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DATA DA PUBLICAÇÃO 31/07/2018 | Setecidades
Sem data para que reintegração ocorra, invasões no Jardim Santo André crescem
Sem data para que reintegração ocorra, invasões no Jardim Santo André crescem Moradores temem danos ambientais causados no entorno do bairro carente de Santo André. Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Moradores temem danos ambientais causados no entorno do bairro carente de Santo André. Foto: Claudinei Plaza/DGABC
O ritmo de construções irregulares vizinhas a moradias erguidas pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) no Jardim Santo André, em Santo André, continua intenso. Ainda sem autorização da Justiça para executar reintegração de posse das áreas invadidas, a companhia tem visto a cada dia novos barracos serem erguidos na comunidade carente.

A CDHU chegou a colocar placas nestas áreas, para informar que são de propriedade da companhia estadual e objeto de reintegração de posse, em curso na 6ª Vara Cível do Fórum de Santo André. Porém, ainda não há uma decisão judicial sobre quando serão executadas as reintegrações.

De acordo com a Associação Beneficente do Jardim Santo André e Adjacências, nas áreas invadidas vivem cerca de 3.000 famílias, número questionado por vizinhos, que estimam até 4.000. Os terrenos estão localizados nos núcleos Toledanos, Missionários, Cruzados 1 e 2, Dominicanos, Campineiros e Lamartine.

Em visita ao bairro, na última semana, o Diário constatou novas construções em ao menos dois dos núcleos (Dominicanos e Lamartine). “Todo dia tem alguém vindo aqui montar seu barraco. Para nós, moradores antigos, isso é horrível, pois gera enorme insegurança”, diz a aposentada Maria de Lourdes Alves Cavalcante, 79 anos.

Segundo moradores, as invasões ocorrem à luz do dia, sem qualquer intervenção de autoridades. Conforme mostrado pelo Diário, em maio, o problema se arrasta desde 2016. “De lá para cá nada mudou. Na verdade, nossos apartamentos perderam valor de mercado, justamente por causa da invasão. Ninguém quer morar num lugar desse”, reclama a atendente Maria Alciliadora da Silva, 53.

Sem a fiscalização prometida, moradores relatam que famílias de outros municípios têm aproveitado a fragilidade da área para invadir.

“Já fiquei sabendo que tem gente da Zona Leste de São Paulo aqui. Virou bagunça”, disse uma moradora que não quis se identificar.

OUTRO LADO

Por meio de nota, A CDHU diz manter diálogo com a Prefeitura de Santo André e a Polícia Militar para planejar o cumprimento das ações nas invasões irregulares da área.

Com os frequentes atos de invasão em terrenos, principalmente particulares e que estejam ociosos, a Prefeitura de Santo André também elaborou minuta de projeto de lei que visa possibilitar que a administração tome posse e faça a manutenção dessas áreas.

CDHU traça diagnóstico de famílias que vivem na comunidade

Na última semana, agentes da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) estiveram no Jardim Santo André para realizar amplo diagnóstico de conjuntos habitacionais espalhados pelo bairro. O levantamento, que tem por finalidade conhecer melhor o perfil e as necessidades das famílias que residem nessas moradias populares, deverá embasar, a curto prazo, segundo a companhia, melhorias em serviços prestados a essas comunidades.

Ao todo, 247 famílias que residem em unidades habitacionais localizadas no Jardim Santo André, área periférica do município, foram entrevistadas. Na oportunidade, colaboradores da CDHU realizaram um questionário, na tentativa de prestar toda assistência necessária para casos de regularização contratual, transferência de titularidade ou renegociação financeira.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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