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DATA DA PUBLICAÇÃO 29/08/2012 | Saúde e Ciência
Só rede privada tem vacina contra o HPV, por R$ 1.200
Só rede privada tem vacina contra o HPV, por R$ 1.200 Ana Lúcia soube que portava o vírus quando estava noiva. Foto: Luciano Vicioni
Ana Lúcia soube que portava o vírus quando estava noiva. Foto: Luciano Vicioni
Para evitar contágio, médicos recomendam uso de preservativos e exames preventivos anuais

O HPV (Vírus Papiloma Humano) pode provocar câncer, é transmitido por meio do ato sexual e, se diagnosticado de imediato, os danos podem ser revertidos. Mesmo assim, a doença ocupa o segundo lugar dos vírus que mais matam no Brasil. Existe cura para a enfermidade e vacina preventiva, disponível apenas na rede privada. O Ministério da Saúde não tem previsão de incluir a vacina na rede pública. Quem quiser se prevenir, deve procurar convênios particulares que oferecem a vacina, que chega a custar R$ 400 a dose (são necessárias três doses, ou R$ 1.200). A validade é de 10 anos de imunização. A segunda opção é usar camisinha e, no caso das mulheres, fazer anualmente o exame de papanicolau.

De acordo com o Instituto do HPV, um dos poucos órgãos que pesquisam sobre o vírus no País, estima-se que entre 10% e 50% das pessoas sexualmente ativas estejam infectadas com pelo menos um tipo de HPV (existem mais de 100 tipos). O homem, quando infectado, pode apresentar verrugas no órgão genital, além de transmitir o vírus para a parceira. O caso é mais grave na mulher. Dependendo do estágio de infecção, pequenas feridas aparecem no colo do útero. Em mulheres que não costumam fazer o exame preventivo, o vírus leva ao câncer.

Mesmo sem a vacina, a medicina minimiza os riscos de morte por contágio do vírus. “O HPV pode causar câncer do colo de útero. Mas em muitos casos o tratamento é viável e o paciente consegue se recuperar”, disse Rodolfo Strufaldi, professor de Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC e coordenador do Caism de São Bernardo (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher). O centro é ligado à Faculdade de Medicina.

Impacto - Como médico, Strufaldi comenta que a prevenção da doença com a vacina diminui os riscos de contaminação pelo vírus. “Porém, hoje a vacina causa um grande impacto financeiro. Além disso, o câncer pode vir cinco anos após o contágio. Se descoberta nesse tempo, muitas vezes a enfermidade é passível de cura”, afirmou. “O melhor é se prevenir usando camisinha, que evita também outras doenças graves, como a Aids”, recomendou o médico.

Para as mulheres, além de usar preservativos, a recomendação dos médicos é fazer anualmente o exame papanicolau. “É um método rápido e gratuito para a população. Mas a paciente deve fazer periodicamente e sem falta”, aconselhou o médico.

Auxiliar de enfermagem sonha ter filho após vírus
O útero possui um significado que vai além do orgânico para as mulheres. O ventre gera a vida e boa parte da população feminina adulta sonha ter filhos. O caso de Ana Lúcia Souza Gomes se enquadra nesse perfil. No fim do ano passado, ela descobriu que estava com HPV. Na época, possuía convênio médico, mas havia três anos não realizava o papanicolau. Não se trata de falta de informação. Ana Lúcia é auxiliar de enfermagem e tem 31 anos. “O trabalho me consumia todo o tempo e acabei esquecendo de me cuidar”, disse.

Ana Lúcia conhece a doença e sabe dos riscos. Mas a forma como recebeu a notícia deixou a auxiliar de enfermagem sem chão. “O médico disse logo que pegou os resultados dos exames que eu teria de remover o útero, que estava muito doente.” O choque foi traumático, pois Ana Lúcia estava noiva e sonhava ter um bebê após o casamento. “Fiquei com medo de que meu noivo me largasse. Foi horrível.”

Por intermédio de uma amiga, Ana Lúcia conheceu o Caism de São Bernardo (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher). Isso faz menos de ano e hoje, do HPV, Ana Lúcia tem apenas lembrança. “O médico foi muito compreensivo. Disse que não precisava remover o útero. Passei por uma cauterização e tudo voltou ao normal.” Ela ainda faz acompanhamento junto aos médicos do centro e em breve pode tentar a gravidez.

Vacinas são aplicadas do nascimento aos 60 anos
Além da vacina contra o HPV, a atenção à imunização contra doenças percorre quase toda a vida. Até os 10 anos, a criança tem de tomar mais de 20 doses de vacinas, responsáveis pela imunização de 10 doenças. Nos primeiros anos de vida a pessoa recebe proteção contra tuberculose, hepatite B, poliomielite, febre amarela, otite, meningite e outras doenças. A proteção, a partir dos 11 anos, é para difteria, tétano, sarampo, caxumba, rubéola, e as doses restantes para hepatite B e febre amarela. Dos 20 aos 60 anos, essas doenças requerem reforço e, médicos orientam manter em dia a vacinação.

A carteira de vacinação pode ser conseguida na rede pública de saúde. Para algumas doenças a imunização acontece nas primeiras horas de vida. Aos recém-nascidos, a orientação do Ministério da Saúde é que a vacina contra hepatite B seja administrada preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, ou na primeira visita ao serviço de saúde. Nos prematuros, menores de 36 semanas de gestação ou em recém-nascidos com peso menor de 2 quilos, seguir esquema de quatro doses: zero, um, dois e seis meses de vida.

Contra a poliomielite, a imunização é feita em três doses, aos dois, quatro e seis meses de vida do bebê. Todas as informações sobre vacinas podem ser obtidas nos postos de saúde de cada município ou no www.portalsaude.saude.gov.br.[quote]

Por Renan Fonseca - ABCD Maior
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