condicionado de 4 zonas, teto solar, central multimídia sensível ao toque de 9 polegadas, airbags frontais, laterais e de cortina, alerta de colisão frontal, frenagem automática para carros, pedestres e ciclistas, controle eletrônico de estabilidade, tração nas 4 rodas (AWD), câmera de ré, controle de cruzeiro adaptativo com assistente em fila, start-stop, sensor de chuva, assistente de estacionamento, volante multifuncional, faróis de LED com sistema autodirecional, rodas de 19 polegadas, tampa eletrônica do porta-malas.

XC90 Inscription – R$ R$ 363.000
Itens de série: sistema de som Bowers & Wilkins de 1.400W com 19 alto-falantes e subwoofer, bancos dianteiros com ventilação e enchimento lateral, bancos traseiros aquecíveis, encosto de cabeça elétrico na 2ª fileira, alerta de colisão traseira, de ponto cego e de tráfego lateral, câmera com visão de 360°, head-up display, escapamento duplo, grade frontal cromada, suspensão a ar, rodas de 20 polegadas, além dos demais itens da Momentum.

Anda sozinho a até 50 km/h
A Volvo já mostrou no Brasil seu projeto de carro que dirige sozinho, que deve entrar em circulação nas ruas da capital sueca em 2017, mas o XC90 já dá um gostinho de como é abdicar do controle ao volante – uma das principais tendências que movem a indústria automotiva atualmente.

Até 50 km/h, é possível fazer o SUV andar sozinho, seguindo o carro da frente. É isso mesmo, ele freia, acelera e gira o volante por conta própria (veja no vídeo acima). Sensores a laser e câmeras monitoram até 12 objetos simultâneos em tempo real, inclusive à noite, mas eles não estão preparados para as ruas brasileiras. O sistema funciona apenas quando as faixas na pista estão bem pintadas, o que não acontece tão frequentemente quanto se espera.

Por enquanto, nenhuma legislação no mundo permite que um carro seja 100% autônomo, então, após alguns segundos com as mãos livres, o sistema pede para que o motorista pelo menos segure levemente o volante, para ter certeza de que ele está atento à estrada.

Inspirado em Thor
A característica do XC90 que mais deve se repetir nos próximos modelos é o desenho da grade frontal e os novos faróis inspirados em Thor. Segundo a empresa, o formato de “T” deitado é uma imagem que lembra o martelo empunhado pelo deus nórdico do trovão.

Pode parecer coisa de história em quadrinhos, mas depois dessa informação é impossível olhar para o XC90 sem fazer a associação. Outro símbolo herdado de antepassados é o logotipo no meio da grade frontal, que é usado desde 1927.

Naquela época, a questionável barra diagonal foi inserida para prender o emblema no radiador. O artifício não á mais necessário, mas a barra diagonal persiste até hoje. Pelo menos ela ganhou uma função: apontar onde é a abertura do capô.

Sala de estar
O design sueco está no DNA do novo XC90 do exterior ao interior. Não é à toa que a equipe de marketing decidiu ressaltar o fato aos olhos dos brasileiros com bandeiras suecas na traseira e nos bancos - uma ação desnecessária que acaba maltratando levemente uma das características mais marcantes: ser discreto.

Dentro do XC90, a simplicidade de linhas e a praticidade andam juntas, carregando pelas mãos um acabamento impecável, sempre com um dos olhos mirando o perigo. Os suecos desenham até os bancos pensando na possibilidade de uma colisão, com sistemas que previnem possíveis traumas na coluna e pescoço, sem deixar de lado o conforto.

Mais do que se sentir em uma sala de estar, detalhes como extensor de apoio das pernas, ajuste de lombar, aquecimento, ventilação e enchimento do encosto lateral (estes 2 últimos apenas na versão mais cara) com controles 100% elétricos são o que se espera de uma “casa” de luxo.

A terceira fileira de bancos é mais agradável que a média dos modelos aptos a levar 7 passageiros, com área envidraçada ampla. Mas, em uma viagem pouco mais longa, o melhor seria ter no máximo 6 adultos e 1 criança, porque o banco central da segunda fileira, com assento infantil embutido, é duro e desconfortável para adultos.

Desempenho
Por enquanto, a única opção no Brasil é um 2.0 de 4 cilindros. Pode parecer pouco para um SUV de 2 toneladas, mas ele desenvolve até 320 cavalos de potência, ajudado por dois tipos de sobrealimentação: o turbo, que entra em rotações mais altas, e o supercharger, nas mais baixas.

