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DATA DA PUBLICAÇÃO 19/03/2014 | Setecidades
Reabertura de aterro trará economia de R$ 12 milhões a Santo André
Reabertura de aterro trará economia de R$ 12 milhões a Santo André Aterro volta a receber 100% dos resíduos de Santo André. Foto: Andris Bovo
Aterro volta a receber 100% dos resíduos de Santo André. Foto: Andris Bovo
Equipamento volta a receber 100% dos resíduos da cidade que há seis anos seguia para o Lara, em Mauá

A partir desta segunda-feira (17/03), as 750 toneladas de lixo domiciliar gerados por dia em Santo André voltarão a ser 100% depositadas no aterro municipal. O equipamento, que estava esgotado e fechado há seis anos, foi reaberto pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) após a finalização da primeira etapa das obras de ampliação.

O novo espaço com 12 mil metros quadrados garantirá uma sobrevida de até quatro anos para o equipamento, além da economia de R$ 12 milhões ao ano. O dinheiro representa o valor, até então, pago pelo município para destinar os resíduos ao aterro sanitário da Lara, em Mauá.

Sobre a economia, o superintendente do Semasa, Sebastião Ney Vaz Jr, explicou que, apesar de não ter que pagar o Lara, o município terá de arcar com os serviços no aterro municipal, o que representa um custo 60% menor do que o aterro particular. “O orçamento ganhará um fôlego que vamos reinvestir em tecnologia e na finalização da estação de tratamento de chorume, por exemplo”, explicou.

Atualmente o município possui uma estação de tratamento de chorume que não atende os parâmetros exigidos pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para que os líquidos tratados sejam lançados nos córregos. De modo que após o pré-tratamento realizado pelo Semasa, o chorume segue para a Estação de Tratamento de Esgoto de Piqueri, da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), para um tratamento mais adequado.

“Hoje pagamos R$ 29,21 por metro cúbico de chorume tratado, por isso um dos projetos é adequação da nossa estação para que possamos reduzir o que pagamos a Sabesp”, comentou o diretor do Departamento de Resíduos Sólidos, Edinilson Ferreira dos Santos.

Segunda Fase - Com a entrega da primeira fase das obras de ampliação do aterro municipal, o Semasa iniciará, imediatamente, a segunda fase prevista em uma área de 28 mil metros quadrados, onde atualmente fica a parte administrativa do equipamento. “Teremos que demolir os prédios administrativos e iniciar a abertura da área”, disse Ney Vaz. A expectativa é que a segunda fase dure cerca de dois anos e leve o investimento de R$ 8 milhões, portanto, apenas R$ 1 milhão a mais do que a primeira etapa. “Com a ampliação total concluída deveremos conseguir de oito a nove anos de sobrevida para o aterro”, analisou o superintendente.

Santo André ainda estuda destinação futura do lixo

Com a reabertura do aterro municipal, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) iniciou uma contagem repressiva para encontrar uma solução definitiva para a destinação futura dos resíduos na cidade. A reabertura do local garante apenas um alivio econômico e ambiental temporário de nove anos. Depois disso, o local não poderá ser usado. Desde o ano passado, a autarquia estuda o que fará quando esse tempo acabar.

Entre as possibilidades estudadas estão mandar o lixo para aterros sanitários particulares, para a usina de lixo de São Bernardo ou para usina da Foz do Brasil, em Mauá, estão entre outras. “Em Mauá estamos esperando ser publicado o edital para ver se a gente se adéqua ou não. Até o momento não sabemos o custo final desse tratamento”, observou o superintendente do Semasa, Sebastião Ney Vaz Jr. A expectativa de Santo André é que o edital seja publicado em dois meses.

“O tempo de sobrevida do aterro dependerá muito da população. Quanto mais reciclarmos mais tempo teremos”, destacou o superintendente do Semasa. A expectativa é que o município amplie a reciclagem a partir de junho, quando serão entregues as obras e equipamentos de dois galpões de reciclagem e o número de catadores serão triplicados. A meta é ampliar o número de materiais recicláveis de 8% para 20% até 2016.

Por Claudia Mayara - ABCD Maior
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