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DATA DA PUBLICAÇÃO 19/09/2012 | Veículos
Primeiras impressões: Smart Turbo Coupé 2013
Primeiras impressões: Smart Turbo Coupé 2013 Smart 2013 (Foto: Raul Zito/ G1)
Smart 2013 (Foto: Raul Zito/ G1)
Com poucas mudanças visuais, linha mantém os preços.

Modelo confirma a vocação de funcional, mas merecia melhoria no câmbio.


Muito já foi dito sobre a sensação de andar nesses "carrinhos". O Smart ForTwo chegou há 3 anos ao Brasil e até hoje dificilmente passa despercebido. Além de São Paulo, o subcompacto é vendido nas demais capitais do Sudeste, nas do Sul e, mais recentemente, em Fortaleza.

A Mercedes-Benz, que fabrica o carro, quer colocar ainda mais unidades circulando pelo país, estimando que, até agora, mais de 4 mil já tenham sido emplacadas. Para isso, mudará a estratégia, deixando de lado as revendas exclusivas Smart e aproveitando um espaço dentro de lojas de Mercedes, o que aumentará de 8 para 13 o número de pontos de revenda até 2013.

Neles a marca exibirá a recém-lançada linha 2013, que o G1 experimentou nas últimas semanas. Ela mudou pouco em relação à anterior: basicamente há pequenas alterações estéticas, como no desenho da grade e das saias laterais, e a adoção de luzes diurnas na frente (nas versões Turbo).

A boa notícia para quem "namora" um ForTwo é que os preços foram mantidos. A má é que eles começam em R$ 52.500 (preço da versão MHD, com motor de 71 cavalos de potência). Com esse valor é possível adquirir carros maiores, com porta-malas maior, câmbio automático, etc.

No quesito custo, contra seus concorrentes diretos, o Smart fica no meio: o Fiat 500 se beneficia de ser trazido do México, país que mantém acordo comercial com o Brasil e é isento de taxa de importação e do aumento no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A questão é que quem compra (ou sonha com) um Smart ou um Mini Cooper ou um Fiat 500 está bem menos preocupado com o espaço para as malas ou em carregar a família toda. Esses modelos se encaixam como luva para o tipo mais frequentemente visto dentro dos carros nas grandes cidades: o motorista que anda só. O condutor do Smart, segundo a Mercedes, é tipicamente um jovem de classe A ligado em artes e comunicação (provavelmente um publicitário, exemplifica a montadora), alguém moderno, "descolado". Assim, quase toda a campanha de divulgação é voltada para a internet, com direito a game.

Só se fala de espaço
O slogan da linha 2013 é "mais espaço no mundo" - curiosamente, espaço é um dos assuntos que mais vêm à tona quando alguém vê ou entra no Smart. A "sacada" da propaganda é que, num carro pequeno, sobra mais espaço para... outras coisas fora dele.

Na vida real, o espaço do ForTwo é questão de ame-o ou deixe-o. Seu maior trunfo é caber em praticamente qualquer lugar, mas esqueça aquele papo usado por outras marcas de "pequeno por fora, grande por dentro".

No entanto, continua sendo comum escutar do carona: "De fora parece bem apertado, mas aqui dentro é normal...". Isso é porque a Mercedes se virou para resolver a questão do espaço interno, considerando a proposta de um carro de fato muito pequeno. E acertou.

Vaguinha ingrata da garagem
A versão testada foi a Turbo Coupé, de R$ 68.500, mas o espaço interno é o mesmo para todas.

Para o motorista solitário, não há incômodo: os braços têm espaço lateral como nos outros carros, a acomodação das pernas é boa, o banco "abraça". O teto solar, que vem nessa versão, ajuda a dar uma sensação de amplitude.

Quando entra o carona, não há grandes problemas se ele não for nenhum "gigante" para os 1,56 m de largura. Em geral, os cotovelos não duelam (diz a Mercedes que é porque o banco do motorista é posicionado 15 cm à frente do outro). O repórter do G1 Rafael Miotto, com 1,85 m de altura, experimentou a cabine e se disse confortável, mesmo com um carona ao lado.

O bônus é que o Smart, com seus 2,69 m de comprimento e direção elétrica, além de entrar na vaguinha ingrata do prédio com uma só manobra e com sobra para o ocupante sair do carro sem se espremer, permite ganhar tempo no trânsito passando naquele espaço apertado que o carro do lado deixou porque o motorista não conseguiu decidir em que faixa ia rodar...

Interior simples
Bem equipada, a versão 2013 do Turbo Coupé ganhou novo sistema multimídia, com tela touch-screen e funções de GPS, DVD/CD (com bandeja retrátil) e entradas auxiliares. O acabamento (em vermelho na versão testada), com tecido que reveste o painel, é bonito, mas simples: nas portas, por exemplo, uma rede serve de porta-objetos.

Bolsa, mochila ou até duas malas pequenas podem ser bem acomodadas no porta-malas (sim, existe um e a Smart diz que ele leva até 220 litros, quando cheio até a altura do encosto dos bancos).

Se precisar de mais espaço, o banco do carona é rebatível. O motor traseiro esquenta um pouco os objetos que ficam ali, mas nada demais. A abertura do porta-malas (dividida em duas partes, sendo uma delas o vidro traseiro) é elétrica. Mas fechar a tampa superior (vidro), pelo menos nas primeiras vezes, requer mais de uma tentativa para o encaixe correto. Assim como fechar as portas do carro.

Desempenho
A economia de combustível é outro destaque do modelo. Segundo a marca, são 18 km/l na estrada e 16 km/l na cidade, em média. O tanque tem capacidade para 33 litros, mais 5 de reserva.

Na versão Turbo Coupé, o motor 1.0 turbo desenvolve 84 cavalos de potência a 5.250 rpm. Leve (770 kg), o carro é esperto nas ruas da cidade e não deixa a desejar na estrada. Mesmo numa cabine tão compacta, o som do motor traseiro não incomoda em velocidades moderadas. Com limitador eletrônico, o carro vai até 145 km/h.

De série, ele conta com 4 airbags, freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (BAS) e controle eletrônico de estabilidade (ESP), que deixam o carro bem "grudado" na curvas. A estrutura da cabine é reforçada.

Mas, se o ForTwo responde no rendimento, na aparência, dificilmente impõe respeito no trânsito mais "nervoso". Veículos grandes, como ônibus, "gostam" de dar um "chega pra lá" no carrinho.

Merecia mais
Além de merecer mais crédito dos vizinhos, o Smart também carece de melhoria no câmbio, que bem poderia ser automático, até mesmo pelo preço.

O automatizado de 5 velocidades dá conta na cidade, mas não escapa de alguns trancos e de "descer" quando o carro para em qualquer inclinação (considere que, como o menor da turma, os carros de trás não se preocupam muito em dar distância dele no farol).

Por falar em tranco, a suspensão mais dura é certamente o ponto que mais já rendeu críticas ao supercompacto -e um problema mais complicado de se resolver com as proporções do veículo. Passar em ruas mais esburacadas, não raras em São Paulo, pode dar aos ocupantes a sensação de estar em um "rali".

Conclusão
Os pontos negativos do Smart não superam as vantagens do compacto para quem basicamente usa o carro sozinho e na cidade. Fosse apenas pela proposta, seria uma questão de saber o que se quer. O preço, no entanto, ainda o posiciona como uma opção para bem poucos no Brasil.

Por Luciana de Oliveira - G1, em São Paulo
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