Na condução, isto significa um torque bastante satisfatório em uma ampla faixa – são 40,8 kgfm entre 2.200 e 5.400 rotações por minuto– e um fôlego a mais em momentos cruciais. Embora não tenha a pretensão de ser, nem de parecer, um superesportivo, o XC90 não fica muito atrás dos rivais, com aceleração de zero a 100 km/h em apenas 6,5 segundos.

Com ajuda da precisa transmissão automática de 8 velocidades, o bom desempenho chega sem afetar muito o consumo de gasolina, que fica em 10,2 km/l no ciclo combinado (8,78 kml na cidade e 12,73 km/l na estrada), de acordo com medição do Inmetro.

A suavidade no rolamento vem de um bom acerto de suspensão, que é pneumática (a ar) na versão topo de linha. No entanto, faltam “borboletas” para troca de marcha manual no volante em ambas as versões, o que pode desagradar quem ainda prefere ser mais motorista do que passageiro.

Experiência digital
Dentro da linha de pensamento “menos é mais”, a Volvo trocou a maioria dos botões no console central por uma tela sensível ao toque de 9 polegadas, que controla ar-condicionado, navegação, o som e diversos sistemas de auxílio ao motorista.

A experiência é próxima a de um smartphone, então basta ligar o carro pelo botão e ir deslizando os dedos à esquerda ou direita para acessar os comandos. Na versão topo de linha, o sistema de som de 1.400W transforma a própria carroceria em um subwoofer, o que deixa a reprodução de músicas em alto volume extremamente fiel e limpa.

Além de dar a sensação de uma sala de concerto, é possível também ressaltar o som do motor. Segundo a fabricante, o sistema de cancelamento de ruído interno trabalha de forma inversa quando se muda o modo de condução de Comfort para o mais esportivo Dynamic.

A simbiose entre motorista e instrumentos digitais só não é completa por causa do GPS, que ainda não “fala” português e às vezes demora para dizer onde virar.

Segurança
Nas últimas décadas, a Volvo ficou conhecida por sua obsessão por segurança, sendo a pioneira em diversos dispositivos. É claro que o novo carro-chefe da marca possui todas as últimas tecnologias, mas essa preocupação já está tão interiorizada que não parece desproporcional. Todos os sistemas estão ali sem que o motorista precise apertar diversos botões para acioná-los: eles fazem parte do carro.

O que alguns anos atrás parecia item de ficção científica agora começa a fazer parte da experiência de dirigir, à medida que outras marcas também estão investindo e incluindo sistemas de segurança ativa, como frenagem automática para pedestres, ciclistas e automóveis, em velocidades até 50 km/h.

No começo pode parecer estranho sentir o XC90 frear sem o seu comando, em momentos aparentemente desnecessários, mas isto acontece porque o carro “inteligente” é mais cuidadoso que o motorista comum.

Só depois que o motorista se sente “salvo” pelo carro em uma situação em que não estava atento é que a tecnologia ganha um valor real e palpável. Até 2020, a empresa promete reduzir a zero as mortes a bordo de seus veículos.

Conclusão
O novo XC90 é um grande passo à frente para a Volvo, que marca também uma mudança na forma de relacionamento com os clientes brasileiros, com reformas das concessionárias, que incluem móveis importados da Suécia para oferecer a ambientação correta desde o primeiro encontro.

Além de ser um momento importante para a marca sueca, o modelo estabelece também um novo patamar para o segmento de SUVs de luxo, com relação a conforto, praticidade e segurança.

Se o motor 2.0 de 4 cilindros parece pouco, o CEO da Volvo, Luis Rezende, confirma a chegada da versão híbrida T8 no Brasil, ainda sem data definida. Com o auxílio de um motor elétrico, a potência chega a 400 cv, mas o preço também deve ser alto.

As duas versões que chegam neste ano (Momentum e Inscription) oferecem pacotes excelentes de equipamentos, mas se R$ 319 mil não vão esvaziar o bolso vale a pena colocar mais R$ 44 mil para ter a experiência completa. Mesmo com o avanço do dólar, os preços estão garantidos até o final do ano pelo menos, segundo Rezende.

A Volvo espera vender quase 400 unidades apenas em 2015 – 11 delas foram entregues em julho para clientes que compraram pela internet ainda no ano passado, sem nem ver o carro de perto. Infelizmente o XC90 ainda é um produto para poucos, mas espera-se que grande parte de sua tecnologia esteja em modelos mais acessíveis nos próximos anos.

Por Peter Fussy - G1, em Santa Catarina
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