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DATA DA PUBLICAÇÃO 02/02/2017 | Setecidades
Se sair do papel, monotrilho nascerá ultrapassado
Se sair do papel, monotrilho nascerá ultrapassado Linha Prata é o único monotrilho de SP que opera em menos de 3km. Foto: Claudio Pepper-Metrô-SP
Linha Prata é o único monotrilho de SP que opera em menos de 3km. Foto: Claudio Pepper-Metrô-SP
Especialistas em transporte avaliam projeto congelado para ligar ABCD à SP como datado

A linha 18-Bronze, que ligaria 18 estações do ABCD ao Tamanduateí através de 20 km de monotilho, é um sonho cada vez mais distante da Região. Além do jogo de batata quente entre Governo Federal e Estadual, no qual um aponta o outro como causador do entrave da obra, especialistas afirmam que a proposta, que custaria até de R$ 4,8 bilhões, já nasceria datada caso ficasse pronta dentro do prazo de 2018.

Para o editor-chefe do blog Dário do Transporte, Adamo Bazani, o projeto do monotrilho é tardio. Conforme o jornalista especializado no segmento de transporte público, a demanda atual da Linha 18 atenderia cerca de 340 mil pessoas da Região diariamente. “O problema, além da verba, é a urgência da população que teria que arcar com uma passagem entre R$ 5,90 e R$ 7 se não houvesse subsídio do estado”, explicou Bazani.

O motivo seria o valor muito mais alto da construção do monotrilho, cerca de R$ 305 milhões por km, enquanto o BRT (Bus Rapid Transit, presente em Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro) teria valor médio de R$ 63 milhões por km. “O contrato aprovado é para fazer o monotrilho, isto quer dizer que o governo estadual não volta atrás no projeto.”

Solução parcimoniosa

Na avaliação do engenheiro e mestre em transportes Creso Peixoto, a estrutura do monotrilho é visivelmente impressionante, porém, em termos de capacidade, esgota rápido e satura. “A solução parcimoniosa, menos visual em termos de retorno político, é a priorizar itens técnicos e econômicos”, afirmou Peixoto.

O engenheiro citou Londres, Paris, Nova York e Moscou como exemplos de cidades que têm integrações com o trem e a Cidade do México que chegou a concluir 6 km por ano. “Seria preferível um sistema parecido com as linhas do Queens, nos EUA, que possibilitam flexibilidade para construção de novas linhas de aço para dobrar a capacidade de passageiros”, afirmou.

Metrô no freezer

Procurada insistentemente pela reportagem do ABCD Maior para responder se o projeto de fato está emperrado e se há perspectiva de início da obra, a assessoria de imprensa da Secretaria Metropolitana de Transporte não se manifestou oficialmente. Limitou-se a dizer que não havia nenhuma novidade sobre as desapropriações necessárias para começar dar ignição ao projeto.

As primeiras menções ao monotrilho datam de 2010. Atualmente, o Governo Federal mantém o posicionamento de que a gestão Alckmin não possui condições de arcar com o empréstimo de mais de R$ 180 milhões para financiar as desapropriações e a obra que seria feita por Parceria Público Privada.

Por Caio Luiz - ABCD Maior
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