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DATA DA PUBLICAÇÃO 10/03/2016 | Economia
Produtoras de ovos tentam driblar preço do chocolate
Produtoras de ovos tentam driblar preço do chocolate Anna Paula da Cunha conseguiu alternativa mais barata em chocolate belga e manteve qualidade. Foto: Rodrigo Pinto
Anna Paula da Cunha conseguiu alternativa mais barata em chocolate belga e manteve qualidade. Foto: Rodrigo Pinto
Para continuar no mercado, algumas contornam os custos a mais mudando a marca do produto

Com o preço do chocolate nas alturas por conta da inflação, acumulada no ano passado em 10,67%, a Páscoa de produtoras de ovos caseiros pode ser menos doce neste ano. Isso porque a barra de chocolate ao leite de 2,3 kg, a mais usada entre elas, pode chegar a R$ 47,50 em lojas do ABCD. Para continuar no mercado, algumas tentam driblar os custos a mais mudando a marca do produto ou deixando de repassar o aumento ao cliente.

Foi o caso de Anna Paula da Cunha, 23 anos, moradora de Santo André, que faz ovos de Páscoa há quatro anos e encontrou uma opção de chocolate belga, que rende economia final aproximada de R$ 170 na produção de 200 unidades. “As pessoas são muito apegadas às marcas famosas, mas tem várias outras que posso optar sem perder a qualidade. Pelo contrário, o chocolate belga é até mais nobre”, disse.

Entre outras maneiras de conseguir o menor impacto no preço final do produto, a jovem buscou trocar a fita e o papel de embrulho do ovo de colher, que também subiram de valor neste ano, além de reaproveitar as formas utilizadas nos anos passados.

“Apesar dos valores altos dos principais itens que utilizo e o lucro não sendo o esperado, o ovo caseiro ainda é mais competitivo em relação aos ovos prontos vendidos nos mercados”, apontou. Anna espera vender cerca de 200 ovos de colher este ano, com valores que variam entre R$ 50 e R$ 55 dependendo do recheio utilizado.

MENOS PEDIDOS

Já no caso da moradora de São Bernardo Sandra Regina Guilherme, 61 anos, a quantidade de pedidos caiu 40% neste ano, mas ela optou por não mudar a marca e manter a qualidade conhecida de seus produtos. “Com crise ou sem crise vou manter o meu padrão de qualidade mesmo ganhando menos, porque mantive a tabela de preços do ano passado para não espantar tanto os clientes”, disse. Para se ter uma ideia, a doceira cobra R$ 40 no ovo tradicional ao leite de 500g e R$ 42 nos ovos de 400g com casca recheada, mas gasta atualmente cerca de R$ 8 a mais na barra de chocolate. Um dos movimentos que Sandra percebeu foi o aumento do número de clientes que ela atendia e agora estão buscando cursos ou comprando o chocolate para fazer os ovos caseiros. “Cada um está se virando do jeito que pode. Alguns preferem fazer por conta para a própria família e meus pedidos caíram”, disse.

PROFISSIONALIZAÇÃO

Essa preferência fez crescer a procura por cursos na Chocolândia, em Santo André. Este ano são 9.200 pessoas matriculadas, contra 8 mil registradas no ano passado. Para o presidente da loja, Osvaldo Nunes, as vendas gerais na unidade devem aumentar em 39% em relação ao ano passado, muito influenciadas pelas barras de chocolate.

“As pessoas querem diminuir os custos e recorrem ao ovo caseiro, além dos casos de pessoas desempregadas que enxergam nesta época um momento de incrementar a renda familiar buscando cursos para se profissionalizar em outra área”, afirmou.

Custo x Benefício

Ao colocar na balança o custo e o benefício de produzir ovos caseiros para comercializar, Larissa Amélia Alves da Costa, 26 anos, moradora de São Caetano, sentiu que a os custos não ajudaram e, neste ano, a produção será apenas para a família.

Na tentativa de trocar a marca do chocolate, Larissa percebeu que a qualidade iria cair muito e os clientes não iriam comprar por preços acima dos que eram cobrados no ano passado, em média de R$ 30 pelo ovo de 400g. “Eu teria que cobrar cerca de R$ 50 no ovo tradicional para manter o meu lucro, então, na ponta do lápis, achei melhor produzir para a família, o que rende uma economia de até 40% em comparação com os ovos de mercado”, disse.

Por Iara Voros - ABCD Maior
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