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DATA DA PUBLICAÇÃO 27/09/2016 | Saúde e Ciência
Procura por remédios aumenta 89% nas UBSs do ABCD
Procura por remédios aumenta 89% nas UBSs do ABCD Sandra Ferreira de Melo, 53 anos, tem convênio médico, mas sempre teve o costume de procurar os remédios que faz uso na rede pública. Foto: Andrea Iseki
Sandra Ferreira de Melo, 53 anos, tem convênio médico, mas sempre teve o costume de procurar os remédios que faz uso na rede pública. Foto: Andrea Iseki
Entre 30% a 40% das receitas são de pessoas com convênio médico particular

As UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do ABCD registraram aumento de 89% na quantidade de remédios distribuídos na comparação entre os sete primeiros meses deste ano com 2015. Pelo menos, isso é o que aponta o levantamento realizado pelas prefeituras de Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá ao ABCD MAIOR. Entre 30% a 40% das receitas apresentadas no balcão de atendimento é de pessoas que têm convênio médico, mas buscam medicamentos gratuitos na rede pública. Veja os números por cidade.

Na avaliação do secretário de Saúde de Santo André e coordenador do GT de Saúde do Consórcio Intermunicipal, Homero Nepomuceno Duarte, o aumento na procura por medicamento pode ser explicado pela crise econômica e pelo número de pessoas que perderam o emprego e consequentemente o convênio médico, que na maioria dos casos está vinculado ao trabalho. “Além disso, nem todos que têm convênio, têm dinheiro. Às vezes, gastar R$ 30 com remédio, já é o frango com batata do final de semana. Por isso, muitos passam no particular, mas depois vão à UBS retirar o remédio.”

Para retirar os medicamentos nas UBSs não é necessário passar na rede pública, basta ser matriculado na unidade de saúde e trazer a receita dentro do prazo de validade. “Se tivermos o remédio com o mesmo princípio ativo na farmácia, a pessoa leva para casa”, esclareceu Homero. Em Santo André, 42,5% das receitas que chegam às farmácias das UBSs foram geradas em consultas particulares. Em São Bernardo, a média é de 30%. Diadema e Mauá explicaram que não fazem esse controle. As prefeituras de Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e São Caetano não responderam a reportagem.

Por conta do aumento da demanda, Homero revelou que Santo André precisou fazer uma compra emergencial no mês de setembro. “Acabamos de comprar emergencialmente R$ 2 milhões em medicamentos”, afirmou. Entre os remédios que a população mais procura nas UBSs do ABCD estão insulina e medicamentos para controlar hipertensão e diabetes.

A dona de casa e moradora de São Caetano Sandra Ferreira de Melo, 53 anos, tem convênio médico, mas sempre teve o costume de procurar os remédios que faz uso na rede pública, antes de ir comprar. “Os remédios que faço uso contínuo busco na UBS, na Farmácia Popular ou mando fazer manipulado. Se tenho o direito de pegar de graça, então não vou gastar”, argumentou. A dona de casa usa continuamente medicação para controlar a pressão arterial, cálcio, vitamina D e complexo B.

Por Claudia Mayara - ABCD Maior
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