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DATA DA PUBLICAÇÃO 03/08/2015 | Setecidades
''Segurança Pública é um problema de todos''
''Segurança Pública é um problema de todos'' Foto: André Henriques/DGABC
Foto: André Henriques/DGABC
Desde que o senhor assumiu o comando da Polícia Militar no Grande ABC, houve queda nos homicídios. É possível traçar um perfil desse crime na região, por exemplo, se a maioria é passional? Como é feita essa prevenção?

Perto da metade dos delitos de homicídios são passionais. São os mais difíceis de prevenir. A gente insiste na ideia de que Segurança Pública é problema de todos e esse é um clássico exemplo. Mas, no que diz respeito aos outros tipos de homicídios, estamos aumentando a fiscalização nos bares e locais onde há pontos de tráfico de drogas, procurando também combater esse tipo de crime, que influencia os assassinatos. Tivemos redução de 20% em relação ao primeiro semestre de 2014.

Em março, o senhor apresentou a ideia de trazer o Projeto Radar para as ruas. Como estão as negociações?

Por enquanto, continuamos apenas com São Caetano no processo mais adiantado, testando o projeto em dois radares da cidade. Acredito que, no próximo mês, já possa haver a ampliação. O interesse das demais prefeituras ainda me causa um pouco de frustração. Por isso, conversei com o coronel (José Luís) Navarro, que foi eleito coordenador do GT (Grupo de Trabalho) de Segurança pública do Consórcio, pedindo que abrisse a possibilidade de me dirigir aos secretários da área da região para que possamos, uma vez mais, demonstrar as vantagens do nosso projeto.

O senhor acha que talvez as prefeituras não entenderam a proposta?

O que pude apurar é que, primeiro, não é simples. Tem municípios que já estão com o processo licitatório em andamento para a concessão dos radares, porque nenhuma cidade tem radar. Todos eles fazem licitações para que as empresas os instalem. Há prefeituras que estavam com processos em andamento nos quais não se previa a tecnologia OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres), que é necessária para que o Projeto Radar funcione. Você não consegue facilmente mudar o edital, dependendo do momento em que se encontra, até porque isso vai implicar em acréscimo de valores a serem pagos. Outras prefeituras tem radar, mas sem a tecnologia OCR. Teriam de fazer novo processo e, eventualmente, romper contratos.

Como é o apoio das prefeituras à PM?

De uma maneira geral, todas as prefeituras colaboram muito bem. Não temos problemas. Evidentemente são estilos diferentes que, muitas vezes, acabam se traduzindo em políticas diferentes, que, consequentemente, nos agrada mais ou menos.

Tivemos recentemente caso de um estuprador que agia no entorno do Paço Municipal de São Bernardo. Como é a prevenção desse crime e o atendimento às vítimas?

É feita capacitação do policial, mas evidente que se trata de uma situação extremamente delicada. Ousaria dizer que, por melhor, que seja o treinamento, e ele está cada vez melhor, é extremamente delicado. É como a atividade médica. Por mais que os médicos sejam treinados, os pacientes que estão fragilizados por causa de determinada doença não conseguem se sentir bem atendidos diante disso. Em relação à prevenção, o que a gente percebe é que esse fato acontece em locais desprovidos de iluminação, como, no caso de São Bernardo, o entorno da obra.

Recebemos denúncias que muitas vezes não têm boletim de ocorrência. Esse fato é um indicativo de que algo está errado para vocês?

Nos guiamos inicialmente pelos registros policiais, mas não nos limitamos a isso. A partir do momento em que informações sobre crimes chegam a nós, por meio dos Consegs (Conselhos Municipais de Segurança), notícias ou outras fontes, vamos checar. Todas as noticias que o Diário publica são objetos de ação do policiamento.

Há um consenso de que a Segurança é um problema somente do Estado. Como isso é tratado?

Acima de tudo, é um problema social que tem como base a violência. É um equivoco acreditar que a solução começa com o Estado e termina com o Estado. Não deve ser assim. Não se trata de uma queixa ou lamento, mas, se continuarmos assim, dificilmente vamos ganhar muito em matéria de Segurança Pública. É papel de todas as esferas do poder e da própria sociedade garanti-la.

Uma gravação disponibilizada na internet apontou suposta proibição de perseguição a veículos suspeitos pela PM. O que de fato é verdade sobre esse caso?

Aquela gravação que foi divulgada foi mal compreendida por quem fez a divulgação e também por quem a recebeu. Esse mal entendido acabou ganhando as redes sociais e foi interpretado como se tivéssemos mudado um procedimento policial, o que não aconteceu. Há muito tempo a palavra perseguição, no nosso âmbito, denomina algo que é vedado, uma conduta policial de acompanhar o veículo suspeito em uma condição de inobservância das regras profissionais de cautela, de comunicação ao centro de operações sobre os rumos que vão sendo tomados, características dos ocupantes e tudo mais que possa transformar aquela ação policial em alto nível. Sem a observância dessas regras, é chamado internamente de perseguição e, quando as determinações são cumpridas, é chamado de acompanhamento. São palavras que, na linguagem corrente, são sinônimos, mas que, internamente, assumiram significados diferentes. Não houve nenhuma ordem para impedir que os policiais fossem ao encalço dos criminosos. Muito pelo contrário. Tivemos um incremento de 25% em relação às abordagens neste semestre em relação a 2014.

Por Yara Ferraz - Diário Online
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