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DATA DA PUBLICAÇÃO 13/01/2013 | Cidade
Protesto contra reajuste de ônibus termina em pancadaria
O segundo protesto contra o aumento da tarifa de ônibus municipal acabou em pancadaria entre os cerca de 200 manifestantes, Polícia Militar e GCM (Guarda Civil Municipal) na tarde de ontem, em frente ao Terminal Central de Mauá. Manifestação semelhante foi realizada na semana passada. No fim de dezembro, o bilhete passou de R$ 2,90 para R$ 3,30.

O tumulto, que teve início às 16h30, deixou quatro manifestantes e dois guardas-civis levemente feridos. Um punk foi detido por danificar o patrimônio público, mas acabou sendo liberado em seguida. Com medo da confusão, comerciantes fecharam as portas das lojas antes do fim do expediente.

De acordo com integrantes do grupo Política Sim, Patifaria Não, organizador do ato, o clima tenso teve início depois que carro de som foi impedido de entrar na Praça 22 de Novembro – há lei proibindo a circulação de caminhões no Centro.

O grupo ficou em frente à entrada dos ônibus, bloqueando a circulação de veículos pela Avenida Governador Mário Covas Júnior. “Não ofendemos nem desrespeitamos ninguém, mas a polícia começou a soltar bombas (de efeito moral) e a GCM veio batendo”, relata Willian Lico, um dos organizadores do protesto. Durante o confronto, foram quebrados bancos da praça e arremessadas pedras contra as forças armadas.

Para a tenente da Polícia Militar Grasiela Costa, o grupo feriu o direito de ir e vir das pessoas que dependiam do transporte coletivo. “A polícia só se posicionou em linha de negociação, mas alguns manifestantes mais exaltados vieram para cima”, justifica. Foram usadas bombas de efeito moral, spray de pimenta, escudos e cacetetes para dispersar os participantes.

Para o comandante da GCM, Ismael Silva, o desfecho do protesto é “lamentável”, já que a intenção da guarda era impedir a entrada dos rebeldes no terminal e proteger tanto usuários quanto o patrimônio público. A ocorrência foi registrada no 1º DP (Centro).

Repórter fotográfico do Diário é agredido por guarda municipal

Durante a confusão, o repórter fotográfico do Diário Ricardo Trida foi atingido duas vezes com um cacetete por um guarda municipal de Mauá. O profissional, identificado como Reis, teria confundido o fotógrafo com um dos manifestantes. Um dos golpes atingiu o equipamento e o outro a cabeça do jornalista.

Após o incidente, o secretário de Segurança Pública de Mauá, Carlos Wilson Tomaz, se desculpou pelo fato, avaliado por ele como “isolado”. “Vamos nos reunir no próximo dia útil para avaliar a atuação da guarda municipal, destacar os acertos e corrigir os erros para as próximas ocorrências.”

Sobre ao desfecho do protesto, o secretário enfatizou que os manifestantes se recusaram a dialogar. “Nós não podemos deixar que uma minoria atrapalhe o direito da maioria. Não podemos dar prejuízo e deixar que a ordem pública saia do controle”, comenta.

Segundo Tomaz, a guarda apenas se defendeu após ser agredida com palavras, pedras e mastros de bandeira. O titular da Pasta justifica que as pessoas se feriram na correria, não por agressões.

Por Natália Fernandjes - Diário do Grande ABC
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