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DATA DA PUBLICAÇÃO 13/04/2016 | Economia
Seminário discute soluções para crise na indústria da região
 Seminário discute soluções para crise na indústria da região Foto: André Henriques/DGABC
Foto: André Henriques/DGABC
A crise no setor industrial tem solução. Essa foi uma das conclusões obtidas a partir das apresentações realizadas durante o evento ‘Os rumos da indústria no Grande ABC’, ocorrido ontem pelo Diário, no Mercure Hotel de Santo André. O seminário contou com o patrocínio da Braskem e o apoio do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC.

Os palestrantes e debatedores convidados demonstraram, com bastante objetividade e baseados em dados estatísticos, que, apesar do cenário nada favorável para o segmento, que sofre com a instabilidade da economia brasileira, agravada pela turbulência no cenário político – o que afugenta investimentos –, ainda é intensa a presença de indústrias nas sete cidades, que representam 25,9% do PIB (Produto Interno Bruto) regional e respondem por 29,2% dos empregos gerados, que pagam os salários mais altos. Porém, em 1990, cerca de 60,9% dos postos eram gerados no ramo e em 1999, o peso na geração de riquezas atingia 32,9%. “Não existe resultado se não houver investimento”, afirma o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, um dos expositores.

Ele pondera, ainda, que, se a política cambial favorece a importação, como vinha ocorrendo nos últimos anos, devido ao dólar mais baixo, entre R$ 2 e R$ 2,50, o desenvolvimento da cadeia produtiva fica ameaçado. Entretanto, desde março do ano passado a moeda norte-americana iniciou processo de valorização acima dos R$ 3, que atingiu a casa dos R$ 4 em setembro. Agora, por conta da aprovação pela comissão especial do impeachment do relatório que autoriza a abertura do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), o mercado financeiro fica animado e a cotação do dólar diminui. Ontem, por exemplo, encerrou o pregão a R$ 3,49. Mesmo assim, com esse recuo, o produto brasileiro chega mais barato lá fora, o que o deixa mais competitivo. E da mesma forma, o importado entra mais caro aqui no País.

O debatedor Raimundo Suzart, presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, destacou o deficit da balança comercial do setor químico, de US$ 26 bilhões, o que significa que o volume de importações é muito maior que o das exportações. O que precisa ser mudado, defende. “Mesmo com o segmento de cosméticos em ascensão (especialmente em Diadema), há embalagens que precisam ser trazidas de fora, pois não se produz no País. Esse é um setor que tem espaço enorme para crescer.”

Quanto ao polo petroquímico, o gerente de Relações Institucionais da Braskem, Flávio Chantre, lembrou que no fim do ano a companhia conseguiu renovar por cinco anos o acordo de fornecimento pela Petrobras de nafta, principal matéria-prima utilizada pela petroquímica. “O ideal seriam dez anos, acordo de longo prazo, mas, ao menos, selamos um de médio prazo”, aponta. De certa maneira, o contrato deixa mais tranquilos o setor e sua cadeia produtiva.

AUTOMOBILÍSTICO - Em relação ao setor automotivo, com forte presença no Grande ABC, que é sede de seis montadoras e abriga suas cadeias de fornecedores, Carlos Manoel de Carvalho, vice-presidente da Abinfer (Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais), alerta que existe ociosidade de 4 milhões de veículos, já que a capacidade produtiva atual é de 6,5 milhões de unidades mas o mercado é de apenas 2,5 milhões.

“É preciso analisar qual modelo vai trazer inovação e sustentação”, afirma. Uma das saídas apontadas por ele é a fabricação de plataformas inspiradas no modelo MQB, adotado pela Volkswagen, que permite produzir uma mesma base para diferentes carrocerias e facilita, assim, as vendas ao Exterior, ao eliminar diferenças entre os mesmos carros produzidos em diversas partes do mundo, que se tornam globais. “Dessa forma, o alcance é muito maior, e não serão mais exportados nos navios os automóveis, mas apenas as plataformas.”

De qualquer modo, para que a economia da região e do País retome a atratividade e reaja, é preciso ter uma dose de paciência. “O Brasil tem de eliminar seus problemas políticos, primeiro, para voltar a crescer”, assinala o palestrante Octávio Vallejo, presidente do Sincodiv-SP (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores no Estado de São Paulo).

COMPLETO - O Diário publicará na edição de sexta-feira suplemento especial sobre as explanações realizadas durante o evento, que contou também com as análises dos prefeitos de Santo André, Carlos Grana, e Mauá, Donisete Braga. Na plateia, estiveram cerca de 250 presentes.

Por Soraia Abreu Pedrozo - Diário do Grande ABC
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