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DATA DA PUBLICAÇÃO 11/08/2010 | Setecidades
Usuários de ônibus vivem caos
Depender de ônibus para se locomover na Região está se tornando “missão impossível”, na avaliação dos usuários. O ABCD MAIOR encontrou diversas reclamações sobre o serviço. O valor de R$ 2,50 praticado na Região (com exceção de São Caetano e Rio Grande da Serra, com tarifa de R$ 2,30) é apontado como abusivo diante da má qualidade do serviço prestado. Em alguns municípios, como Mauá, o que se desenha é um cenário próximo do caos, com ônibus atrasados, superlotados e que não atendem a demanda.

A Viação Leblon deve assumir 18 rotas em Mauá ainda neste mês. A cidade acrescentou recentemente seis novos itinerários ao sistema, mas a situação continua complicada, na avaliação da diarista Edna Martins. “Superlotação e demora se repetem em todos os bairros”, reclamou. Situação semelhante vive o ajudante de caminhão Luciano Alex de Paula. “O pior é que colocam micro-ônibus para operar em horário de pico. Aí é que não se consegue nem entrar no veículo mesmo”, disse.

Em São Bernardo, que começou a operar em julho com a integração tarifária por meio do Cartão Legal, ainda há desconhecimento sobre o benefício. “Não estava sabendo do cadastramento e nem sei se vou atrás. Andar de ônibus só dá dor de cabeça”, disse o aposentado Argemiro Lemos, que chega a esperar 45 minutos pelo coletivo quando está no Centro. De acordo com a Prefeitura, até o dia 31/07, mais de 7 mil idosos se cadastraram na loja do Cartão Legal, com tempo de atendimento médio de 30 minutos.

Linhas - Em Santo André, usuários acreditam que faltam ônibus e novas linhas. “O coletivo que vai para a Vila João Ramalho demora mais de 30 minutos para passar aqui na Perimetral. No feriado a coisa piora, ficam três ônibus operando na linha e tenho de esperar quase uma hora para voltar para casa”, reclamou o feirante José Valdeci. Para a vendedora Miriam Rondon, o problema não é a falta de coletivos, mas a lotação. “Pego o Vila Suíça e não tem um horário sequer que a gente não tenha de forçar para passar pela catraca. Como meu percurso é curto, às vezes vou andando, pois não dá para arriscar e não conseguir descer no ponto”, explicou.

Diadema, que promete integração no transporte municipal até o fim deste ano, não escapa das reclamações. A operadora de caixa Alzira Cestari disse que, no horário de pico, já chegou a ver quatro ou cinco ônibus vazios passarem sem que ela conseguisse pegar o que precisava. “É difícil, mas dependo do ônibus. Se pudesse, compraria um carro”, garantiu.

Propostas - O único secretário de Transportes a se pronunciar sobre as reclamações dos usuários foi o de São Bernardo, Oscar José Ganeiro. O secretário explicou que o próximo passo da Administração é remodelar os itinerários na cidade. “A integração com o Cartão Legal mudou as características do sistema. Vamos distribuir melhor a frota, colocando mais ônibus grandes onde há mais demanda e colocando os micro-ônibus para rodar onde a demanda é menor”, explicou.

Ribeirão Pires se pronunciou por meio da assessoria de imprensa e afirmou que está investindo em novos pontos de ônibus e na reforma dos existentes. Além disso, a cidade está substituindo os micro-ônibus de algumas linhas por “micrões”, que são ônibus de tamanho intermediário entre o micro-ônibus e o ônibus comum, para suprir a demanda e garantir mais conforto para os usuários do transporte.

As demais cidades foram procuradas, mas não se manifestaram até o fechamento desta edição.

Integração - A solução para o caos do transporte público passa pelo planejamento regional e voltado para a real demanda da população. A avaliação é do professor da UFABC (Universidade Federal do ABC) e especialista em transportes José Alex Sant’anna, que destacou ainda que é urgente promover uma reformulação no sistema de ônibus da Região.

Para o especialista, não é preciso criar mais linhas, mas alterar itinerários e torná-los mais eficientes. “As linhas que existem hoje não atendem as necessidades da população, dão muita volta e não chegam onde o usuário precisa. Só pega ônibus quem não tem alternativas”, ressaltou.

A questão depende de vontade política, conforme Sant’anna. “As prefeituras e a EMTU precisam se unir para resolver o problema de forma regional. Não adianta mudar só em uma cidade, porque os limites entre os municípios são muito próximos”, explicou. O especialista também defende a realização de pesquisas de origem e destino, desde que sejam feitas de forma regionalizada.

Para Sant’anna, o Consórcio Intermunicipal pode iniciar essa discussão entre as administrações. “O Consórcio poderia contratar um especialista e fazer o planejamento regional para resolver o problema. Enquanto não se pensar no passageiro, nada vai funcionar”, garantiu.

Por Camila Galvez - ABCD Maior
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