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DATA DA PUBLICAÇÃO 18/05/2015 | Setecidades
Viadutos acumulam problemas
Viadutos acumulam problemas Foto: Montagem/DGABC
Foto: Montagem/DGABC
Infraestrutura precária e abandono. Se você passa por algum dos cerca de 40 viadutos da região, com certeza já deve ter encontrado essa situação em alguns deles. Isso porque mesmo com o aumento de 67,84% na frota de veículos da região nos últimos dez anos, conforme o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), nenhum elevado recebeu manutenções que adequassem sua estrutura para a nova demanda de carros.

Acompanhada do engenheiro e professor da FEI (Fundação Educacional Inaciana) Luiz Sérgio Coelho, a equipe do Diário percorreu alguns elevados e constatou que muitos estão com estruturas comprometidas, infiltração e falta de limpeza em bueiros, problemas já constatados em 2012, quando a reportagem avaliou as condições dos locais.

Segundo o especialista, muitos necessitam de intervenção total. Os piores apontados por ele são o Castelo Branco, em Santo André, e o Independência, em São Caetano. “Eles deveriam ser interditados totalmente para manutenção dos pilares. A maioria foi construída há muito tempo, alguns na década de 1970. De lá para cá a frota aumentou e as condições viárias são outras. O peso dos veículos era menor que hoje. Com isso, as estruturas vem se comprometendo ao longo do tempo.”

O Viaduto Castelo Branco também apresenta diversos buracos ao longo da passagem para pedestres. Ainda em Santo André, o Millo Camarosano (sobre as Avenidas Santos Dumont e Capitão Mário Toledo de Camargo) tem estrutura se decompondo. “As bases estão desgastadas. Um sinal disso é que os ferros estão aparecendo e, em alguns casos, você consegue até retirá-los.”

Questionada sobre ações na cidade, a Prefeitura de Santo André disse que “encontra-se em análise técnica projeto para a manutenção do Viaduto Adib Chammas e futura contratação para obras”. Além disso, informou outra manutenção pontual no elevado da Perimetral, na altura do Fórum.

Os dois pontos visitados no Centro de Mauá também apresentavam problemas estruturais. No Juscelino Kubitschek, além da falta de acessibilidade para munícipes, as juntas de dilatação – encontros entre os pilares e as vigas – estavam separadas por grande espaço. Já no Prefeito Élio Bernardi, a infiltração é o principal agravante. “As juntas separadas são uma consequência do peso elevado sobre a pista”, disse Coelho.

A Prefeitura de Mauá respondeu que os locais passaram por reforma em 2014, com substituição das juntas de dilatação.

Já o Viaduto Independência, em São Caetano, apresenta ondulações durante seu trajeto. Segundo o especialista, o fato evidencia que a estrutura está comprometida. A Prefeitura informou que há projeto em estudo para a reforma do elevado, mas falta laudo técnico para saber a real necessidade da intervenção.

No José Fernando Medina Braga, em São Bernardo, o problema é a falta de limpeza em bueiros. “Quando o lixo entope as bocas de lobo, a água irá buscar outros meios de escoar. É nesse cenário que surgem infiltrações. Nesse viaduto, por exemplo, algumas bocas de lobo direcionam a água para o pedestre, fato que não pode acontecer”, relata Coelho.

A Prefeitura de São Bernardo não respondeu até o fechamento desta edição.

Pedestres também enfrentam perigos

Além de apresentar estrutura precária para os veículos, os viadutos da região também oferecem risco para os pedestres que necessitam usá-los como rota de passagem.

Em São Bernardo, por exemplo, o José Fernando Medina Braga, no Centro, apresenta grade metálica de segurança enferrujada. “Os equipamentos nessas condições podem ocasionar, inclusive, corte de mãos ao entrar em contato com a grade”, afirma o engenheiro da FEI (Fundação Educacional Inaciana) Luiz Sérgio Coelho.

Não bastasse isso, em alguns elevados é possível encontrar, inclusive, ausência de grades de proteção. A situação além de afastar o uso dos pedestres, coloca em risco a vida dos que se arriscam. “É necessário que essas grades e muros sejam eficientes. Não basta ter. Precisa ser funcional, fato que não ocorre em vários deles, nos quais a proteção é baixa”, relata Coelho.

Em São Caetano, cidade que não conta com passarelas, os viadutos são um grande problema para os pedestres. No Independência, além do balanço forte, foi possível encontrar ondulações que dificultam a passagem de pessoas idosas ou com deficiência. “Os elevados também devem incluir acessibilidade para todos.”

No Castelo Branco, em Santo André, e no Juscelino Kubitschek, em Mauá, o problema de obstáculos também é recorrente. Enquanto no primeiro a reportagem do Diário encontrou vários buracos e piso quebrado, no segundo a falta de muro de proteção em um trecho coloca em risco pedestres e, principalmente, crianças.

Por Daniel Macário - Especial para o Diário
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