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Mauá tem vazamento de água há mais de quatro anos
DATA DA PUBLICAÇÃO 23/01/2015 | Cidade
Sabesp corta água para Mauá e cidade amplia racionamento
Sabesp corta água para Mauá e cidade amplia racionamento Com racionamento, saída dos moradores é acumular água para os dias em que as torneiras estão secas. Foto: Amanda Perobelli
Com racionamento, saída dos moradores é acumular água para os dias em que as torneiras estão secas. Foto: Amanda Perobelli
Alckmin também empurra São Caetano para o rodízio; cidade depende do Cantareira

Os moradores de Mauá são os mais prejudicados na Região pela crise hídrica gerenciada pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB). Nos últimos meses, a queda do volume de água enviado à cidade pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) ultrapassou os 50%. Com isso, os três reservatórios municipais estão secos. Nas próximas semanas, para evitar colapso total da rede, o município vai ampliar o racionamento. Serão cinco dias de abastecimento contra dois com corte de água. Mesmo assim, a estabilidade do fornecimento vai depender da gestão da companhia estadual.

A medida é estudada para entrar em vigor até fevereiro. Atualmente, os bairros mauaenses convivem com quatro dias de água e um em seca. Os lugares mais altos, porém, ficam mais de 48 horas sem uma gota d’água por conta da baixa abrupta dos três reservatórios, Mauá, Magini e Zaíra. Esses sistemas precisam estar com três metros de água – hoje os níveis estão em 60 centímetros, 1,15 metro e 1,5 metro de profundidade, respectivamente. Só assim é possível ter pressão suficiente para abastecer casas em morros e regiões altas.

De acordo com o superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), Paulo Sérgio Pereira, há semanas em que a Sabesp chega a enviar menos de 250 metros cúbicos de água por segundo – no início de 2014 a média era de 600 metros cúbicos por segundo. “Perdemos nossos níveis dos reservatórios, o que prejudica o abastecimento em zonas altas e de coroa (de morros)”, informou o superintendente.

“A situação vem piorando a cada dia. Nos reunimos com a Sabesp para apresentar uma proposta em que eles deixem o níveis dos nossos reservatórios em três metros e mantenham a quantidade de água enviada para a cidade”, salientou Pereira. Para a Sama, a Sabesp informou que a resposta sobre a proposta será dada nesta sexta-feira (23/01).

Quase zero - Porém, durante reunião esta semana, a Sabesp informou à Sama a possibilidade de reduzir ainda mais a vazão para a cidade. “A quantidade que a Sabesp envia já é reduzida, porém, se conseguirem manter o nível dos nossos reservatórios e não diminuir a vazão, podemos evitar mais problemas para os moradores”, reforçou o superintendente. “Nas duas últimas semanas os reservatórios quase zeraram e demos início à movimentação política de vereadores e deputados sobre a Sabesp. Só assim eles aumentam a quantidade de água”, descreveu Pereira.

As regiões mais baixas de Mauá, como o Centro e bairros vizinhos, sofrem menos com o racionamento da Sabesp por estarem próximos às piscinas de reservação da cidade. Já as regiões altas dependem de bombeamento por pressão, que só é possível quando os reservatórios possuem o mínimo de volume. “O rodízio cinco por dois ainda será oficialmente informado à população. Porém, é mais uma forma de melhorarmos a reservação e a qualidade do abastecimento para todos os bairros”, disse o superintende da Sama, ao reforçar que a medida é a solução mais viável diante dos cortes da Sabesp. Procurada, a Sabesp não se manifestou até o fechamento desta edição.

Pinheiro não descarta rodízio em SCS
Outra vítima da crise provocada pela gestão Alckmin é São Caetano. O prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) não descarta a possibilidade de racionamento ainda este ano. A cidade depende exclusivamente do Sistema Cantareira, que pode entrar no terceiro volume morto. E mesmo com a campanha para economizar, que resultou em 18% de diminuição de consumo em 2014, a redução de água enviada pela Sabesp ainda prejudica o sistema municipal.

Conforme o prefeito, a gestão de Alckmin já diminuiu em 15% o volume de água encaminhado para São Caetano. “Por enquanto não tem (racionamento) porque economizamos para não ter, mas se a Sabesp diminuir ainda mais a quantidade de água que nos manda, o jeito é tomarmos outra providência”, disse Pinheiro, que já tentou fazer com que a companhia estadual mude o sistema de abastecimento do município para o Rio Grande, na Billings. A Sabesp negou a proposta em 2014.

“Fizemos uma campanha de conscientização. A intenção é diminuir em 20%, já estamos em 18%. Por isso a campanha vai continuar com essa divulgação em massa”, alegou Pinheiro.

“Se a Sabesp reduzir drasticamente (o fornecimento), podemos tomar outra posição, ou racionar, ou ter corte por um determinado tempo, mas que a falta de água não seja na totalidade. Dependemos da orientação da Sabesp e da quantidade de água que vem da companhia”, afirmou o prefeito.

colaborou Rogério Santos

Por Renan Fonseca - ABCD Maior
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