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DATA DA PUBLICAÇÃO 03/08/2016 | Setecidades
Saiba o que fazer quando seu animal de estimação morre no ABCD
Saiba o que fazer quando seu animal de estimação morre no ABCD Apesar de não ter superado morte de um filhote, estudante já cuida de outro pet. Foto: Andrea Iséki
Apesar de não ter superado morte de um filhote, estudante já cuida de outro pet. Foto: Andrea Iséki
Entre as opções estão recolhimento pela Prefeitura, encaminhamento ao CCZ ou cremação particular

Perder um animal de estimação pode ser um choque muito grande e os donos, sofrendo com o luto, acabam não sabendo que decisões tomar quanto ao corpo do pet. No ABCD, cada Prefeitura oferece uma destinação diferente a animais mortos, sendo algumas gratuitas e outras não. Em geral, o descarte é feito em aterro sanitário. Também existem opções particulares para cremação.

Apesar de não ter superado morte de um filhote, estudante já cuida de outro pet. Foto: Andrea Iséki

A estudante Greyce Bazotti, 26 anos, sofreu com a morte do pequeno Raul, um cachorro de quatro meses. Ela ficou sabendo do ocorrido por meio de uma ligação da clínica onde ele estava internado. "O veterinário perguntou se iríamos cremar por nossa conta ou se deixaríamos o corpo lá, para o cachorro ser cremado pela Prefeitura", disse. A clínica em questão fica na Capital.

Frente às possibilidades, Greyce pesquisou na internet e encontrou um cemitério fora da Região para cremar o pet. "Decidimos fazer a cremação particular porque queríamos uma despedida mais humana. Apesar de ter vivido pouco, éramos muito apegados ao Raul", contou.

A remoção e a cremação custaram mil reais, dinheiro esse que compensou, pelo valor sentimental do ato. Apesar de não ter superado totalmente a morte de Raul, a estudante já está cuidando de outro cachorro, o Jimmy.

No ABCD, a única opção particular para cremação de animais é o Pet Memorial, que fica na estrada Particular Sadae Takagi, 860, no bairro Cooperativa. Os preços variam de acordo com as condições escolhidas.

A jornalista Sônia Nabarrete, 63 anos, perdeu o boxer de 10 anos recentemente, em São Bernardo. Neste caso, a Prefeitura recolheu o corpo na clínica particular onde o pet era tratado. “Optei por isso porque quando é para cliente eles nem cobram”, disse. O cachorro morreu em casa, após algumas convulsões, e Sônia teve que levá-lo até a clínica.

A analista de comércio exterior Flávia Fornazari, 34 anos, que mora em Santo André, optou por pagar uma taxa para o hospital veterinário dar a destinação correta ao corpo da cachorrinha Nina, que quando faleceu tinha dez anos. "Em novembro do ano passado descobrimos que ela era doente renal crônica, infelizmente para essa doença não tem cura", lamentou. A cocker morreu em fevereiro deste ano.

Em um ano, 5.572 animais mortos foram descartados pelas Prefeituras na Região, somando dados de 2015 em Santo André, São Caetano, São Bernardo e Mauá. No primeiro semestre desse ano, os mesmos municípios recolheram 3.273 animais. Os demais não informaram.

Confira que destinação cada Prefeitura oferece a animais mortos:

Santo André


Em Santo André, o responsável pelo animal deve solicitar o serviço de coleta, transporte e disposição do cadáver pelo telefone 115, conforme informações do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André). O atendimento é realizado em até 24 horas, exceto aos domingos e nos feriados de Natal e Ano Novo.

Na cidade, a coleta é feita tanto em residências e clínicas veterinárias, quanto em vias públicas. O serviço não é gratuito e o valor varia de acordo com o porte do animal. É possível consultar a variação por peso no site do Semasa. Os preços públicos são diferentes das taxas cobradas de clínicas veterinárias.

Não são somente cães e gatos recolhidos pelo Semana, mas qualquer tipo de animal. Todos os corpos recolhidos “passam pelo mesmo processo de tratamento e destinação que os resíduos de saúde e/ou infectantes”, conforme informou o Semasa, por meio de nota. Só em Santo André, foram recolhidos 3.628 animais em 2015 e 2.132 no primeiro semestre deste ano.

São Bernardo

Já em São Bernardo, a Prefeitura não se responsabiliza pelo recolhimento dos bichinhos, deixando a responsabilidade, portanto, aos donos. Na cidade, apenas animais que estão abandonados em vias públicas é que são recolhidos pelo município. Quem presenciar um caso, deve entrar em contato pelo 08007708156. Em média, sete animais por mês são recolhidos.

São Caetano

Em São Caetano, o corpo do animal pode ser levado ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), que fica na rua Justino Paixão, 141, no bairro Mauá. O horário de funcionamento é das 8h às 16h, mas é preciso comprovar a residência, com um documento atualizado e levar também o RG. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone 4231-3938.

De acordo com informações da Prefeitura, caso o animal morra após o horário de funcionamento do CCZ ou no caso de animais encontrados mortos em vias públicas, o munícipe deverá entrar em contato com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos pelo telefone 4221-1177, solicitando a retirada.

O CCZ recolhe principalmente cães e gatos, mas também aceita animais de pequeno porte, como coelhos, pássaros e porquinhos-da-índia de moradores da cidade. Em 2015, foram recebidos 212 animais, sendo 161 cães e 51 gatos. Já no primeiro semestre deste ano, foram 118, sendo 77 cachorros e 41 gatos.

Mauá

O morador de Mauá que precisar realizar o descarte de um animal morto deve entrar em contato com a SSU (Secretaria de Serviços Urbanos) da Prefeitura. O contato deve ser feito pelo número 4518-7555. A solicitação é encaminhada à empresa Lara que faz o recolhimento. São recolhidos animais de pequeno e médio porte, de acordo com informações da Pasta.

Em 2015 foram 1.648 animais em Mauá. Em 2016, até o mês de junho, foram 981 animais, uma média de 146 animais por mês.

Ribeirão Pires

Em Ribeirão Pires, a orientação é ligar para a Defesa Civil no 199. O órgão realiza a orientação para recolhimento no local ou também encaminha à Central de Tratamentos e Resíduos da Lara. De acordo com o artigo 13 da lei municipal nº 5.292/2009, que dispõe sobre ações para controle, prevenção de zoonoses, “em caso de falecimento do animal, cabe ao proprietário a disposição adequada do cadáver”.

Diadema e Rio Grande da Serra não informaram a destinação de animais mortos nas cidades até o fechamento desta reportagem.

Enterrar animais mortos causa danos ao meio ambiente

Sem saber como proceder, muitos donos de animais que morrem acabam enterrando os bichinhos, inclusive pela simbologia sentimental do ato. Contudo, a prática pode contaminar o solo, os lençóis freáticos e, por consequência, o meio ambiente, de acordo com o advogado ambientalista Virgílio Alcides de Faria.

Deixar o cadáver do animal em espaço aberto ou enterrá-lo pode trazer dano à saúde pública. “Próximo a nascentes, a decomposição do animal produz necrochorume, o que causa contaminação na água”, disse Faria. Neste caso, também estão incluídas nascentes intermitentes, que só emanam água em época de chuva.

A Lei Ambiental, regulamentada pelo Código Civil, criminaliza qualquer ato que cause poluição à natureza ou possa prejudicar a saúde humana. Conforme o artigo 54 da lei, a pena varia entre um e quatro anos de prisão, além de multa.

Por Jessica Marques - ABCD Maior
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