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DATA DA PUBLICAÇÃO 10/12/2015 | Educação
Transferência de estudantes das escolas estaduais gera dúvidas
Transferência de estudantes das escolas estaduais gera dúvidas Após recuo de Alckmin, alunos, pais e docentes querem garantias de que matrículas realizadas em outras escolas serão anuladas. Foto: Andris Bovo
Após recuo de Alckmin, alunos, pais e docentes querem garantias de que matrículas realizadas em outras escolas serão anuladas. Foto: Andris Bovo
Pais, alunos e professores não sabem como ficará o processo de matrícula, após “reorganização” do ensino ser suspensa

A suspensão do projeto de “reorganização” da rede estadual, anunciada na última sexta-feira (04/12) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) não amenizou as dúvidas de pais, alunos e professores. Um dos principais questionamentos diz respeito à transferência dos estudantes para as novas escolas a partir de 2016, processo concluído antes do recuo do Estado.

Em breve pronunciamento no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin afirmou que, em 2016, os alunos continuarão nas escolas onde já estão matriculados. No sábado (05/12), houve a revogação do decreto 61.672, que tratava da transferência dos funcionários da educação para aplicação da medida no próximo ano.

Após recuo de Alckmin, alunos, pais e docentes querem garantias de que matrículas realizadas em outras escolas serão anuladas. Foto: Andris Bovo

Como o decreto diz respeito apenas ao quadro de pessoal do Estado, há incerteza sobre como ficará a situação dos estudantes que já haviam concluído o processo de matrícula para outras unidades. Jovens que mantêm a ocupação em escolas estaduais alegam que não há garantias legais de que os alunos continuarão nas mesmas escolas, bem como de que não terá fechamento de unidades escolares ou turnos.

No início desta semana, a subsede da Apeoesp (sindicato dos professores estaduais) de Santo André protocolou pedido de esclarecimentos à diretoria regional de ensino. “Até agora não há orientação oficial por parte do governo sobre isso, o que é bastante estranho. O fato de não ter essa orientação oficial não é à toa, falta transparência”, afirmou Alexandre Ferraz, integrante do sindicato.

AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES

Outras subsedes da Apeoesp da Região também pretendem pedir mais informações sobre o processo às diretorias de ensino. “É uma questão que está nebulosa e carece de maiores esclarecimentos”, alegou Antônio Jovem, de Diadema.

Para Vera Zimberger, de São Bernardo, a comunidade escolar deve pressionar para garantir o cumprimento do que foi prometido. “Sabemos como é difícil lidar com esse governo, por isso, estamos pedindo para todo mundo ir para as escolas para saber mais informações e exigir a garantia das matrículas.

Procurada, a Secretaria Estadual de Educação reafirmou, por meio de nota, que “todas as matrículas para 2016 terão de ser revertidas, mas estão garantidas”. O texto, no entanto, não explica como se dará esse processo de reversão.

O movimento de ocupação de escolas da rede estadual completou um mês nesta quarta-feira (09/12). O protesto contra a proposta do governador Alckmin chegou a tomar cerca de 200 escolas em todo o Estado, incluindo 25 no ABCD. Após a suspensão e a queda do ex-secretário Herman Voorwald, alguns prédios começaram a ser desocupados nesta semana. De acordo com a pasta de Educação, o cronograma de reposição das aulas será feito pela direção de cada unidade.

Por Rosângela Dias - ABCD Maior
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