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DATA DA PUBLICAÇÃO 15/04/2013 | Cidade
Uso de tecnologia ajuda a diagnosticar tuberculose
De dois meses para duas horas. Essa é a queda no tempo de espera para o diagnóstico da tuberculose, doença transmitida pelo ar e causada pelo bacilo de Koch. A mudança foi possível graças à tecnologia que utiliza biologia molecular para identificar o DNA do bacilo. Segundo o Ministério da Saúde, o teste será disponibilizado no SUS (Sistema Único de Saúde) a partir do segundo semestre.

O método de diagnóstico, chamado Gene Xpert, é adotado no Rio de Janeiro e em Manaus desde 2012 e será implementado em todos os municípios com mais de 200 casos notificados no ano passado. Das nove doenças que mais matam no mundo, a enfermidade está em oitavo lugar. Em 2012, 70 mil brasileiros foram infectados.

"A maior vantagem desse teste é que, como a doença é detectada mais rapidamente, o tratamento é iniciado de forma imediata e feito com maior segurança", analisa o médico e professor de Pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC, Roberto Rodrigues Junior. O exame tradicional é feito com análise de escarro e radiografia do pulmão. Em muitos casos, aponta um resultado falso negativo.

Segundo o pneumologista, isso acontece porque o número de bacilos presentes na amostra não é suficiente para precisar o diagnóstico. Nessas situações, é necessário colocar as bactérias num ambiente de cultura e esperar o crescimento da colônia, que pode demorar de um a dois meses. Os principais sintomas da doença são tosse, febre e suor noturno. "Muitas vezes as pessoas são infectadas, mas não desenvolvem a doença porque umas possuem mais resistência do que outras", esclarece o médico.

A tuberculose é uma das doenças mais antigas da humanidade, mas até hoje encontra-se presente em todo o mundo. "Nos últimos 40 anos não foram inventadas drogas para combatê-la. A situação piorou quando os casos de Aids começaram a surgir, no início dos anos 1990, tornando a tuberculose a principal responsável por mortes entre portadores de HIV", destaca o infectologista e professor da Faculdade de Medicina do ABC Hélio Vasconcellos Lopes.

A razão para esse cenário, segundo o especialista, se deve à baixa imunidade que os portadores do vírus possuem e pelo fato de que as drogas podem não surtir efeito devido à interação com os remédios para Aids.

TRATAMENTO - Outro fator para a continuidade da doença é que muitos pacientes não seguem o tratamento até o fim e continuam infectando os ambientes por onde passam, tornando a bactéria mais resistente. O tratamento tem duração de seis meses e é feito com quatro drogas. "Anteriormente eram utilizadas três, mas com o aumento da resistência, um novo medicamento foi introduzido. É imprescindível que as pessoas se tratem. Não só para a própria saúde, mas também para a dos outros", alerta Lopes.

Por Thaís Moraes - Diário do Grande ABC
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