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DATA DA PUBLICAÇÃO 07/04/2017 | Geral
Rio Tietê transborda e trecho da Marginal é interditado
Rio Tietê transborda e trecho da Marginal é interditado Motoristas evitam arriscar a travessia diante de alagamento na Marginal Tietê, na altura da ponte das Bandeiras sentido Rodovia Castelo Branco, em São Paulo, após uma forte chuva causar diversos pontos de alagamento pela cidade (Foto: Newton Meneses/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Motoristas evitam arriscar a travessia diante de alagamento na Marginal Tietê, na altura da ponte das Bandeiras sentido Rodovia Castelo Branco, em São Paulo, após uma forte chuva causar diversos pontos de alagamento pela cidade (Foto: Newton Meneses/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Os carros não transitaram a partir da Ponte das Bandeiras. Volume de chuva das últimas 12 horas equivale à média do mês de abril.

A forte chuva que atingiu São Paulo na madrugada e manhã desta sexta-feira (7) fez com que o Rio Tietê transbordasse e interditasse um trecho da Marginal. Segundo informações do Bom Dia São Paulo, entre a tarde desta quinta-feira e a madrugada desta sexta-feira (7) choveu o esperado para o mês de abril inteiro. Foram 84 mm neste período e a média do mês é de 73 mm.

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) informou que o transbordamento ocorreu em três pontos da Marginal: Ponte do Piqueri, Barragem Móvel Montante e na Barragem Móvel Jusante. A pista da Marginal ficou completamente bloqueada na altura dos pontos de transbordamento e carros não puderam transitar desde a Ponte das Bandeiras. Por volta das 8h30, a Marginal Tietê estava sem bloqueios.

O Rio Tietê não transbordava desde 11 de março de 2016, quando as águas ultrapassaram a margem próximo à Ponte Presidente Dutra.

Homem se abriga em cima de carro após ficar preso em alagamento na Rua Vieira Ravasco, no Glicério, região central de São Paulo (SP), na madrugada desta sexta-feira (7). Volume de chuva em 12 horas equivaleu ao que costuma chover em todo mês de abril (Foto: Nivaldo Lima/Futura Press/Estadão Conteúdo)

A água atingiu a carroceria de caminhões e motoristas tiveram que subir no teto do veículo. A água do rio e o lixo invadiram uma escola, um clube e ruas de Aricanduva ficaram completamente alagadas. O bairro do Bom Retiro também ficou alagado. Por baixo da Ponte da Casa Verde apenas caminhões transitaram.

O prefeito João Doria falou sobre o transtorno causado pelas chuvas em entrevista concedida à Rádio Capital na manhã desta sexta-feira (7). Ele elogiou o trabalho da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e destacou a chuva acima da média para justificar os transtornos causados à cidade.

“Choveu em 24h o que choveria em 30 dias. Choveu 30 vezes mais do que a normalidade para um período desse”. Segundo o tucano, abril normalmente não é um mês de chuvas, mas o volume de água que caiu nas últimas horas foi maior do que o registrado nos dias mais chuvosos deste ano. “Evidente que isso afetou muito a vida da cidade”, completou.

De acordo com Doria, a cidade começou a “voltar à normalidade” nesta manhã – e graças ao trabalho dos profissionais da CET. Ele disse que muitos estão trabalhando há mais de 24 horas. “Uma parte considerável nem voltou para casa. Continuou trabalhando madrugada adentro para minimizar os problemas”, afirmou.

Às 7h, a cidade registrou 109 km de lentidão. O recorde de lentidão da manhã do ano foi de 201 km.

O presidente da CET, João Octaviano Machado Neto, afirmou que orientou as pessoas para evitar as marginais. "Pedimos que as concessionárias responsáveis pelas rodovias colocassem em seus painéis mensagens para que os motoristas evitassem as marginais", disse.

"Colocamos nosso efetivo com prioridade na região do Aricanduva e agora está concentrada na Marginal Tietê. Objetivo é fazer com que tenha desvios e auxilar na retirada dos carros que estão submersos", disse. De acordo com Machado Neto, o rodízio de veículos não vai ser suspenso porque o problema se concentrou nas marginais.

De acordo com o CGE, desde às 21h59 desta quinta até por volta das 8h, a cidade registrou 13 pontos de alagamentos intransitáveis.

As Zonas Leste, Norte, oeste, Sul, Sudeste e região central e Marginal Pinheiros ficaram em estado de atenção para alagamentos das 22h57 desta quinta até as 4h07 desta sexta-feira (7).



Segundo o CGE, imagens de radar meteorológico indicam que as áreas de instabilidade que atuavam na capital paulista e Região Metropolitana de São Paulo perderam força. Foram registradas apenas pontos isolados de garoa ou chuva fraca. Essas condições persistem até o início da manhã. Os aeroportos de Cumbica e Congonhas operam por instrumento, mas normalmente.

Os alagamentos na Marginal Tietê refletiram na Rodovia dos Bandeirantes. O tráfego ficou parado na chegada à capital. A fila se estendeu por 4 km.

Pontos de alagamentos registrados das 22h às 8h:

Rua Francisco Rodrigues Nunes, próximo à Rua Miguel Nelson Bechara;
Avenida General Edgar Faco, próximo à Ponte do Piqueri;
Marginal Tietê sentido Ayrton Senna, próximo à Ponte Jornalista Walter Abrahão;
Avenida das Nações Unidas, Sentido Castello, próximo à Pontee Eng Roberto Rossi Zuccolo;
Túnel Dirce Camargo, altura do número 1;
Rua Itagimirim, próximo à Rua Padre Viegas De Menezes;
Avenida, próximo à Praça Alberto Lion;
Matginal Tietê, Sentido Ayrton Senna, próximo à Ponte Presidente Jânio Quadros;
Avenida Professor Luiz Inácio de Anhaia Melo, próximo à Rua Ibitirama
Avenida Professor Luiz Inácio de Anhaia Melo, Sentido Vila Prudente, próximo à Avenida Francisco Falconi
Aveinida Professor Luiz Inácio de Anhaia Melo, próximo à Rua Dianópolis
Avenida Paes de Barros, próximo à Av Prof Luiz Inácio de Anhaia Melo;
Avenida Teresa Cristina, próximo à Av do Estado

Estradas

A concessionária Autoban orientou motoristas que viajam pela Bandeirantes a acessar a Anhanguera na região de Jundiaí ou entrar no Rodoanel, e seguir para a Anhanguera.

A situação também ficou complicada na Rodovia Castello Branco, sentido capital, por conta dos alagamentos na Marginal Tietê. O tráfego ficou parado na pista expressa e foram 5 km de engarrafamento no trecho final, antes do Cebolão.

Próximos dias

De acordo com informações do CGE, os ventos úmidos que passam a soprar do oceano ainda devem deixar o tempo instável, com muita nebulosidade, chuvas e declínio das temperaturas.

No sábado (08) o tempo melhora e o sol pode aparecer entre nuvens, mas os ventos úmidos que sopram do oceano ainda podem causar chuvas fracas e chuviscos, principalmente durante a madrugada e no final do dia. As temperaturas devem variar entre mínimas de 18°C e máximas que podem superar os 27°C.

Por G1, São Paulo
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