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DATA DA PUBLICAÇÃO 27/04/2015 | Educação
Reforço promete unir diversão e aprendizado
Reforço promete unir diversão e aprendizado Foto: Andréa Iseki/DGABC
Foto: Andréa Iseki/DGABC
Reforço escolar geralmente não é uma atividade que agrada. Além da sensação incômoda de que estão com rendimento abaixo do esperado, alunos associam o período extra de estudos com a necessidade de passar mais tempo na escola, ambiente geralmente cheio de regras e sem diversão. No entanto, estudantes da EE Origenes Lessa, na Vila Nogueira, em Diadema, se surpreenderam com o novo programa que oferece auxílio extra em Português e Matemática, iniciado na quinta-feira para 8.883 jovens do segundo ciclo do Ensino Fundamental na região e tem duração de dez semanas.

Diferentemente do que ocorre no período regular de atividades, as aulas do projeto Aventuras do Currículo + são realizadas no laboratório do Acessa Escola e as tarefas de reforço são em forma de game em frente ao computador. Com isso, a chateação em descobrir que estava entre os estudantes selecionados para os estudos extra se transformou em agradável surpresa, diz o aluno do 7º ano do Ensino Fundamental Antônio Brun, 12 anos. “Achava que seria aquela coisa chata de caderno, lousa e livros”, destaca o jovem, que tem dificuldades em Matemática, principalmente nas matérias relacionadas à tabuada.

O também estudante do 7º ano do Fundamental Douglas Araújo de Oliveira, 12, acredita que, além de mais divertido, o tempo de aula (50 minutos cada) passa mais rápido dessa maneira. “Acho bom porque a gente aprende mais fácil e sem cansar”, comenta o garoto, que teve facilidade para superar as tarefas propostas e avançar no jogo. Já o menino Gustavo Ribeiro, 12, se diz mais entusiasmado com o período de aprendizado. “Não tenho internet em casa, então vou usar a sala do Acessa para fazer as atividades.”

Para a aluna do 5º ano do Fundamental Ariane Santos Carvalho, 11, a principal dificuldade de Português neste ano está sendo aprender sobre os tempos verbais. Apesar de ter gostado do sistema de programa de reforço, ela revelou que é difícil compreender a primeira fase do nível inicial do game, que cobra a interpretação de duas notícias de jornal sobre pichação. Durante a aula, os alunos contam com a colaboração de professor para a tarefa.

“Cada missão do game trabalha habilidades e competências exigidos de acordo com o período letivo em que o aluno está. E como os acertos vão acumulando pontos e todos gostam de vencer, eles vão se esforçar para ir bem, o que consequentemente vai colaborar para o aprendizado”, destaca a diretora da escola, Angela Maria Brasília Henriques. A gestora defende o uso da tecnologia como ferramenta de ensino, tendo em vista o perfil dos estudantes da atualidade. “Eles não gostam de rotina e são agitados, por isso a grandeza do projeto”, acredita.

Na EE Origenes Lessa, 10% do total de alunos matriculados (1.800) foram selecionados para o reforço. São seis turmas de cada uma das duas disciplinas, com 15 estudantes cada. A escolha dos participantes foi feita por meio de cruzamento dos resultados insatisfatórios nas avaliações diagnósticas aplicadas no fim do ano passado e no primeiro bimestre deste ano. A unidade alcançou média 4,5 no último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) – referente a 2013 – para o segundo ciclo do Ensino Fundamental, número menor que o registrado em 2011 (4,7) e abaixo da meta proposta pelo MEC (Ministério da Educação) – 4,6.

Alunos devem passar por avaliação

Além de levar em conta o descompasso do desempenho do estudante em relação ao conteúdo proposto, o critério de seleção dos alunos para o reforço também deve analisar aspectos cognitivos e psicológicos da criança. Isso é o que defende a professora da Universidade Anhanguera de São Paulo, unidade Santo André, Ligiane Gomes.

Para a educadora, o ideal é que sejam avaliados aspectos ambientais, cognitivos, orgânicos e pedagógicos de cada criança. “Para isso, a proximidade com a família é fundamental”, afirma.

Outro ponto destacado pela especialista é o erro muitas vezes cometido em se criar salas de reforço sem agrupar alunos de acordo com a sua dificuldade específica. “Não adianta colocar todo mundo junto em uma sala porque o professor não vai conseguir resolver o problema de todos”, diz.

Para Ligiane, além de válida, a tecnologia pode significar metodologia de aprendizado diferente da observada em sala de aula e, com isso, mais eficaz. “Só é preciso estar atento para garantir que o aluno tenha capacidade de interação, construção e produção do conhecimento”, esclarece.

Por Natália Fernandes - Diário do Grande ABC
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