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DATA DA PUBLICAÇÃO 17/11/2009 | Cidade
Vanessa: '‘Dias chora demais e resolve pouco’'
Em entrevista exclusiva ao Diário Regional, a deputada estadual Vanessa Damo, recém-chegada ao PMDB, afirmou que o prefeito de Mauá, Oswaldo Dias (PT), reclama demais e resolve pouco. A parlamentar fez críticas ao chefe do Executivo, em especial no que se refere à merenda escolar e ao Hospital Nardini. Ratificou a candidatura à reeleição à Assembleia e afirmou que se, se houver interesse do partido, pode estudar sair candidata ao Paço de Mauá. Por fim, disse que prefere estar no palanque de José Serra (PSDB) em 2010.

A Recentemente, o prefeito Oswaldo Dias (PT) convocou en­trevista coletiva para re­cla­mar de dívida com a Caixa Econômica Federal. O que a senhora acha disso?
Acho que o prefeito chora demais e resolve pouco. A população começa a entrar em situação muito difícil e quem começa a chorar somos nós, por ter um prefeito que não decide e só lamenta. Precisamos de alguém atuante, que erga as mangas e faça acontecer.

Qual a sua avaliação do primeiro ano do governo de Oswaldo Dias?
O prefeito Oswaldo Dias tem feito administração catastrófica em Mauá. Quando se fala em Saúde, por exemplo, é o verdadeiro caos. Tenho ajudado o hospital Nardini com minhas emendas parlamentares. Porém, mesmo atendendo outras cidades, é um hospital municipal e o prefeito, quando é eleito, não deve fugir de suas responsabilidades. O Dias coloca de forma exagerada tudo que acontece em Mauá hoje como culpa de administrações passadas. Esse discurso não cabe mais. Mauá tem dificuldades com os precatórios, assim como Diadema. Porém, lamentar e culpar quem já passou é algo muito cômodo.

Quais erros a senhora avalia como mais gritantes?
A merenda escolar está muito ruim, com salsicha e restos de alimentos. Também é ruim encerrar o convênio de equoterapia alegando questão política. A taxa de iluminação, criada pelo prefeito, é algo inexplicável. Agora, estão medindo terrenos para que, talvez, ocorra aumento no IPTU. A cidade de Mauá não comporta mais impostos. Não enxergo com bons olhos a atual administração. Porém, como deputada, continuo encaminhando recursos ao município. Temos a verba de R$ 1 milhão no Jardim Ipê para obras de infraestrutura que foram iniciadas em dezembro de 2008, na gestão Leonel Damo, e paralisadas no início de 2009. Tivemos muita dificuldade para que a prefeitura do PT retomasse as obras. Fizemos manifestação com 300 pessoas da comunidade e não fomos atendidos pelo prefeito, e sim por policiais fortemente armados. Por conta da truculência e falta de diálogo, quase perdemos o recurso. Porém, graças a Deus, as obras foram reiniciadas em outubro.

A senhora acredita que a decisão de interromper a obra tenha sido política?
Certamente, e isso nunca deve acontecer. Não se pode prejudicar a população por questão político-partidária.
Um dos projetos de maior destaque do seu mandato foi o que fixa prazo para a entrega de mercadorias. Fale um pouco sobre a lei.
A lei foi regulamentada recentemente e já havia sido sancionada em 7 de outubro. Obriga as empresas de bens e serviços a fixarem data e o turno de entrega de alguns produtos. Agora, é obrigada a expedir documento com dados da entrega. Isso é algo inovador, pois antes havia apenas turnos de entrega de manhã e à tarde. Tive a preocupação de criar o turno da noite, porque muitas pessoas trabalham durante o dia e não há ninguém para esperar a entrega. A lei resguarda o direito do consumidor, que pode acionar o Procon. Caso a empresa se negue a emitir o documento de entrega ou não cumpra o acordo poderá ser multada entre R$ 256 e R$ 3 milhões, dependendo da reincidência e gravidade.
Gostaria que a senhora comentasse a atitude de um deputado do ABC que tentou impedir a sanção da lei.
Não falei o nome, nem posso falar, mas para bom en­tendedor meia palavra basta. Na verdade foi um fato constrangedor com um deputado do ABC, que foi até a Secretaria de Justiça do Estado pedir que minha lei não fosse sancionada. Foi até o colégio de líderes da Assembleia Legislativa dizer que era prejudicial, pois na épo­ca do Natal não poderia ser cumprida. É ato de extremo desrespeito à população. Não há motivo para ser contra, é algo que causa indignação, me deixou bastante chateada. Como deputado, deveria pensar no melhor para a população e não em interesses próprios. Felizmente, no final das contas prevaleceu o que era correto, o direito do consumidor. Tenho sido reconhecida pela lei, elogiada pela autoria e não há motivo para esse deputado agir dessa forma.

