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DATA DA PUBLICAÇÃO 19/08/2012 | Setecidades
Setor de Achados e Perdidos coleciona objetos estranhos
Setor de Achados e Perdidos coleciona objetos estranhos No Terminal Ferrazópolis, em São Bernardo se encontra de tudo; desde documentos a cadeira de rodas, um total de 15 a 20 itens por dia. Foto: Amanda Perobelli
No Terminal Ferrazópolis, em São Bernardo se encontra de tudo; desde documentos a cadeira de rodas, um total de 15 a 20 itens por dia. Foto: Amanda Perobelli
Esquecidos deixam nos trens e ônibus de documentos e guarda-chuvas até cadeiras de rodas

Quem nunca esqueceu nada que atire a primeira pedra. Mas quando o objeto perdido é deixado dentro de um ônibus, trólebus ou trem, a dica é procurar no Setor de Achados e Perdidos. Lá tem de tudo, desde carteiras, documentos e guarda-chuvas até objetos menos convencionais como cadeiras de rodas, escritura de imóveis e dentaduras.

A Metra, que opera o Corredor Metropolitano São Mateus / Jabaquara e a sua extensão Diadema / Berrini, atravessando os municípios de São Paulo, Mauá, Santo André, São Bernardo e Diadema, mantém o setor de Achados e Perdidos no Terminal Ferrazópolis. Em média são encontrados de 15 a 20 itens por dia. Cerca de 40 pessoas procuram pessoalmente e 70 ligações são recebidas por dia.

Produtos eróticos - De acordo com a responsável pelo setor, Valdirene Xavier dos Santos, os objetos mais comuns são óculos, bolsas, mochilas, carteiras, celulares, livros, guarda-chuvas e documentos diversos. Os itens mais incomuns que foram parar no depósito são prótese dentária, muletas, televisão, carrinho de bebê e churrasqueira. “Até mesmo produtos eróticos já achamos por aqui”, revelou. Valdirene, que há um ano trabalha no Achados e Perdidos, destacou que poucas pessoas lembram que o serviço existe.

“Notamos que muitos dos que esquecem objetos nos ônibus e trólebus simplesmente não sabem que podem recuperar os itens”, avaliou. Os proprietários dos itens esquecidos devem se dirigir pessoalmente ao Achados e Perdidos, localizado no Terminal Ferrazópolis (avenida Carlos Niely, altura do nº 179, Bairro Ferrazópolis), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e comprovar a propriedade do objeto ou titularidade do documento.

O dono tem até 90 dias para procurar os itens perdidos. Após esse período vão para um depósito da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo) e posteriormente são doados.

Nos trens são deixados 7 mil objetos por mês

Mensalmente, cerca de 7 mil diferentes objetos são deixados nas dependências da CPTM. As estações Brás, Luz, Guaianazes, Osasco, Lapa, com maior movimento, encaminham maior número de objetos para a Central de Achados e Perdidos, na estação Palmeiras-Barra Funda. Entre eles, estão itens inusitados e que poderiam ser facilmente lembrados por seus donos, como cadeira de rodas, bengala, exame médico, caixa de ferramenta e instrumentos musicais.

Ao longo de 2011, foram encontrados e armazenados 75 mil itens na Central. No primeiro trimestre deste ano, dos 18 mil objetos esquecidos, 8.500 foram devolvidos aos donos. No ano passado, 35 mil usuários recuperaram pertences.

Na Central os itens passam por uma triagem, visando a identificação de um possível contato do proprietário – e são cadastrados no sistema. Se o dono não for localizado, permanecem guardados por 60 dias. Passado esse período, as peças conservadas são doadas para o Fundo Social de Solidariedade de São Paulo. Já os documentos são devolvidos aos órgãos expedidores, e os cartões de banco, destruídos.
Neste mês uma nova ferramenta foi criada: um cadastro on-line, no site da CPTM (www.cptm.sp.gov.br).

Empresas de ônibus mantêm centrais próprias

De acordo com a AETC/ABC (Associação das Empresas de Transporte Coletivo do ABC), cada empresa de transporte coletivo que opera nos municípios do ABCD mantém centrais de Achados e Perdidos. Em Ribeirão Pires, por exemplo, os objetos esquecidos nos ônibus são encaminhados ao Departamento Administrativo do Terminal Rodoviário. Em média, dois itens são encontrados por dia. Cerca de cinco pessoas procuram o serviço diariamente.

Assim como nos trólebus e trens, documentos, carteira de motorista, cartão de banco e celulares são os campeões dos objetos perdidos. Mas já houve quem esqueceu até uma escritura de imóvel no ônibus. O Terminal Rodoviário fica na rua do Comércio, 85, Centro de Ribeirão, telefone 4825-4554.

Já em Mauá, a Secretaria de Mobilidade Urbana da Prefeitura mantém sala para objetos achados. Após 30 dias, os documentos são entregues aos Correios. Bolsas, sapatos e roupas vão para a Ação Social da Prefeitura. Em média, de 10 a 15 pessoas procuram objetos perdidos e aproximadamente cinco são devolvidos. A sala de Achados e Perdidos fica no terminal de ônibus, localizado na praça 22 de Novembro, s/nº, Centro de Mauá. Telefone: 4519-5329.

Por Angela de Paula - ABCD Maior
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