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DATA DA PUBLICAÇÃO 22/09/2014 | Cultura
Série Friends completa 20 anos
Então ninguém falou que a vida seria assim...Seu trabalho é uma piada, você está sem dinheiro, sua vida amorosa é um desastre. É como se você sempre estivesse emperrado na segunda marcha, quando não foi seu dia, sua semana, seu mês, ou até mesmo seu ano, mas eu vou estar lá para você...”. A letra do tema de abertura do seriado Friends resume bem a sensação que as pessoas têm aos 20 e poucos anos, quando as decepções em relação à vida começam a acontecer e o único refúgio são os amigos – tanto pela lealdade, carinho e ombro para chorar, quanto pela capacidade de fazerem bobagens tão grandes ou até maiores do que as suas. Dito assim, pode até soar melancólico, mas não é. Mesmo.

Ao completar 20 anos no ar, o seriado – criado por David Crane e Martha Kauffmann – teve dez temporadas entre 1994 e 2004, num total de 238 episódios, e continua sendo sucesso: é transmitida em 200 países. No Brasil, figura entre as dez séries mais assistidas do Warner Channel. Para celebrar o aniversário, o canal vai fazer maratona no dia 27 com os 20 episódios que melhor contam a história dos sexteto, formado por Chandler, Joey, Monica, Phoebe, Rachel e Ross, respectivamente vividos pelos atores Matthew Perry, Matt LeBlanc, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Jennifer Aniston e David Schwimmer. Nos Estados Unidos, a Warner montou em Nova York uma cafeteria que é réplica do Central Perk, um dos principais cenários do grupo. O local vai ficar aberto só até dia 17 de outubro na 199 Lafayette Street, esquina com Broome St., no SoHo.

Vale notar que os atores se tornaram muito amigos durante a década que passaram juntos, a ponto de negociarem em bloco com a Warner Bros. Foram os primeiros a atingir a cifra de US$ 1 milhão por episódio para cada um na última temporada. Recentemente, apenas três dos atores da série The Big Bang Theory conseguiram alcançar esse cachê.

IMBATÍVEL
“A graça de Friends está na incapacidade deles viverem a vida de adultos, surpreendendo sempre com a sua falta de lógica”, analisa o dramaturgo Mario Viana, autor de comédias de sucesso como Carro de Paulista (que ficou oito anos em cartaz), Vestir o Pai e Vamos?. “Friends é humor de alta qualidade tanto pelo texto quanto pela atuação, e isso dá prazo de validade indefinido”, diz. Viana tem revisto as temporadas como parte da pesquisa para um curso de texto de comédia que vai ministrar na Oficina de Escrita Criativa, em São Paulo. “O seriado tem a virtude de equilibrar os três tipos de humor: o cerebral, o físico/corporal e o que vem nas falas”, observa. “Para os autores, certamente o desafio foi acompanhar a evolução dos personagens mantendo os arquétipos que representam, mas também mostrando como eles cresceram em uma década, sempre colocando-os em situações novas”, completa.

QUEM NÃO SE IDENTIFICA?
Para a atriz e diretora teatral Paula Cohen, o sucesso de Friends está no fato da gente se reconhecer neles. “Quando somos jovens, tem alguém na turma que parece com um dos seis”, diz Cohen, que assina a direção do espetáculo de Marcelo Médici, Cada Dois Com Seus Pobrema. “Os seis são excelentes comediantes e havia alquimia rara entre eles, que fazia com que tudo desse certo em cena”, acrescenta.

A diretora também aposta na longevidade da graça do sexteto. “A comédia, quando baseada na essência do ser humano, é eterna. Algumas piadas podem morrer por serem datadas, outras perderem o sentido pelo contexto. Mas, no caso de Friends, há material imune ao tempo. Há piadas físicas, trocas de olhares, pausas e gestos que sempre serão engraçados”, diz.

Para o jornalista especializado em séries de TV e cinema, Paulo Gustavo Pereira, o seriado é clássico. “Friends estava no lugar certo e na hora certa. Mas tempo e lugar não o limitam como história. Por isso se tornou fenômeno. Hoje, a gente percebe que foi além de ser norte-americano. Trata-se de um produto que representa a cultura ocidental”, analisa Pereira, que apresenta o Almanaque dos Seriados na TV Geração Z, pela internet.

“O legal da série é que mostra grupo de desajustados que encontrava seu equilíbrio na convivência com os amigos”, diz o especialista. “A base era a amizade, mas de um jeito bem para cima. Outras séries duradouras, como Barrados no Baile e Melrose Place, ficaram datadas. O humor único de Friends garante sua vida longa”, finaliza Pereira. Ainda bem.

Por Andréa Ciaffone - Diário do Grande ABC
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