Existe integração entre os deputados da região?
Vejo que algumas iniciativas pontuais são feitas de forma coletiva. Porém, não é bancada que se reúna com freqüência, porque existem muitas matizes partidárias e, em alguns momentos, isso atrapalha o processo, o que não deveria ocorrer. Defendo que nós, enquanto deputados da região, lutemos pelo que é melhor para o ABC. Se cada um fizer seu trabalho e se unir, o resultado serão obras para a região.

A senhora será candidata à reeleição ou pretende alçar voo mais alto?
Meu foco principal é a re­eleição para deputada estadual, pois pretendo ampliar ainda mais meu trabalho. Em três anos de mandato conseguimos trazer grandes investimentos à região, fortalecendo a questão do rodoanel, trazendo a Escola Técnica Estadual para Mauá e investimento em infraestrutura para os sete municípios. Consegui mais de R$ 2 milhões para o hospital Nardini, para compra de equipamentos e construção das salas de cirurgia.

A senhora não acha que a região deveria ter mais cadeiras na Câmara Federal?
A região é uma das mais populosas e economicamente importantes do país, mas tem menos representantes na Câmara e na Assembleia do que comportaria. Porém, na política, um passo deve ser dado de cada vez. Estamos construindo um trabalho. Por enquanto não penso em ser candidata a deputada federal, até porque o deslocamento a Brasília cria um distanciamento da base.

O que a senhora destaca em seu mandato?
Minhas bandeiras prioritárias são a defesa do meio ambiente, o direito do consumidor, a valorização da juventude e a Saúde da mulher. Encaminhei recurso para que seja instalado em Rio Grande da Serra o Centro de Referência da Saúde da Mulher, com equipamentos específicos e equipes que vão atender não só a população de Rio Grande, mas 18 mil mulheres também de Mauá e Ribeirão Pires anualmente. Ainda na área de Saúde, trouxemos um ambulatório de especialidades. O Poupatempo está emperrado por conta da falta de sintonia da administração do PT na localização, na entrega rápida de documentos. É grande perda para a cidade de Mauá, pois é investimento concretizado de R$ 50 milhões. Quanto aos piscinões, a limpeza e manutenção feita pelo governo do Estado nos 17 reservatórios da região foi minha iniciativa.

Pretende sair candidata à Prefeitura de Mauá em 2012?
Meu foco realmente está na reeleição de 2010, até para visualizar cenários futuros. A eleição de 2012 é uma possibilidade. Se houver interesse da população, vamos fazer estudo, consulta popular. Como pessoa pública você já não decide mais de forma isolada seu futuro. Por enquanto não me lanço como candidata à prefeita.

A senhora chegou em um momento inusitado ao PMDB. Em nível nacional, o partido declarou apoio à ministra Dilma Rousseff e, em nível estadual, o partido apoia o governador José Serra.
Não mudou muito para mim, no PMDB, porque o PV também era da base aliada ao presidente Lula e, em São Paulo, é base do governador José Serra. Porém, vamos seguir o que determinar o partido. É claro que a minha afinidade é com o governador. Acho um homem trabalhador e competente. Faço parte da sustentação na Assembléia e enxergo o PMDB paulista com grandes chances de apoio ao governador Serra, e o PMDB nacional deve liberar os Estados para fazer composições. Isso ainda será definido nas convenções e vamos acatar o que for decidido.

Não vê problema em estar no palanque da Dilma?
Prefiro o Serra (risos) e acredito nessa liberdade de escolha do PMDB para o Estado. Lógico que não vou desobedecer ao partido, mas continuar na base aliada a Serra é posição mais confortável.

Como a senhora vê a construção de hospital regional proposta pelo deputado estadual Donisete Braga (PT)?
A estadualização do Nardini é a bandeira que levanto desde o meu primeiro dia na Assembléia. Se tivesse investimento efetivo, o hospital poderia atender melhor nossa população. Seria algo mais próximo da realidade do que a construção de hospital regional, que demandaria mais recursos, e os problemas do Nardini continuariam. Porém, acho a iniciativa do Donisete válida.

O governador negou o pedido de estadualização feito por Oswaldo Dias...
Não estava presente pessoalmente, mas entendi que o prefeito, naquele momento, quis se eximir da culpa e empurrá-la ao estado. Acho isso muito grave. Não cabe olhar pelo retrovisor, é preciso ter planejamento efetivo do que pode ser feito. Sou uma deputada que não olha questões partidárias. Um exemplo é que, na próxima semana, vou assinar convênio com Ribeirão Pires para pavimentação de ruas. O prefeito Clóvis Volpi fez críticas em vários jornais à minha pessoa. Porém, fui a deputada mais votada em Ribeirão e encaminho várias emendas.

O que pensa da terceirização do Nardini, aprovada pela Câmara de Mauá?
Quero, enquanto cidadã mauaense, é que melhore. Respeito a Câmara dos vereadores e acredito que deve ter debatido o tema e entendeu que isso melhoraria o atendimento, o que ainda não ocorreu.

Por Havolene Valinhos - Diário Regional
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