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DATA DA PUBLICAÇÃO 09/06/2015 | Setecidades
Usuários de trem desconhecem as linhas intermunicipais de ônibus
Usuários de trem desconhecem as linhas intermunicipais de ônibus Usuários do transporte coletivo preferem o trem em vez do ônibus intermunicipal e ficam perdidos quando ferroviários param. Foto: Andris Bovo
Usuários do transporte coletivo preferem o trem em vez do ônibus intermunicipal e ficam perdidos quando ferroviários param. Foto: Andris Bovo
Ônibus velhos, demora nos pontos e tarifa cara para o serviço estão entre empecilhos para transporte não ter preferência popular

“A que horas o trem volta a funcionar?”. Essa era a pergunta mais repetida nas estações de trem do ABCD na última quarta-feira (03/06), quando os ferroviários entraram em greve, o que pode ocorrer novamente nesta semana. Sem trem, muitas pessoas não faziam ideia de como chegar ao trabalho, faculdade ou outro compromisso. Apesar de mais rápido e barato, o trem não é a única opção de transporte intermunicipal. A Região conta com 116 linhas de ônibus que interligam os sete municípios e várias regiões da Capital. No entanto, muitos desconhecem essas opções.

O estagiário Cauê Lima, 21 anos, é um deles. O estudante mora em Santo André e faz faculdade na Mooca. “Não tenho segurança de ir para a faculdade de ônibus, pois não é um caminho que faço, então não sei ir”, explicou. No dia da greve, Lima não perdeu aula porque os trens voltaram a funcionar parcialmente no final daquela tarde.

Sem trem, a diarista Carmen Lúcia, 50 anos, também não sabia como fazer para sair de Santo André e chegar ao Tatuapé. “Sempre vou de trem. Não sei se há ônibus para lá e se tem não sei qual é”, disse a moradora do Bairro João Ramalho.

Nova greve? - O risco de nova greve dos trens não está descartado. Nesta quinta-feira (11/06) uma nova reunião deve acontecer entre o Sindicato dos Ferroviários e representantes da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com intermediação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Dependendo do resultado do encontro, outra paralisação pode acontecer nesta sexta-feira (12/06).

Das 116 linhas intermunicipais que cortam o ABCD, as mais conhecidas são as do corredor de trólebus. Mas os demais ônibus intermunicipais possuem uma variedade de destinos. Dezenove deles, que passam por todos os sete municípios, seguem para o Terminal Sacomã, onde há ligação com várias linhas municipais e intermunicipais que cortam a Capital, além de ter uma interligação com a estação Sacomã da linha 2 - Verde do Metrô.

Há opções ainda que seguem para o Terminal Jabaquara, onde não apenas passa a linha 1- Azul do Metrô, como também outras linhas de ônibus e até mesmo vans e ônibus para a Baixada Santista. Outras linhas intermunicipais seguem para a linha 3- Vermelha do Metrô ou para outros pontos das linhas 1 e 2 (Azul e Verde). Como é o caso dos ônibus que vão para a estação Tamanduateí. Também há os que seguem para o Terminal Rodoviário Tietê, que atende cerca de 300 linhas, além do aeroporto de Congonhas.

As tarifas variam. A mais barata custa R$ 2,80 e há três opções: Diadema (Centro) para Guacuri (SP); Rio Grande da Serra (Sítio Maria Joana) – Ribeirão Pires (Terminal Rodoviário); e Santo André (Terminal Leste) – São Paulo (Fábrica Trol). A mais cara custa R$ 8,25 e faz o itinerário Mauá (Jardim Zaíra) – Diadema (Centro).

No site (http://www.emtu.sp.gov.br/EMTU/home.fss) da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) é possível acessar todos os valores, linhas e itinerários dos ônibus intermunicipais que cortam o ABCD.

Passageiros reclamam da má qualidade e da tarifa
Na avaliação de quem usa e conhece as linhas intermunicipais que cortam o ABCD, com a exceção dos trólebus, o desconhecimento dos ônibus ocorre devido à precariedade dos veículos, das tarifas caras e longos intervalos entre um ônibus e outro. “Os ônibus são ruins, velhos, parecem carroças, e tem alguns que passam apenas de hora em hora. O trem é bem mais rápido e barato”, afirmou a estudante Taís Araújo dos Santos, que mora em Mauá e trabalha em São Bernardo.

Para o auxiliar Valdivino Ferreira Santos, 54 anos, que mora em Santo André e trabalha em Mauá, faltam opções, pois os intermunicipais não supririam a demanda, se a população deixasse de pegar o trem. Para ele, prova disso aconteceu no dia da greve da última quarta-feira (03/06). “Vi muita gente nos pontos e os ônibus passando direto”, disse. A passagem do trem custa R$ 3,50, mas há planos de fidelidade, como o de 50 viagens, em que o bilhete sai a R$ 2,98.

Por Claudia Mayara - ABCD Maior
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