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DATA DA PUBLICAÇÃO 21/02/2017 | Setecidades
Secretária alerta que corrida em busca de vacina é desnecessária
Secretária alerta que corrida em busca de vacina é desnecessária Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Mesmo com o registro de filas em unidades de Saúde, com tempo médio de espera podendo chegar a duas horas, a secretária de Saúde de Santo André, Ana Paula Peña Dias, descartou ontem qualquer tipo de expansão no atual número de doses da vacina contra a febre amarela fornecidas pelo município.

Segundo a titular da Pasta, embora pacientes tenham lotado equipamentos de Saúde nos últimos dias em busca da vacina, principalmente após o registro da primeira morte da doença na região, o atual lote disponibilizado pela Prefeitura segue sendo suficiente para vacinação, medida destinada para pessoas que viajam para áreas endêmicas

“Depois da morte (da professora Thalita Beneduzi, 28 anos) não mudou nada, continua com estoque para atender a quantidade que estava programada”, avalia.

A secretária afirma que as pessoas nas filas das unidades de Saúde são abordadas pelas enfermeiras responsáveis, que explicam quem deve se vacinar e tentam convencer quem não precisa a não passar pelo procedimento. “A vacina tem muitas reações, efeitos colaterais, e é relativamente perigosa. O número é suficiente para atender pessoas que precisam se deslocar (para áreas de mata)”, aponta.

Em visita às três US (Unidades de Saúde) da cidade (Centro, Utinga e Vila Luzita), o cenário observado pelo Diário foi de preocupação.

A advogada Graziela Honorato, 37, chegou à US Vila Luzita às 10h30, para tomar vacina apenas às 13h. Com viagem marcada para Ouro Preto (Minas Gerais) daqui a 20 dias, ela considera que a população deve ficar preocupada com o primeiro caso de morte. “É para ficar assustado, não tem jeito.”

A dona de casa Otávia Fractucello, 55, também estava na Vila Luzita na manhã de ontem. Ela afirmou que na quinta-feira esteve no local, mas não conseguiu vacina porque as senhas eram poucas. “Vou para Minas na quinta-feira, sei que são dez dias, mas não vai dar o tempo. Melhor tomar do que nada.”

No bairro Silveira, local onde Thalita morava, nem imaginam que uma moradora tão próxima faleceu devido à febre amarela. O desconhecimento do bloqueio sanitário em nove quarteirões do bairro também foi citado por pessoas que residem no local. A medida tem como objetivo evitar que eventual mosquito do Aedes aegypti alcance região fora da área delimitada.

A Prefeitura explicou que a nebulização, que aconteceu sexta-feira, não foi feita em nove quarteirões, mas sim o bloqueio de criadouros nesse entorno, “o que significa que em um trabalho casa a casa foram eliminados recipientes com larvas ou com potencial para sua proliferação”. “Já a nebulização (realizada na sexta-feira), ocorreu no raio de ação de voo do inseto, que é de 200 metros, e envolveu todo o quarteirão da residência da vítima”, completou.

Região tem cinco casos da doença confirmados

Até o momento, municípios do Grande ABC confirmaram cinco casos de febre amarela.

Em Santo André, são dois registros. O primeiro, de um homem de 57 anos, morador do bairro Alto de Santo André, que viajou para Santa Maria do Suaçuí, em Minas Gerais. O paciente foi atendido na rede de Saúde de São Paulo. O segundo é a docente Thalita Beneduzi, 28, que veio a óbito na semana passada.

São Bernardo confirmou o registro de paciente infectado pelo vírus transmitido por mosquitos Haemagogus e Sabethes, comuns em áreas de mata. No entanto, trata-se de pessoa que mora em Diadema e foi atendida pela rede de Saúde da cidade vizinha.

Os outros dois casos foram registrados em Diadema, um adolescente de 11 anos e um homem de 60, ambos importados.

Ainda existem outros casos em análise no Grande ABC. Diadema afirma que possui um registro em investigação. São Caetano, por sua vez, afirma que há um caso notificado e outro que foi descartado.

Em Ribeirão Pires um registro da doença está sob investigação, que trata de um paciente que viajou recentemente para Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso. A Prefeitura de São Bernardo informou que não suspeitas, mesma situação de Mauá e Rio Grande.

Por Matheus Angioleto - Especial para o Diário
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