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DATA DA PUBLICAÇÃO 20/04/2016 | Economia
Vendas de imóveis no Grande ABC caem 26% em 2015
Vendas de imóveis no Grande ABC caem 26% em 2015 Foto de divulgação
Foto de divulgação
Diante de cenário econômico em crise, as vendas de imóveis da região caíram 26,6% em 2015 em relação ao ano anterior, aponta pesquisa da Acigabc (Associação das Construtoras, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC). De acordo com o levantamento, foram vendidas 4.939 unidades em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá (Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires não são contabilizadas devido à grande área ocupada por reservas ambientais e regiões de manancial).

Para se ter ideia do ritmo de queda nos últimos anos, em 2014 foram comercializadas 6.680 unidades, enquanto que em 2013, o volume foi mais que o dobro do ano passado: 10.054. Em 2012, foram 9.407.

“Esse é um reflexo da desaceleração econômica que acompanhou a região, criando uma insegurança no público consumidor, que passou a ter como prioridade a manutenção do emprego e da renda (sem fazer grandes investimentos)”, afirma o presidente da associação Marcus Vinícius Santaguita.

Em termos de volume de negócio, o total movimentado foi de R$ 1,5 bilhão, quase 25% menos do que em 2014. Mesmo com velocidade de venda menor, São Bernardo foi a cidade que mais comercializou, representando 41% do total, com 2.025 unidades.

Os lançamentos também apresentaram queda significativa no fechamento anual. Em 2015, foram ofertadas ao público 4.042 unidades novas, 20,04% a menos do que no ano anterior, que já vinha de situação financeira bastante delicada, com o mercado imobiliário desacelerado. Em 2014, foram lançados 5.077 imóveis, em 2013, 8.707 e, em 2012, 9.012.

“O empresário também não se sente à vontade de investir quando percebe que o mercado não tem demanda. O impacto da situação das montadoras influencia muito no Grande ABC, porque, mesmo que o trabalhador esteja empregado, a renda dele passa a diminuir, já que muitas empresas estão cortando horas extras, aderindo ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego) e diminuindo os gastos com os funcionários”, analisa Santaguita.

Entre as novidades, os imóveis de um e quatro dormitórios foram deixados de lado pelas construtoras. Foram lançadas apenas habitações de dois (69% do total) e três quartos (31%). “Os de um quarto são focados em universitários ou empresários, geralmente em regiões bem localizadas, o que tem custo elevado. Da mesma forma, os de quatro quartos também têm valor mais alto, por isso não foram lançados.”

Mauá chamou atenção pela estagnada no mercado imobiliário durante o ano passado. O representante da Acigabc comenta que há muitos terrenos na cidade, mas que o custo para construção é semelhante ao de Santo André e São Bernardo, que podem pedir preço final muito mais “interessante” do que em Mauá. O preço médio do metro quadrado da região está em torno de R$ 5.500 a R$ 6.000, exceto em São Caetano, que, apesar de ter poucos empreendimentos lançados, possui como público-alvo o de alto padrão, com preço médio do metro quadrado estimado em R$ 6.500.

Em virtude dos poucos lançamentos, muitos dos imóveis que não haviam sido vendidos em 2014 foram comercializados no ano passado, o que acabou equilibrando o mercado. No último dia de 2015, o estoque era de 1.849 unidades, o que significa redução de 33% comparado ao mesmo período de 2014.

PREVISÃO - Para este ano, as perspectivas continuam baixas. “Estamos levantando os dados do primeiro trimestre e percebemos uma retração. Enquanto isso. a demanda de locação aqueceu um pouco, com queda real nos preços.”

Dois locais que devem surgir como oportunidades são o bairro Ferrazópolis e os entornos do Largo do Rudge Ramos, em São Bernardo, que deverão ter incentivos para investidores, de acordo com Santaguita. Entretanto, no geral, enquanto as situações econômica e política não se resolverem, dificilmente o mercado imobiliário voltará a crescer.

Por Marina Teodoro - Especial para o Diário
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