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DATA DA PUBLICAÇÃO 20/10/2016 | Economia
Taxa de juros cai após 4 anos e chega a 14%
 Taxa de juros cai após 4 anos e chega a 14% Foto de divulgação
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Após quatro anos sem queda, o Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), anunciou ontem a diminuição em 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros da economia brasileira, que agora chega a 14% ao ano. A última redução havia sido em outubro de 2012, quando caiu de 7,5% para 7,25% ao ano, e após seis meses sem alteração, iniciou processo de escalada.
Na avaliação do professor da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) Joelson Sampaio, a medida representa a expectativa de melhora no cenário econômico. “Com a diminuição da Selic, espera-se que haja maior movimentação no consumo, e maior oferta de crédito, mas tudo ainda de forma muito moderada.”

De fato, o ajuste não deve causar impacto significativo no bolso do consumidor. Simulação feita pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), considerando a compra de geladeira de R$ 1.500, parcelados em 12 vezes, mostra que os juros mensais seriam de 5,90%, tomando como base a Selic de 14,25% ao ano. Com a mudança, a taxa recuaria para 5,88%. A diferença na parcela é apenas de R$ 0,20 e de R$ 2,35 no valor total pago.

Em outra projeção, a utilização de cheque especial por 20 dias no valor de R$ 1.000 tem redução de apenas R$ 0,14 na cobrança pelo uso do limite bancário. No uso do rotativo do cartão de crédito por 30 dias, com fatura de R$ 3.000, a redução nos juros é de apenas R$ 0,60.

Além disso, Sampaio pontua que as medidas demoram em torno de quatro meses para atingir efetivamente o consumidor. Ele acredita que, somente a partir de janeiro de 2017, o reflexo começará a ser sentido.

MOTIVO - O BC divulgou que a decisão se deu por unanimidade, motivada principalmente pelo resultado recente de queda da inflação nacional, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). “O Comitê entende que a convergência da inflação à meta para 2017 e 2018 é compatível com flexibilização moderada e gradual das condições monetárias. O Comitê avaliará o ritmo e a magnitude da flexibilização monetária ao longo do tempo, de modo a garantir a convergência da inflação para a meta de 4,5%.”

A queda na ordem de 0,25 ponto percentual dividiu opiniões no mercado. “Redução dos juros é sempre bem-vinda, mas a timidez do corte de 0,25 ponto percentual mostra que faltou coragem ao BC para corte maior da taxa de juros”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Já a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) divulgou nota aprovando a medida. “Neste novo ambiente, o BC pode baixar juros sem colocar em risco a seriedade de seus objetivos de combate à inflação.”

O professor da Fecap também entende que a decisão do Copom foi acertada e cautelosa. “Abrir espaço de 0,5 ponto percentual, entre tantas incertezas, seria ajuste de forma demasiada.” Sampaio diz ainda que o BC pode manter tendência de queda na próxima reunião caso a economia continue apresentando expectativas melhores.

HISTÓRICO - A medida acontece após estabilidade em dez reuniões, ou seja, desde julho de 2015, em 14,25% ao ano. O BC manteve a taxa elevada como forma de combater a inflação, que encerrou o ano passado em 10,67%.

O último resultado do IPCA foi animador, com alta de apenas 0,08% em setembro, chegando a 8,48% no acumulado em 12 meses e 5,51% em 2016. Dessa forma, o índice esperado para encerrar o ano está entre 7,5% e 8%, o que indica recuperação, mas ainda está acima do teto da meta (6,5% ao ano).

Por Vinícius Claro - Especial para o Diário
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