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DATA DA PUBLICAÇÃO 04/10/2017 | Economia
Vendas de veículos têm alta de 24,5% em setembro
Vendas de veículos têm alta de 24,5% em setembro  Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo
As vendas de veículos em setembro mostram que o consumidor está recuperando a disposição para comprar veículos zero-quilômetro. Os emplacamentos de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus no mês passado somaram 199.227 unidades e superaram em 24,55% o total licenciado em igual período em 2016 – quando foram registrados 159.953 exemplares. Os dados foram divulgados ontem pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Na comparação com agosto, no entanto, quando foram vendidos 216.528 veículos novos – melhor resultado em 20 meses – houve redução de 7,99% nos licenciamentos. “A queda de quase 8% é natural por conta dos três dias úteis a menos que setembro teve em relação a agosto – 20 e 23, respectivamente”, avalia Octavio Vallejo, superintendente do Sincodiv-SP (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado de São Paulo).

“A média diária de vendas melhorou mais de 4% em relação a agosto, porém, o feriado prolongado em setembro fez com que fossem emplacados menos. Não fosse isso, este seria o melhor dos últimos 21 meses”, enfatiza o consultor automotivo Paulo Roberto Garbossa. Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, esse movimento de alta no emplacamento diário “é reflexo de fatores positivos como a queda da taxa de juros, dos índices de desemprego e da inadimplência que, juntos, atuaram positivamente na intenção de compra do consumidor”.

No acumulado do ano, é contabilizado o comércio de 1.619.786 unidades, incremento de 7,36% em relação ao período de janeiro a setembro do ano passado, com 1.508.734 exemplares.

Exatamente por isso, a Fenabrave revisou suas projeções, ao estimar alta de 2,2% para o setor como um todo, contra projeção que, em julho, estimava retração de 1,9%. Para o segmento de automóveis e comerciais leves, a expectativa é de elevação de 9,9%, ante perspectiva anterior de alta de 4,3%. “Devemos atingir esse patamar de crescimento se as nossas previsões (de vender média de 200 mil unidades mensais) se confirmarem entre os meses de outubro e dezembro”, disse Assumpção Júnior, que destacou a expansão da oferta de financiamento como fator que contribui ao cenário. “Antes, a cada dez fichas cadastrais, três eram aprovadas e, agora, quatro têm o crédito concedido.”

Para Garbossa, o incremento do setor de automóveis e comerciais leves se deve aos lançamentos de modelos, o que desperta o interesse do cliente ávido por novidades. Para se ter ideia, o recém-lançado Renault Kwid já figura como o segundo modelo mais vendido do ranking nacional, com 10.358 unidades. Só perde para o líder Chevrolet Onix, que abocanhou 17.236 vendas no respectivo mês.

“A economia está se desapegando dos problemas políticos e as pessoas estão voltando a comprar, afinal, o ânimo é motivador para o crescimento de vendas”, diz Vallejo. “Nós já perdemos um México em vendas (desde o início da derrocada, em 2014), agora é só comemorar.”

PESADOS - Em relação ao comércio de caminhões e ônibus, Garbossa salienta que a retomada “depende de série de fatores (como obras, transporte de agricultores etc) para alavancar as vendas, por isso, deve-se esperar um pouco mais”. Mesmo assim, a Fenabrave também alterou a projeção para 2017, de queda de 11,5% para recuo de 2%.

Por Vagner Aquino - Diário do Grande ABC
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