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DATA DA PUBLICAÇÃO 28/04/2016 | Economia
Taxa de desemprego na região atinge 16,7%
Taxa de desemprego na região atinge 16,7% Foto: André Henriques/DGABC
Foto: André Henriques/DGABC
A taxa de desemprego na região chegou a 16,7% em março, o maior percentual para o mês desde 2005. Os dados são da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), feita em parceria entre a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e que foi divulgada ontem no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

Foi o quarto mês seguido de aumento na taxa. Em fevereiro estava em 15,7% e, em março de 2015, em 10,5%. O indicador é o resultado da proporção entre o total de desempregados e a PEA (População Economicamente Ativa). O economista do Dieese César Andaku explica que o crescimento da taxa de desemprego só não foi maior porque a PEA diminuiu no período.

Um ano atrás, 1,4 milhão de pessoas eram consideradas economicamente ativas, ou seja, estavam ocupadas ou procurando emprego. No mês passado, esse contingente foi reduzido em 22 mil, chegando a 1,378 milhão – queda de 1,6%. “O excesso de pessimismo em relação à conjuntura econômica faz com que alguns indivíduos deixem de procurar vaga por considerarem que o momento não é propício”, explica Andaku.

O técnico do Dieese acrescenta, entretanto, que a queda na PEA não era esperada, já que, passados os recessos de janeiro e as folgas de fevereiro em razão do Carnaval, muitos optam por retomar as buscas por emprego em março.

Em 12 meses, o volume de desempregados no Grande ABC passou de 147 mil para 230 mil, aumento de 56,5%, o que corresponde a 83 mil pessoas demitidas no período. Para se ter ideia da grandeza, é como se, em um ano, 69% da população de Ribeirão Pires perdesse o emprego.

Já o número de ocupados caiu 8,4% desde março de 2015. Foram 105 mil pessoas a menos, de 1,253 milhão para 1,148 milhão de trabalhadores em atividade. O setor que apresentou a maior queda em 12 meses foi a indústria (-9,2%). Na área de serviços, a retração foi de 8,9%, enquanto o comércio registrou deficit de 0,9%.

RENDA - O rendimento médio real dos empregados no Grande ABC teve recuo de 13% entre fevereiro de 2015 e o segundo mês deste ano, passando de R$ 2.384 para R$ 2.073. “Uma das explicações é o fato de que as empresas tendem a contratar funcionários por salários mais baixos do que aqueles que foram demitidos”, comenta Andaku.

Como consequência, houve redução na massa de rendimento real, que é a soma de todos os salários pagos aos trabalhadores. Considerando o ano 2000 como referência, com índice igual a 100, o indicador atingiu 151,1 em janeiro de 2014. Ou seja, na ocasião, o número era 51,1 p.p. (pontos percentuais) maior do que o registrado em 2000. Em fevereiro, o indicador caiu para 111,3, portanto, 39,8 p.p. abaixo do que o de 2014 e apenas 11,3 p.p. superior ao de 2000.

A queda no volume de renda em circulação dificulta a recuperação da economia, já que, sem demanda, dificilmente haverá contratação de novos empregados por parte dos empresários.


Por Fábio Munhoz - Diário do Grande ABC
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