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DATA DA PUBLICAÇÃO 08/11/2010 | Cidade
Produção de lixo cresce 10% em um ano
Quando se fala em produção de lixo, o ABCD caminha para um beco sem saída. Dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) e das prefeituras revelam que, a cada ano, a quantidade de resíduos sólidos na Região aumenta. Atualmente, cada morador gera, por dia, média de 1 kg de lixo. Se comparado com dados de 2009, a quantidade cresceu 10%. No ano passado, os munícipes produziam 900 gramas de resíduos sólidos ao dia.

A boa fase da economia do País e o incentivo ao consumo são apontados pelo ecologista e presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida) do ABCD, Virgílio Alcides de Farias, como os principais fatores para o crescimento da produção de resíduos na Região. “As pessoas compram sem analisar se o produto ou as embalagens são retornáveis ou não”, explicou.

Na Região, os moradores de Santo André são os que produzem mais detritos, com média de 1,25 kg por dia, seguido pelos munícipes de São Caetano, com 1,1 kg; São Bernardo, com 1,06 kg; Diadema, com 951 gramas, Ribeirão Pires, com 648 gramas e Mauá, com 591 gramas. A Prefeitura de Rio Grande da Serra não respondeu a reportagem até o fechamento desta edição.

“Os recursos naturais são limitados. Nesse ritmo, o meio ambiente não aguentará”, alertou Farias. Diariamente, o ABCD produz mais de 2,4 mil toneladas de resíduos, sendo que 77,7% desse total vão parar no aterro sanitário de Mauá, o Lara. Apenas Santo André não destina todo seu lixo para o Lara. O montante também é encaminhado para os aterros Essencis Soluções Ambientais, em Caieiras, e ao CDR (Centro de Disposição de Resíduos) da Pedreira, em São Paulo.

Além de Mauá, o outro depósito do ABCD é o de Santo André, que foi fechado em maio deste ano pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) pelo risco de queda dos taludes e falhas na impermeabilização do solo. “Para voltar a funcionar, o local precisa desenvolver novo projeto de engenharia”, explicou Aruntho Sagastano Neto, gerente de Apoio a Programas Especiais da Cetesb.

Os moradores da rua Caio, ao lado do aterro, temem este dia. “Não queremos que reabra. Antes o mau cheiro era terrível e a quantidade de mosquitos e ratos era assustadora”, falou Maria de Fátima Gonçalves.

Para evitar prejudicar o meio ambiente ou colocar em risco a saúde da população, periodicamente, os técnicos da Cetesb avaliam os aterros do Estado. O exame analisa cem itens diferentes, como as características de instalação, a infraestrutura e os aspectos operacionais. Todos os itens recebem notas que ao final definem a categoria de classificação do aterro. “De zero a 6 é lixão; de 6,1 a 8 é aterro controlado; e de 8,1 a dez é aterro adequado”, disse Neto. O aterro Lara recebeu nota 9,7.

Diferentemente da Cetesb, que classifica os depósitos em três níveis, a Abrelpe adota apenas duas classificações: adequado ou inadequado. De acordo com Carlos Roberto Silva Filho, diretor executivo da Associação, os aterros controlados provocam os mesmos impactos ambientais que os lixões. “Costumamos dizer que um aterro controlado é um lixão maquiado”, brincou.

Filho ainda aponta a falta de investimentos e a concorrência desleal dos locais inadequados como motivos para a solução da destinação final do lixo no País avançar a passos lentos. “Enquanto os municípios preferirem pagar mais barato para os lixões ou aterros controlados, o comércio sério não conseguirá se estabelecer e o meio ambiente sairá perdendo”, finalizou.

Por Claudia Mayara - ABCD Maior
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