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DATA DA PUBLICAÇÃO 26/03/2016 | Educação
Proporção de alunos bolsistas da UFABC tem queda acentuada
Proporção de alunos bolsistas da UFABC tem queda acentuada Foto: Nario Barbosa/DGABC
Foto: Nario Barbosa/DGABC
A proporção de estudantes da UFABC (Universidade Federal do ABC) que recebe bolsas de estudo em diversas frentes, como moradia, alimentação e monitoria, vem diminuindo ao longo dos anos. Devido à falta de recursos necessários para a manutenção e ampliação do serviço, passou de 31,03% para 17,79% a quantidade de alunos beneficiados com algum auxílio na graduação em relação ao total de matrículas entre 2011 e 2015.

O número de estudantes matriculados na UFABC saltou de 5.513 para 13.035 nos últimos quatro anos – alta de 136,44%. No entanto, a quantidade de bolsas de estudo ofertadas não cresceu na mesma intensidade: passou de 1.711 para 2.319, elevação de 35,53%. Embora a instituição tenha ampliado a variedade de benefícios, a oferta não supre a demanda atual. Pelo menos 200 jovens aguardam oportunidade de serem contemplados.

“Com o corte de verba devido ao ajuste fiscal, mais de 200 estudantes ficaram sem bolsa neste ano. Isso também porque houve mudança nos critérios. A renda máxima por pessoa da família era de 1,5 salário mínimo (R$ 1.182 levando em conta o valor antigo de R$ 788) e passou para 0,6 salário mínimo (R$ 528 considerando o valor atual de R$ 880)”, comenta o estudante do BC&H (Bacharelado em Ciências e Humanidades) Kaio Barbosa, 18 anos, que não conseguiu ser contemplado com o auxílio destinado a monitoria e iniciação científica.

Embora admita que a oferta de bolsas não cresceu tanto quanto o número de alunos, a UFABC diz que a prioridade é manter as bolsas já existentes enquanto trabalha junto ao MEC (Ministério da Educação) na tentativa de garantir novos recursos. Devido à crise econômica que assola o País, o orçamento da instituição para 2016 – R$ 248,9 milhões – é 7% menor ao do ano passado.

A universidade afirma ter gasto R$ 14,9 milhões com o programa de concessão de bolsas em 2015, o correspondente a 26,8% da verba destinada ao custeio dos dois campi na região – Santo André e São Bernardo. A previsão de custeio para 2015 era de R$ 59,9 milhões, mas foram efetivamente liberados R$ 54,7 milhões pela União.

Na quarta-feira, estudantes se reuniram com a Proap (Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Políticas Afirmativas) para discutir o tema. Na ocasião, a instituição prometeu o remanejamento de recursos para o aumento do número de bolsas no meio do ano. Representantes do DCE (Diretório Central dos Estudantes) cobraram ainda maior fiscalização por parte da universidade sobre os dados informados nas solicitações de bolsas, de modo que os auxílios sejam concedidos aos estudantes que mais precisem.

Atraso motivou ocupação dos campi da universidade no fim do ano passado

Problemas com o repasse das bolsas socioeconômicas e acadêmicas motivou o acampamento de cerca de 40 estudantes nos campi Santo André e São Bernardo da UFABC (Universidade Federal do ABC) em dezembro do ano passado.

O estopim para que as ocupações tivessem início foi o atraso no pagamento das 7.851 bolsas na graduação, entre permanência, moradia, auxílio-alimentação e monitoria, e 669 na pós no mês de dezembro.

A instituição federal de ensino destacou que o problema foi pontual. Conforme a UFABC, desde o fim de 2014, os repasses financeiros do MEC (Ministério da Educação) às universidades têm sido irregulares. A gestão definida pela reitoria, entretanto, conseguiu garantir que tanto as bolsas como os salários dos terceirizados fossem pagos sem atrasos ao longo de 2015.

“A reitoria tem feito trabalho intenso de negociação com o Ministério da Educação. A próxima meta é a de garantir a maior quantidade possível de bolsas novas”, disse em nota.

Por Natália Fernandjes - Diário do Grande ABC
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