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Região continua a economizar água
DATA DA PUBLICAÇÃO 15/03/2016 | Setecidades
Sabesp obtém lucro graças à periferia, avalia Sintaema
Sabesp obtém lucro graças à periferia, avalia Sintaema Para Sintaema, lucro da Sabesp em plena crise hídrica ocorreu por causa do corte de água seletivo, que prejudicou os mais pobres e favoreceu os mais ricos no abastecimento. Foto: Rodrigo Pinto
Para Sintaema, lucro da Sabesp em plena crise hídrica ocorreu por causa do corte de água seletivo, que prejudicou os mais pobres e favoreceu os mais ricos no abastecimento. Foto: Rodrigo Pinto
Site aponta que diretoria da empresa distribuiu mais de R$ 1 milhão em bônus durante crise hídrica

Para Sintaema, lucro da Sabesp em plena crise hídrica ocorreu por causa do corte de água seletivo, que prejudicou os mais pobres e favoreceu os mais ricos no abastecimento. Foto: Rodrigo Pinto

Seis executivos da Sabesp (Companhia de Saneamento de São Paulo) conseguiram R$1,02 milhão em bônus entre 2014 e 2015, anos em que a crise hídrica mais castigou os moradores do ABCD e Grande São Paulo. Essas informações foram divulgadas pelo site Fique Sabendo através da Lei de Acesso à Informação.

Para o Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água e Saneamento do Estado de São Paulo), a companhia vai fechar o balanço financeiro em ótimo estado graças aos bairros periféricos, que mais sofreram com o corte de abastecimento. Lideranças políticas, por outro lado, criticam o cenário arquitetado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que decretou recentemente o fim da crise hídrica.

O sindicato aguarda a divulgação oficial do balanço econômico da Sabesp. Com as informações, até o fim do mês, a entidade deve convocar os trabalhadores para a campanha salarial. Conforme o diretor de assuntos jurídicos, Roberto Alves Silveira, o Gaúcho, já é esperado que as contas da empresa gerenciada por Alckmin apresentem saldo positivo. “As manobras para cortar água foram aplicadas principalmente nas regiões periféricas. E é justamente ali onde as pessoas mais economizam água. Porém, nas grandes indústrias e condomínios não houve economia. É aí que a Sabesp conseguiu lucrar”, esclareceu.

O diretor sindical explicou ainda que apenas no terceiro trimestre de 2015 a Sabesp apresentou queda na arrecadação. “Nos meses seguintes, esse prejuízo foi recuperado. Por isso que a companhia conseguiu lucrar mesmo em período de seca”, avaliou Gaúcho. No último dia 7, o governador anunciou o fim da crise hídrica.

“Mas ele fez isso acreditando em uma melhora aparente do Sistema Cantareira. Não são todas as represas do sistema que apresentaram aumento do nível de água”, informou Gaúcho. Por isso, ainda é comum faltar água, por exemplo, em bairros mais altos de Mauá. “A represa Atibainha, cartão postal de São Paulo, é o exemplo dado pelo governador. Mas a realidade não é a mesma em outras represas”, afirmou.

DOIS REAJUSTES

O deputado estadual Teonílio Barba (PT) criticou a forma que a Sabesp é administrada. “É uma empresa que consegue lucro, pois ganha demais e investe de menos. Isso é uma falta de respeito com o consumidor que passou os últimos meses sem água na torneira e pagando preços absurdos”, disparou. Barba lembra que entre 2014 e 2015 a companhia estadual conseguiu reajustar duas vezes o valor cobrado pela água. “Com esse dinheiro deveriam investir na redução de perda de água e melhoria do abastecimento. Mas a única coisa que fizeram foram obras ineficientes”, disse ao citar a ligação Rio Pequeno/Alto Tietê.

A deputada estadual Ana do Carmo (PT) também fez críticas à administração da Sabesp. “Enquanto a gente vê políticos sendo investigados, o mesmo não acontece com a gestão tucana em São Paulo. É uma vergonha. E pior ainda, quem está pagando caro é a população”, lamentou.

Em nota, a Sabesp contestou os valores citados como lucro e informou ainda que o volume de água enviado para Mauá é suficiente para abastecer as residências.

Confira na íntegra a nota enviada pela companhia

“A Sabesp informa que os bônus são limitados a seis salários/ano e foram estabelecidos em 2004. Os vencimentos não são corrigidos desde 2013, o que inclusive resulta em uma defasagem de mais de 15% em relação à inflação do período. O jornalista não pode comparar os valores informados nos formulários de referência (calculados de acordo com o conceito contábil) com os valores informados via lei de acesso à informação, que utilizam o cálculo com base no regime de caixa.

Pelo critério do Formulário de Referência, os valores são: R$ 566 mil para o ano de 2013 e R$ 504 mil para 2014. Pelo critério informado via SIC, o valor de 2012 é 672 mil, 2013 é de R$ 731 mil e de 2014 é de R$ 701 mil. Vale esclarecer que há também variação de um ano para outro em casos de vacância de cargo em determinado período. Os valores dos bônus de 2015 estarão disponíveis após a publicação do balanço, no final de março.”

Sobre o abastecimento em Mauá, a Sabesp informa que, com o fim da crise hídrica, tem ampliado gradativamente o envio de água para todos os clientes. Em Mauá, a água fornecida passou de 950 l/s para 980 l/s, um aumento de 3,2%. Vale ressaltar que o município é responsável pela distribuição dessa água, que é suficiente para a demanda.”

Por Renan Fonseca - ABCD Maior
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