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DATA DA PUBLICAÇÃO 13/06/2016 | Cidade
Santa Casa de Mauá completa 50 anos
Santa Casa de Mauá completa 50 anos Foto: André Henriques/DGABC
Foto: André Henriques/DGABC
O Hospital Imaculada Conceição, mantido pela Santa Casa de Mauá, completa hoje 50 anos de atuação. Para comemorar o jubileu de ouro, a entidade beneficente realiza obras de ampliação estimadas em R$ 10 milhões com verba própria. A primeira fase das melhorias já teve início e prevê a reforma do pronto-atendimento da unidade, instalada na Avenida Dom José Gaspar, na Vila Assis Brasil, até outubro. A expectativa é expandir o número de atendimentos dos atuais 20 mil pacientes por mês para 50 mil.

O superintendente da Santa Casa de Mauá, Harry Horst Walendy, explica que o projeto ambicioso integra o plano diretor da entidade. Ainda na primeira etapa de expansão está prevista a construção de dez apartamentos de internação, somando 20 no total. O custo desta fase está previsto em R$ 1,5 milhão. “Nossa principal dificuldade é trocar o pneu com o carro andando, adaptar os atendimentos durante as obras”, destaca.

A segunda etapa da ampliação ainda está sendo definida. Conforme Walendy, caso haja acordo com o governo do Estado para liberação de verba, será realizada construção de anexo com dez andares, sendo três deles destinados a estacionamento. “Estamos em negociação com o Estado para criar de 60 a 80 leitos de retaguarda para o SUS (Sistema Único de Saúde), área para treinamento dos funcionários, reunião, além de centro de especialidades”, observa.

A outra fase prevê construção de segundo pavimento para abrigar centro cirúrgico e salas de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Hoje, a unidade conta com 110 leitos, sendo dez deles de UTI e outros dez de UTI neonatal. “A meta é estar com estrutura completa daqui três anos. Hoje temos 6.000 m² de área construída e vamos passar a ter 15.000 m²”, revela Walendy.

Atualmente, 60% dos atendimentos realizados na Santa Casa é oriundo do SUS (mediante encaminhamento pela Secretaria de Saúde de Mauá). No entanto, a unidade também recebe pacientes em regime particular, atende convênios e conta com plano de Saúde próprio, com 26 mil vidas. “Sempre fomos referencial porque nunca deixamos de atender o SUS, apesar de todas as dificuldades. Para se ter ideia, apenas 8% do faturamento da entidade é resultante dos atendimentos financiados pela rede pública. Nossa receita é o que paga o prejuízo do SUS”, ressalta o superintendente.

Com as melhorias, a expectativa é que sejam ampliadas as especialidades atendidas. “Com a quarta sala cirúrgica, vamos conseguir realizar todos os tipos de intervenções cardíacas. Hoje, já somos hospital receptor de órgãos. Com a reforma, quem sabe a gente não seja credenciado também para fazer transplantes”, projeta Walendy.

A instituição médica atende consultas ambulatoriais nas especialidades de ginecologia, hematologia, oftalmologia, vascular, cirurgia plástica, otorrinolaringologia, neurologia, psiquiatria, urologia, ortopedia, gastroenterologia, proctologia, dermatologia e cardiologia, entre outras. São 500 funcionários, sendo 110 médicos.

Unidade realizou 194 mil partos e 2,7 milhões de consultas médicas

Em 50 anos de história, o Hospital Imaculada Conceição da Santa Casa de Mauá já realizou 194 mil partos, sendo 50% deles de moradores de Mauá, 240 mil internações e 2,7 milhões de consultas nas diversas especialidades que atende.
“Tem uma curiosidade. No fim da década de 1990, quando a Pro Matre de Santo André fechou, a cidade ainda não contava com o Hospital da Mulher (fundado em 2008). A Santa Casa de Mauá recebeu, durante uns cinco anos, todos os partos da cidade vizinha”, comenta o superintendente da entidade Harry Horst Walendy.

A Santa Casa de Mauá surgiu através de sonho de 38 amigos: oferecer para a população atendimento médico de qualidade. Liderado por Elio Bernardi (prefeito de Mauá entre 1959 e 1963 e de 1967 a 1970), o grupo angariou fundos com objetivo de comprar terreno para a construção do hospital e foi atrás de doações de materiais e equipamentos médicos-hospitalares. “Eu costumo brincar que, se hoje eu convidasse 37 amigos, não conseguiria fundar um hospital. Tudo está mais difícil. Existe burocracia, custo alto”, destaca.

Por Natália Fernandjes - Diário do Grande ABC
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