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DATA DA PUBLICAÇÃO 01/09/2013 | Veículos
Primeiras impressões: Yamaha Fazer 150
Modelo inédito parte de R$ 7.390 para concorrer com a Honda CG Titan.

Desempenho e visual agradam, mas acabamento merece mais atenção.


A Yamaha lançou neste sábado (31) a inédita YS150 Fazer, sua primeira motocicleta de 150 cilindradas comercializada no Brasil, mirando diretamente a CG 150 Titan, que acabou de ser renovada. Segundo a marca, o modelo chega às lojas em outubro por R$ 7.390 na versão ED e R$ 7.850 na configuração SED. Sua missão é incrementar a oferta urbana da marca, situada entre a YBR 125 Factor ED, que sai por R$ 6.490, e a YS250 Fazer, que custa R$ 11.279.
Concorrentes Yamaha Fazer 150 (Foto: Editoria de Arte/G1)

A diferença entre as duas versões é sutil: a mais cara agrega cavalete central, pintura e grafismo diferenciados, molas traseiras em vermelho e piscas com lente de cristal. Dela, são exclusivas as cores azul, branco e laranja (sempre metálicas), enquanto a ED vem só em preto sólido e vermelho metálico. A marca desconversa sobre uma opção mais em conta, com rodas raiadas, para brigar diretamente com a Honda CG Fan.

Principal lançamento da Yamaha no ano, a Fazer 150 traz motor monocilíndrico, de quatro tempos, capaz de gerar 12,2 cavalos a 7.500 rpm e 1,28 kgfm de torque a 5.500 rpm. O câmbio é manual, de cinco velocidades. Como será obrigação daqui em diante nesse segmento, é bicombustível.

Os dados técnicos são os mesmos que o G1 havia revelado no início do mês, baseado em dados da Receita Federal. Ainda com o nome de YBR 150, o modelo havia sido importado do Japão, assim com a XTZ 150, para realizar testes no Brasil e homologação. A versão final acabou ganhando o nome de Fazer 150 e é produzida em Manaus.

Primeiras impressões
Diferenciar as rivais Honda CG Titan e Yamaha YS 150 Fazer não é tarefa fácil, ao menos à distância. Observando as motos de perto é possível notar que ambas lançam mão dos mesmos recursos estéticos, como farol recortado por vincos e “preso” a uma máscara, tanque de combustível com apliques aerodinâmicos e rodas de liga-leve. Somente de perto, porém, é possível perceber sutis diferenças – como nas rodas, de aros retos na Fazer e mais inclinados na CG.

A posição de guiar é correta, sobretudo pela localização do painel, que exige pouco desvio do olhar do motociclista – além de oferecer ótima leitura, mesclando um grande conta-giros analógico e um painel digital com velocidade, nível de combustível, quilometragem e um útil indicador de marcha.

O banco, que tem acabamento diferenciado na versão SED, mostrou ter o ponto certo entre maciez e firmeza.

Acabamento mais simples
Embora agrade visualmente – mais até do que a própria CG Titan –, a Fazer 150 apresenta acabamento muito simplório, mesmo para uma moto de baixo custo.

Além da ausência de lampejador de farol alto e, mais lamentável, corta-corrente, há falta de esmero em alguns pontos, como na solda do suporte de apoio do garupa e nas manoplas, que, em alguns modelos, apresentavam leve folga. No mais, os materiais usados transmitem boa qualidade.

O propulsor de 149,3 cm³ empurra bem os 132 kg da Fazer 150, e é fácil desenvolver velocidade – graças, também, a um câmbio bem escalonado e de engates precisos. Os freios são competentes e os pneus, embora estreitos, transmitem segurança – desde que obedecidos os limites da própria moto.

Não dá para esperar altas doses de prazer ao guidão, mas a Fazer 150 está longe de ser um modelo que maltrata seu condutor. Ao menos no perímetro urbano – condição simulada no limitado teste-drive que a Yamaha promoveu em um complexo hoteleiro na Bahia – e sobre asfalto de primeira qualidade, a moto foi agradável e fácil de pilotar.

Maxiscooter vem aí
A Yamaha promete uma reação no mercado brasileiro, onde tem atuado discretamente. Marcio Hegenberg, diretor comercial da marca, confirmou a importação (da Itália) do T-Max 530. O maxiscooter chega em dezembro, inicialmente num lote de 180 unidades, por volta de R$ 40 mil.

Quanto à nova XTZ 150, Hegenberg diz que as “perspectivas são muito boas”, sem, no entanto, definir uma data de lançamento. O executivo também pareceu segurar a empolgação – e a confirmação – quando perguntado sobre uma possível Fazer em versão esportiva, para brigar com as dominantes Kawasaki Ninja 300 e Honda CBR 250 R.

Por Rodrigo Mora - G1, na Costa do Sauípe (BA)
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