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DATA DA PUBLICAÇÃO 15/01/2018 | Setecidades
Prefeituras pecam na manutenção de academias ao ar livre
Prefeituras pecam na manutenção de academias ao ar livre
As academias ao ar livre, compostas por aparelhos que utilizam a força do próprio corpo para exercícios de musculação e alongamento, estão espalhadas pelos parques e praças do Grande ABC. Elas representam um dos principais pontos de lazer públicos das sete cidades. Pelo menos 162 academias atendem à população. No entanto, a manutenção não acontece com a frequência necessária para mantê-las próprias para uso.

Santo André possui 72 espaços deste tipo, seguida por São Bernardo (36), Mauá (30), Ribeirão Pires (19) e São Caetano (cinco). Diadema e Rio Grande da Serra não informaram.

Em Mauá, na academia localizada na Avenida Alberto Soares Sampaio, no bairro Capuava, o capim alto e o lixo acumulado em volta dos equipamentos impedem que os moradores desfrutem do espaço. De acordo com o comerciante Fernando Santana, 63 anos, a grama não é aparada há pelo menos três meses. “Mães traziam seus filhos para brincar aqui, porque também tem um parquinho, mas desse jeito ninguém vem mais”. Outro problema observado é a falta da placa que informa como utilizar os equipamentos.

Tal dificuldade também existe na academia da Rua Adib Eid, em Ribeirão Pires. “Arrancaram a placa e um dos equipamentos está com o pedal quebrado”, informa a doméstica Simone Maria Simões, 39. “Fora isso, gosto muito de vir aqui.Trago meu filho para brincar no campinho e fico me exercitando. É muito bom”, considera.

Em reportagem publicada há um ano, foi destacado que os aparelhos da academia da Praça Santa Luzia, no bairro Taboão, em São Bernardo, sofriam com a ferrugem. A equipe do Diárioretornou ao local um ano depois e constatou que a situação pouco mudou. “Depois que inaugurou só vi eles (Prefeitura) arrumarem quando um dos aparelhos quebrou. Mesmo assim, ele ficou parado uns seis meses”, destaca o almoxarife Nivaldo Carvalho, 39, morador do bairro.

Na academia localizada no Parque Ecológico do bairro Eldorado, em Diadema, o quadro não é diferente. A ferrugem toma conta da placa de informações e dos aparelhos. Alguns deles estão quebrados. “Gosto do parque porque a segurança é boa, mas em relação aos equipamentos deixa muito a desejar”, conta o segurança Fernando de França, 34.

Mas o cenário não é só negativo. As academias observadas pela equipe do Diário em Santo André, nos bairros Santa Terezinha, Utinga e Centro estão em ótimo estado e são elogiadas pelos usuários. A autônoma Fábia Ferreira, 39, caminha regularmente no Parque Antônio Pezzolo Chácara Pignatari, na Vila Metalúrgica, e usa a aparelhagem para completar o exercício. “Estão todos muito bem conservados.”

Santo André investe R$ 8.000 na preservação a cada mês

As prefeituras afirmam que fazem manutenções periódicas necessárias e que os danos recorrentes partem, muitas vezes, de vandalismo e má utilização do equipamento.

Santo André se mostra a administração mais precavida, com, em média, 18 manutenções preventivas e 15 corretivas ao mês. A Prefeitura foi também a única a informar os gastos com a manutenção, que giram em torno de R$ 8.000 mensais.

Mauá informou que realiza manutenções preventivas e corretivas a cada 25 dias e que os espaços atendem média de 70 munícipes ao dia.

Em São Bernardo, a administração diz que não é possível calcular o valor para manter as academias, pois, “quando há algum reparo a ser feito, o serviço é pontual”. A maior parte dos problemas está relacionada a rolamentos e buchas e, em alguns casos, por quebra ocasionada pelo vandalismo.Embora não exista calendário de manutenção, são realizadas vistorias periódicas, de acordo com a Prefeitura.

Até o fim do ano, São Bernardo tem a expectativa de construir dez praças-parques, com pelo menos uma academia ao ar livre em cada uma. O custo de cada equipamento é de R$ 25 mil.

Já as Prefeituras de Ribeirão Pires e São Caetano destacaram que realizam os serviços de manutenção pontualmente, de acordo com a demanda.

SAÚDE
Todo exercício físico, se praticado de maneira regular, leva a uma melhora do condicionamento físico. De acordo com o professor de Educação Física da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Ruy Calheiros, a falta de orientação, causada pela ausência das placas de instrução sobre o uso dos aparelhos nas academias ao ar livre, e o mau estado de conservação dos aparelhos podem prejudicar a saúde dos usuários. “A falta de manutenção dos equipamentos pode acarretar desde ferimentos leves até lesões musculares e articulares pela execução adaptada do exercício, em caso de falta de peças ou mau funcionamento”, explica. O professor enfatiza ainda a necessidade de munícipes terem orientação profissional durante a prática.

Por Juliana Stern - Especial para o Diário
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