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DATA DA PUBLICAÇÃO 23/02/2012 | Economia
Shoppings populares atraem população das classes D e E
Shoppings populares atraem população das classes D e E   Comércio de roupas e acessórios atrai consumidores pelo preço mais acessível. Foto: Amanda Perobelli
Comércio de roupas e acessórios atrai consumidores pelo preço mais acessível. Foto: Amanda Perobelli
Locais oferecem variedade de itens e preços menores em relação aos grandes centros de compras

Nem só de grandes empreendimentos vive o comércio da Região. Os shoppings populares atuam com mix variado de produtos com preços competitivos e atendem boa parte da população das classes D e E. Lembrançinhas de casamento, enxoval de bebê, sex shop, salão de beleza e costureira são algumas das atividades disponíveis.

Os locais carregam o estigma de comércio ilegal, porém, o investimento das prefeituras em capacitação e conscientização dos empreendedores mostra que o cenário visivelmente já é outro desde que o negócio começou.

“Muitos pensam que só vendemos produtos ilegais, e nem entram. Mas, o negócio mudou e têm muitos boxes com produtos e serviços diferentes. Os camelôs evoluíram”, disse a permissionária de um box de Mauá, Rosilene Ferreira da Silva.

No ABCD só não há shopping popular em São Caetano e Rio Grande da Serra. Os empreendimentos são na região central dos municípios e foram instalados pelas Prefeituras com o objetivo de regularizar e tirar os camelôs das principais ruas do comércio. Em Santo André são três espaços; em Diadema e Mauá, um em cada. Em São Bernardo, o comércio popular Lauro Gomes está em área particular e não tem vínculo com a Prefeitura.

Em Mauá, são oitos salões de beleza que funcionam nos pequenos boxes. De acordo com a cabeleireira Damiana Pereira Lima, 38 anos, o espaço pequeno (2m x 2m) compensa pela localização. Especialista em alongamento, ela e a cunhada trabalham há cinco meses no local. “Se fosse alugar uma loja no centro pagaria no mínimo R$ 2 mil, aqui estou no centro e pago bem menos”.
A microempresária Palmira de Brito, 51 anos, faz lembrançinhas para casamentos, aniversário, atende média de 20 clientes por dia e tem seis funcionárias. “Trabalhava na feira de artesanato, mas precisava de um ponto fixo, e aqui é bem central e seguro”.

Já em Diadema, a costureira Mariluze Melo Ferreira Alves, 53 anos, está há cinco anos no espaço e atende diversos clientes do ABCD, faz consertos e ajustes. “Como estou no centro, atendo até clientes de outros municípios, mas como o forte aqui é roupa, as pessoas compram a calça e vêm aqui para fazer a barra”, explicou.

Regular - Nenhum dos centros de compras popular permite a comercialização de produtos ilegais ou falsificados. As cláusulas nos contratos são claras: o risco é do responsável pelo box, que pode até perder a permissão da utilização do espaço. A atribuição de fiscalizar os locais é da Polícia Civil.

“A Prefeitura e a administração do espaço não têm o poder de retirar a mercadoria ou impedir o funcionamento. Nós orientamos para que trabalhem na legalidade e damos o apoio, porém, muitos não querem assumir o risco de começar um novo negócio. O papel de fiscalizar é da polícia, que realiza diversas operações e retira tudo”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mauá, Edilson de Paula Oliveira.

Comerciantes podem faturar até R$ 6 mil - Os shoppings populares de Mauá e Diadema empregam cerca de 600 pessoas. São 513 boxes nos dois municípios. As atividades mais comuns são de comércio de roupas, calçados, eletrônicos, alimentos, brinquedos, bijuterias e artesanato. O faturamento varia entre R$ 1mil a R$ 6 mil, conforme o ramo e a localização.

A renovação pelo uso do espaço é feita anualmente, por isso sempre há boxes disponíveis. Os interessados se inscrevem na secretaria de Desenvolvimento Econômico da cidade, e a equipe da Administração avalia o perfil sócio-econômico do candidato. “As prioridades na escolha são para desempregados, camelôs e pessoas em risco de vulnerabilidade social”, explicou o secretário Edilson de Paula.

Todos pagam uma taxa pela utilização, que inclui despesas gerais com energia, água, limpeza e segurança. Em Mauá, o empreendimento inaugurado em 1997 pegou fogo e foi reconstruído por uma empresa particular por meio de concessão, que tem o direito de administrar o espaço por 30 anos. O aluguel é por volta de R$ 350.

Já em Diadema, o centro de compras existe desde 2002 e os permissionários pagam em torno de R$ 150 e taxas anuais de licença e alvará.

Os municípios não souberam informar quanto o mercado movimenta por ano. Santo André e Ribeirão Pires não responderam sobre o assunto até o fechamento desta edição.

Por Michelly Cyrillo - ABCD Maior
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