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DATA DA PUBLICAÇÃO 25/09/2017 | Cultura
Red Hot Chili Peppers joga seguro e conquista fácil o Rock in Rio na última noite do festival
 Red Hot Chili Peppers joga seguro e conquista fácil o Rock in Rio na última noite do festival Foto: Fábio Tito/G1
Foto: Fábio Tito/G1
Eles fizeram show curto para um headliner - ao menos comparado ao do Guns, uma noite antes. Banda de Flea e Anthony Kiedis tocou 16 músicas em pouco mais de 1h30.

O Rock in Rio que começou com a reviravolta do cancelamento de Lady Gaga no primeiro dia terminou do jeito mais seguro e sem surpresas com o Red Hot Chili Peppers no último.

Não teve erro neste domingo (24): foi Anthony Kiedis abraçadinho ao microfone de olho fechado ganhando fácil o público com funk rock e baladas.

Kiedis, como de costume, não é de muito papo. Fica com Flea o papel de mestre de cerimônias. O público sabe tanto disso que começa logo o show com um coro com o nome do baixista, não do vocalista. Simpaticão, ele rebate elogios para outra banda da noite: "Eu amo o Sepultura".

VEJA FOTOS DO SHOW DO RED HOT CHILI PEPPERS NO ROCK IN RIO.
Red Hot Chilli Peppers canta 'The Zephyr Song' no Rock in Rio

Red Hot Chilli Peppers canta 'The Zephyr Song' no Rock in Rio

Foi um show curto para um headliner - ao menos comparado ao do Guns uma noite antes. O Red Hot tocou 16 músicas em pouco mais de 1h30. A banda está na turnê do disco "The Getaway", que geralmente ocupa quase um terço do setlist. Foram legais no Rock In Rio e incluiriam só três músicas novas.

Sobrou mais espaço ao menos para um hit querido que eles nem sempre tocam: "Under the bridge", uma das mais cantadas da noite. Já a cantoria em "Californication" e o final festivo para todo mundo gritar fingindo que sabe a letra de "Give it away" eram batata - apesar de menos apoteótico do que o previsto.

A banda está em seu terceiro Rock in Rio e na sétima turnê no Brasil (antes, veio em 1993, 1999, 2001, 2002, 2011 e 2013). O histórico é irregular no festival. Em 2001, fez um show morno, em meio a reclamações sobre som baixo. Dez anos depois, foi um pouco mais elogiada.

Neste ano, mantiveram o bom nível de seis anos atrás, para o bem e o mal. A uma altura dessas, não dá para esperar que mudem seus pontos fracos - a presença retraída de Kiedis no palco, os solos de Josh Klinghoffer que dão saudade de John Frusciante. Por outro lado, a cozinha da banda dá algum frescor a um repertório manjado.
Red Hot Chili Peppers abre show no Rock in Rio com 'Can't Stop'

Red Hot Chili Peppers abre show no Rock in Rio com 'Can't Stop'

A jam entre Flea e Klinghoffer antes de "Californication" esteve longe de ser a parte mais legal do show, mas tem a ver com a qualidade acima. A intenção é clara de não ser apenas uma máquina de executar hits: entregar a alegria previsível com o mínimo de vida.

É um megafestival e todo mundo quer é jogar as mãozinhas e todo tipo de clichê para cima. Mas, antes, vai ter que ver um senhor de calça de remendos ensinando um jovem a improvisar melhor sim.

Aí vira uma ocasião um pouco mais específica e um encontro com o mínimo de espontaneidade - como as piadas bobas de Pete Towshend no show arrasador do Who ontem. A Cidade do Rock fica menos cenográfica. Alcançado isso, dá-lhe mãozinha pra cima, agito na galera e fechamento com chave de ouro.

Por G1
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