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DATA DA PUBLICAÇÃO 08/03/2017 | Economia
Profissionais em organização ganham espaço no mercado
Profissionais em organização ganham espaço no mercado Foto de divulgação
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Organização é sinônimo de paz. Difícil encontrar quem não se sinta bem ao entrar em um ambiente onde cada coisa está em seu devido lugar. E o que dizer da satisfação de, na hora da pressa, procurar um objeto e encontrá-lo bem ali, onde ele deveria mesmo estar? No entanto, apesar de prazerosa para a maioria das pessoas, a ordem não é fácil de ser mantida. O cansaço do dia a dia e a falta de tempo costumam ser os inimigos dessa tarefa e, quando menos se espera, a bagunça já dominou.

O problema, contudo, hoje tem solução. Trata-se da figura do personal organizer, profissional especializado nos mais variados tipos de organização, que vão desde cômodos, armários, estantes, estoques de lojas até documentos, e-mails e arquivos digitais.

A função não é exatamente nova, mas têm crescido com o passar dos anos. “Em 2008, quando comecei na área, as pessoas não sabiam o que era um personal organizer no Grande ABC. Confundiam com faxineira e governanta. O tempo e a visibilidade na mídia fizeram com que as pessoas criassem um conceito. Boa parte, pelo menos, já ouviu falar”, explica a andreense Ingrid Lisboa, proprietária da HO (Home Organizer). “A demanda pelo serviço tem crescido na região. Nos últimos 12 meses, a alta observada girou em torno de 10%”, completa a são-bernardense Fernanda Piva, da Bella Ordine.

Segundo as personal organizers, o serviço mais requisitado é a organização de guarda-roupas femininos, o que pode ser explicado pela falta de conhecimento das outras tantas possibilidades oferecidas. “No Brasil ainda se pensa que só arrumamos armário. Pelo fato de as pessoas não saberem que atuamos em outras frentes, essa função acaba sendo a mais procurada. Muita gente não sabe que podemos, por exemplo, organizar playlists musicais. Ou que existem profissionais especializados em pós-luto ou no trato com idosos”, diz Ingrid.

Outro erro, segundo a andreense, é pensar que apenas os bagunceiros ou extremamente atarefadas são os interessados pelo serviço. “Isso não é verdade. Esse público existe sim, é uma parte do perfil. Porém existem pessoas que são ótimas em organizar, mas que não querem investir o tempo delas nessa atividade”, explica a personal organizer.

Há dois anos, o engenheiro Roberto Assunção, 49 anos, pediu ajuda a uma personal organizer pela primeira vez. Divorciado, ele vive com o filho – um adolescente de 17 anos – em um apartamento em Santo André. “Sou pai e mãe e queria dar um toque mais feminino à casa. Antes não me importava em arrumar a cama direito, guardar utensílios de forma correta, dobrar lençóis. Uma amiga então me indicou o serviço e passei a ver minha casa com mais harmonia”, conta.

Assunção diz que considerou a contratação do serviço uma escolha acertada. “Para mim era novidade na época e veio a calhar com o momento profissional que eu estava vivendo. Foi uma verdadeira mão na roda.” Ainda segundo o engenheiro, não apenas a organização implantada foi preciosa mas também os ensinamentos deixados pela especialista. “Consegui aproveitar as dicas e manter os espaços em ordem. Não fica mais nada largado. Além disso, aprendi que é importante fazer descarte. Para manter um local organizado é fundamental não acumular.”

A capacidade de eliminar o que não é necessário é, inclusive, elencado por especialistas como a “dica de ouro” para dar início ou manter qualquer organização. “Comece eliminando objetos, acessórios e roupas que não usa há 12 meses. O desapego seguido pelo descarte faz com que a pessoa tenha um norte para começar”, pontua Fernanda.

Organização como carreira – Não existem cursos técnicos ou faculdade para formar personal organizers, uma vez que ainda se trata de profissão não-regulamentada. O que há são cursos livres que ensinam algumas técnicas e que podem ser feitos tanto por quem pretende aplicar para o uso próprio como por quem quer transformar a atividade em ganha-pão. “Muitas pessoas não tem dinheiro para contratar, então elas mesmas podem fazer o curso. Quando você opta por um profissional, contudo, o know-hall de soluções é muito melhor”, diz Ingrid, cuja empresa oferece aulas desde 2011 ao preço de R$ 520. São oito horas de aula e a maioria dos interessados são mulheres, 95%.

Os valores cobrados por um personal organizer variam de acordo com o serviço prestado. “A organização de um armário de roupas feminino, por exemplo, varia de R$ 400 a R$ 800. Depende muito da quantidade de peças e acessórios de cada cliente”, afirma Fernanda. A necessidade de compra de itens também interfere no valor cobrado. “Muitas vezes é preciso fazer uso de produtos organizadores, como potes herméticos e cabides. É possível utilizar o que já se tem em casa, mas há casos em que tem que investir”, diz Ingrid.

Mais do que o que se vê – Se para muitos o gasto pode parecer alto, há quem diga que o investimento vale cada centavo e mais: gera economia futura imensurável. “Muitos fazem a conta do quanto vão gastar quando na verdade precisam pensar quais prejuízos vão deixar de ter. Uma dispensa bagunçada às vezes tem dois ou três mantimentos iguais abertos, outros vencidos. Isso porque a pessoa não sabe o que já tem. Tem quem compre sapatos ou peças de roupa parecidos pelo mesmo motivo. Temos que inverter a lógica, porque o fato é que a bagunça traz muito prejuízo não contabilizado. Outra questão é a qualidade de vida. Quanto custa a felicidade na sua casa? É algo que não dá para contabilizar”, finaliza Ingrid.

Por Marília Montich - Diário OnLine
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