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DATA DA PUBLICAÇÃO 24/01/2018 | Setecidades
Santo André reduz em 43% número de multas após retirada de radares móveis
Santo André reduz em 43% número de multas após retirada de radares móveis Número de mortes no trânsito, no entanto, se manteve no período. Foto: Denis Maciel/DGABC
Número de mortes no trânsito, no entanto, se manteve no período. Foto: Denis Maciel/DGABC
Levantamento feito pela Prefeitura de Santo André a pedido do Diário aponta redução de 43% no número de multas aplicadas pelo município após a proibição do uso de radares móveis na cidade, em outubro do ano passado. Responsáveis até então por monitorarem 171 áreas em esquema de rodízio, seis equipamentos do tipo – que ficavam camuflados em caixotes de metal ou de concreto em pontos diversos – foram removidos do território andreense, após determinação do prefeito Paulo Serra (PSDB).

Conforme relatório da Prefeitura, entre os dias 11 de outubro do ano passado e 11 de janeiro foram contabilizadas 41.313 autuações na cidade, índice que apresenta “queda expressiva”, segundo a administração municipal, se comparado ao mesmo período de 2016, quando 72.117 multas foram lavradas.

Dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) mostram que o número de mortes no trânsito da cidade não sofreu alteração após a retirada dos radares móveis. Foram 12 óbitos entre outubro e dezembro de 2017, mesmo número registrado no período de 2016.

Embora tenha apresentado queda no número de infrações de trânsito aplicadas a motoristas, a arrecadação do município fechou 2017 com alta de 1,02% – passou de R$ 8,6 milhões para R$ 8,7 milhões.

Segundo o município, no entanto, o acréscimo na arrecadação não tem ligação direta com a retirada dos radares móveis. “Vale frisar que não houve diminuição da receita, pois as autuações demoram de 90 a 120 dias para serem efetivamente pagas, o que inclui o processamento da autuação, indicação de condutor, emissão do boleto, prazo de pagamento e prazo de recurso. Portanto, nos meses de outubro, novembro e dezembro, os cofres públicos recebem o pagamento de autuações de meses anteriores a outubro de 2017”, justificou, em nota, a Prefeitura.

Desde a proibição dos radares móveis, nenhum radar fixo foi instalado na cidade, que conta atualmente com 54 equipamentos que aferem velocidade. A expectativa, no entanto, é a de que Santo André aumente em até 25% o número de agentes de trânsito até 2020. Atualmente, a Prefeitura conta com 54 profissionais.

Segundo o prefeito Paulo Serra, a medida, além de acabar com a fama de “indústria da multa” da cidade, também contribuiu para maior conscientização de motoristas. “A gente retirou esses equipamentos que ofendiam a população no sentido da imagem da cidade e as pessoas colaboraram. Nas áreas onde tinham os radares móveis não tivemos nenhum novo acidente e nenhuma vítima fatal”, enfatiza.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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