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DATA DA PUBLICAÇÃO 03/05/2010 | Internacional
Taleban do Paquistão assume atentado em NY
O Taleban paquistanês assumiu neste domingo (2) a autoria do fracassado atentado deste sábado com um carro-bomba na movimentada região da Times Square, em Nova York. O grupo colocou a informação em um comunicado divulgado na internet.

O grupo, uma milícia radical que governou o Afeganistão entre 1996 e 2001, diz no documento que realizou a ação em vingança pela morte de dois militantes islâmicos e pelos "mártires muçulmanos".

“O Taleban do Paquistão anunciou sua responsabilidade pelo ataque em Nova York em vingança pelos dois líderes Al Baghdadi e Al Mahajer [que morreram] e os mártires muçulmanos”, disse o comunicado.

O jornal espanhol El País informou que o líder da Al Qaeda no Iraque, Abu Ayub al Masri, também conhecido como Abu Hamza al Mujahir, e Abu Omar al Bagdadi, chefe do grupo islâmico Estado Islâmico do Iraque, morreram em uma operação das forças dos americanas no Iraque no mês passado.

O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al Maliki, disse que ambos caíram em uma casa que foi invadida pelas tropas.

Secretária vê atentado terrorista na ação

A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Janet Napolitano, disse mais cedo à rede de TV CNN que as autoridades norte-americanas tratam o carro-bomba encontrado em uma das áreas mais movimentadas de Nova York como "um potencial ataque terrorista".

Em uma entrevista ao programa State of Union da emissora americana, Napolitano disse que ainda não é possível determinar o responsável pelo atentado.

- Nós estamos levando isso muito a sério. Estamos tratando isso como um potencial ataque terrorista.

O carro, um Nissan Pathfinder escuro, foi coberto por uma capa amarela e guinchado. Ele foi levado a uma sede do departamento antibombas no bairro do Bronx. Napolitano disse ainda que peritos encontraram impressões digitais no veículo e estão analisando possíveis suspeitos.

As imagens de uma câmera de segurança revelaram que o veículo foi estacionado por volta das 18h30 (19h30 em Brasília) deste sábado. Sua placa pertencia a um caminhão, cujo proprietário foi encontrado. Ele disse às autoridades que havia deixado seu carro em um ferro-velho. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse não haver motivos para suspeitar do envolvimento do proprietário no atentado.

Antes do anúncio, um grupo de trabalho do FBI (a polícia federal norte-americana) havia sido destacado para ajudar nas investigações da polícia de Nova York para determinar quem colocou o material no interior do Nissan Pathfinder.

O alerta foi dado quando um vendedor ambulante de camisetas - ex-veterano da Guerra do Vietnã - viu fumaça sair de uma caixa localizada na parte traseira do veículo e avisou a um policial.

Bloomberg estava na noite de sábado na Casa Branca, em tradicional evento com correspondentes internacionais. Já em Nova York, o prefeito disse que, com a colaboração dos cidadãos e a atuação das autoridades, foi evitado o que poderia ter sido "um incidente muito mortífero". Ele disse que o carro-bomba, se funcionasse, teria tido "um considerável impacto explosivo".

O fato de o registro do carro, correspondente ao Estado de Connecticut, não coincidir com o modelo fez com que a polícia esvaziasse e isolasse imediatamente a área. A Times Square é o centro nervoso da ilha de Manhattan, onde milhares de pessoas estavam passeando ou esperando para entrar em cinemas e teatros da popular Broadway quando o carro-bomba foi encontrado.

O prefeito lembrou que este fim de semana é um dos primeiros do ano com boa temperatura, o que levou mais pessoas à Times Square do que em semanas anteriores.

- Tivemos muita sorte [por não ter explodido].

Carro pode ter sido roubado

O veículo, estacionado na rua 45 entre a Sétima e Oitava avenidas, em frente a uma filial do Bank of America, pegou fogo, mas não chegou a explodir com violência. O porta-voz da polícia de Nova York, Paul Browne, descreveu o veículo como "um carro-bomba rudimentar", no qual havia três contêineres de propano, dois de gasolina, fogos de artifício de uso caseiro, dois relógios, cabos, o que aparentemente era uma caixa para guardar armas e outros materiais.

Segundo as autoridades, os responsáveis por deixar ali o veículo, que pode ser roubado, não eram profissionais bem preparados para elaborarem e detonarem explosivos. O prefeito da cidade qualificou o explosivo como amador, enquanto o chefe da polícia, Raymond Kelly, se referiu a ele como "improvisado" e assegurou que a intenção era "provocar uma significativa bola de fogo".

Por R7
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