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DATA DA PUBLICAÇÃO 07/03/2012 | Educação
Professores da Região ganham acima do piso nacional
Professores da Região ganham acima do piso nacional  Salários base do professor podem chegar a R$ 2,2 mil em cidades da Região. Foto: Amanda Perobelli
Salários base do professor podem chegar a R$ 2,2 mil em cidades da Região. Foto: Amanda Perobelli
Salário de R$ 1.451 já é cumprido por prefeituras da Região; desafio é implementar um terço da jornada para planejamento

Apesar da polêmica envolvendo o novo Piso Nacional do Magistério, anunciado no fim de fevereiro pelo MEC (Ministério da Educação), as prefeituras do ABCD não terão problemas para cumprir o valor. Isso porque as secretarias de Educação garantem que já pagam quantia superior aos R$ 1.451 determinados pelo novo piso.

Depois do anúncio de reajuste de 22,2% no salário dos professores de educação básica, prefeituras de todo o País alegaram que o novo valor provocará problemas nas folhas de pagamento e pediram que a correção do índice seja feita com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e não no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) de 2011 para 2012.

Planejamento
A partir deste mês, os professores de Diadema com jornada de 25 horas semanais passarão a receber R$ 1.792 e os com carga de 31 horas, R$ 2.223. De acordo com a secretária de Educação, Lúcia Couto, o novo Plano de Carreira de Magistério está em tramitação na Câmara e estipula salário de R$ 2.868 para 40 horas semanais.

“Diadema não tem problema com o piso. Nosso desafio é implementar 1/3 da jornada para planejamento”, afirmou a secretária. O tempo estipulado pelo MEC deve ser utilizado em atividades extraclasse.

Para cumprir o planejamento, Diadema, que hoje conta com 1,8 mil professores em três jornadas distintas, precisaria contratar cerca de 220 novos docentes com investimento de R$ 2,5 milhões por ano.

Valorização
Em São Bernardo, o salário pago aos professores também está acima do novo piso. A secretária de Educação e presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), Cleuza Repulho, afirma que o piso de 40 horas semanais irá para R$ 2,4 mil a partir deste mês.
Assim como Lúcia, Cleuza afirma que a jornada complementar requer maior atenção, já que demanda mais recursos e mão de obra. O município, que hoje tem quatro mil professores, teria de contratar cerca de mil profissionais a mais para cumprir a meta.

“O plano é um divisor de águas porque tínhamos situações muito complicadas de Estados que pagavam R$ 250, R$ 300 como piso e colocavam um monte de gratificações, só que quando esse professor se aposentava essas gratificações todas caíam”, disse.

Quadro regional
Em São Caetano, o professor com carga de 100 aulas por mês (equivalente a 25 horas semanais) recebe média de R$ 1.737. O professor formado em magistério que leciona para o Ensino Fundamental em Mauá tem piso de R$ 1.700 (40 horas semanais), enquanto os graduados no Ensino Superior recebem R$ 2.200 por igual período.

Em Ribeirão Pires, o profissional de desenvolvimento infantil recebe R$ 1.188, educação infantil e ensino fundamental com formação em magistério recebe R$ 1.229, enquanto a faixa salarial do professor com ensino superior é de R$ 1.424. De acordo com a assessoria de imprensa, o município terá de cobrir a despesa de aproximadamente R$ 5 milhões para o atendimento legal, em decorrência do reajuste de 22,22%.

As prefeituras de Santo André e Rio Grande da Serra não responderam à reportagem

Professores planejam greve

Para exigir o cumprimento da lei nacional do piso, a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) planeja greve nacional nos próximos dias 14, 15 e 16. Escolas do Estado, incluindo as do ABCD, devem aderir ao movimento.

Para a presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Izabel Azevedo Noronha, o novo piso nacional é oportunidade de enfatizar o diálogo com o governo estadual. Em 2010, a proposta de reajuste de 42,24% em quatro anos foi criticada pelos professores, que reivindicam reajuste imediato.

“Aprovamos e entendemos que o Estado vai ter de rever o piso. Acreditamos que vai dar muita força para a luta de valorização salarial”, afirmou Maria Izabel.

Para Ivanci Vieira, diretor estadual da Apeoesp, a paralisação dos professores também tem como meta resolver o impasse com o Estado relacionado à alteração do tempo de planejamento dos professores. “A reivindicação é que, a cada 40 horas, 26 sejam com o aluno e o restante de trabalho pedagógico. Hoje o governo não cumpre a lei.”

Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria estadual de Educação informou que já assegura mínimo de 1/3 de carga para atividades extraclasse e salário-base de R$ 1.894,12 para jornada de 40 horas.

Por Rosangela Dias - ABCD Maior
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