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DATA DA PUBLICAÇÃO 06/04/2017 | Cidade
Três mil famílias ocupam áreas em Mauá desde início do governo Atila
Três mil famílias ocupam áreas em Mauá desde início do governo Atila Duas mil famílias descocuparam área da Dersa em 2016 com promessa contrução de moradias. Foto: Rodrigo Pinto
Duas mil famílias descocuparam área da Dersa em 2016 com promessa contrução de moradias. Foto: Rodrigo Pinto
São 16 áreas com cerca de 3 mil famílias; secretário de Habitação é irmão do vereador Severino do MSTU

Secretário de Habitação é irmão do vereador Severino do MSTU. Foto: Andréa IsekiSecretário de Habitação é irmão do vereador Severino do MSTU. Foto: Andréa Iseki
Em três meses de governo do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), cerca de 3 mil famílias participaram de ocupações na cidade. As duas principais invasões realizadas em Mauá neste ano são na estrada do Relegado, onde há 2 mil famílias e no Jardim Kennedy onde estão mil famílias. As duas são áreas públicas.

Além das duas maiores ocupações, há outros 14 terrenos ocupados por famílias de sem teto. O aumento do número de ocupações coincide com o gestão do secretário de Habitação, Raimundo Cassiano de Assis, irmão do vereador Severino de Assis, o Severino do MSTU, presidente do Movimento dos Sem-Terra Urbanos de Mauá.

Gravação que circulou nas redes sociais na última semana revelou um plano arquitetado pelo parlamentar para invadir no último dia 30 apartamentos da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano), um total de 840. O vazamento do áudio teria frustrado a ação do vereador. Severino negou o plano e alegou que apenas faria uma reunião no local.

Prefeitura
Ao ser indagada sobre as ocupações que ocorreram nos últimos meses, a Prefeitura informou que monitora 16 núcleos de ocupação irregular que existem na cidade, sendo que quatro são invasões realizadas em terrenos particulares e as outras 12 áreas em áreas públicas.

A Prefeitura de Mauá afirmou por meio de nota que trabalha para garantir “moradia digna” para os moradores. “A Secretaria de Habitação tem se empenhado na regularização de áreas irregulares, como do Jardim Oratório, onde 126 famílias receberam o título de posse de suas casas. O programa Moradia Legal deve garantir a documentação para um total de 800 famílias que hoje enfrentam incertezas jurídicas”, concluiu.

“A Prefeitura de Mauá tem destacado funcionários para acessarem esses núcleos e fazerem pesquisas sobre número de famílias que ocupam atualmente o local. A ideia é compor um novo estudo para que sejam apresentadas soluções para reintegrar o terreno e alocar as famílias em programas sociais e moradias legais”, informou a Prefeitura.

De acordo com o governo, neste ano, foram feitas três ações que garantiram recuperação do terreno ocupado irregularmente, sendo uma no Jardim Canaã, uma no Parque das Américas e uma no Oratório.

“Nas ações realizadas no Jardim Canaã e no Jardim Oratório foi feito trabalho em conjunto com as Secretarias de Meio Ambiente, Serviços Urbanos, Defesa Civil e Guarda Civil Municipal. As famílias retiradas foram atendidas e cadastradas pela Secretaria de Ação Social e Cidadania para serem incluídas em programas de renda. Já na ação realizada no Parque das Américas, a Prefeitura garantiu a reintegração de posse sem a necessidade de retirar famílias do local”.

MTST
A coordenadora Nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Maria das Dores, afirmou ter conhecimento do aumento de ocupações em Mauá, em 2017. A coordenadora relatou que neste ano o MTST não organizou nenhuma ocupação na cidade. “Temos informação do estouro de ocupações em Mauá, mas não temos conhecimento de quem tem organizado”, disse.

Maria das Dores salientou que o MTST “está focado” atualmente em dialogar com a Prefeitura sobre um projeto que prevê a construção de 1,6 mil moradias em uma área da Dersa (Departamento Rodoviário S.A) e que serão destinadas para famílias cadastradas no programa Minha Casa Minha Vida. “O déficit habitacional é grande no município e o governo precisa ter um olhar para a solução do problema”, disse.

Duas mil famílias descocuparam área da Dersa em 2016 com promessa contrução de moradias. Foto: Rodrigo PintoDuas mil famílias descocuparam área da Dersa em 2016 com promessa contrução de moradias. Foto: Rodrigo Pinto
Em 2015, o MTST organizou uma ocupação dessa área, mas houve acordo com a Dersa. Com a promessa de que o terreno 243 mil m², no Jardim Oratório, seria destinado para a construção de moradias, 2 mil famílias que estavam no local desocuparam pacificamente o terreno em 2016. O terreno fica às margens de um dos acessos ao Trecho Sul do Rodoanel.

Por Gislayne Jacinto - ABCD Maior
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