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DATA DA PUBLICAÇÃO 16/03/2016 | Educação
Professores fazem paralisações contra perda de direitos trabalhistas
Movimento foi convocado por confederação nacional de trabalhadores.

Reajuste de 11,36% no piso nacional é uma das principais reivindicações.


Parte dos professores da rede pública paralisaram as atividades em ao menos 12 estados brasileiros nesta terça-feira (15). O protesto foi convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). A paralisação deve durar três dias (15, 16 e 17 de março).

Até 12h, a CNTE não divulgou balanço das adesões do país. No horário, havia registro de paralisações em Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Amapá, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão e Tocantins.

Uma das principais reivindicações é o pagamento do reajuste de 11,36% no piso salarial dos professores de todo o país.

O movimento é pelo cumprimento da lei do piso salarial, contra a terceirização e entrega das escolas a Organização Sociais (OS), parcelamento de slários e contra a militarização e reorganização das escolas.

Em Mato Grosso, a greve afeta parte das escolas estaduais, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT). Em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, professores da rede municipal também cruzaram os braços. De acordo com o sindicato, cerca de 25 mil alunos das 85 creches e escolas do município estão sem aula.

Em Mato Grosso do Sul, professores fizeram uma caminhada desde a sede do sindicato até a Prefeitura de Campo Grande. Eles cobram ainda a correção do piso de 2015. "Não é possível ter passado um ano serm ter correção do piso", diz presidente do do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Lucílio Souza Nobre.

Em Goiás, professores e servidores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) aderiram ao movimento. "Não houve diálogo algum sobre as OSs [Organizações Sociais] com professores ou alunos. Não escutam Ministério Público Estadual, não escutam ninguém. Vamos continuar insistindo no diálogo", disse a presidente do Sintego, Bia de Lima.

No Amapá, há relato de paralisação entre professores das redes estaduais e municipais em Macapá.

No Tocantins, profissionais das redes estadual e municipal de educação, ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), aderiram à paralisação nacional.

Em Minas Gerais, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute-MG) diz que os professores da rede pública aderiram à manifestação. Em Belo Horizonte, professores da rede municipal se reúnem em assembleia nesta tarde para decidir se continuam parados nos próximos dias. Há relatos de paralisações também em Divinópolis e em Uberaba.

Na Bahia, um protesto de professores deixou o trânsito lento no Centro de Salvador. Além da adesão ao ato nacional, os trabalhadores da rede municipal estão em greve desde 2 de março.

No Rio Grande do Sul, o sindicato convocou a paralisação desde a segunda-feira. Em nota, o governo disse que está fazendo todo os esforços para recuperar o equilíbrio financeiro do estado, possibilitando assim a melhoria na qualidade dos serviços públicos e na remuneração dos servidores.

No Rio de Janeiro, professores da rede estadual de Arraial do Cabo, Região dos Lagos do Rio, realizaram uma manifestação na Praia dos Anjos. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos), a categoria pede reajuste salarial, melhor estrutura nas escolas e cobra salários atrasados.

Em São Paulo, professores municipais de Araraquara (SP) estão em greve contra a determinação que estipula aulas de 60 minutos.

No Maranhão, os professores da rede municipal de ensino em São Luís irão paralisar as atividades durante toda esta semana.

No Piauí, a greve dos professores da rede estadual já dura um mês. A categoria reivindica o reajuste salarial de 11,36% estabelecido pelo governo federal. As aulas iriam começar no dia 15 de fevereiro, mas os professores de 600 escolas públicas decidiram não iniciar o período letivo.

Por G1, em São Paulo
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