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DATA DA PUBLICAÇÃO 26/11/2012 | Política
Prefeito diz que Alckmin não tem política de segurança pública
Prefeito diz que Alckmin não tem política de segurança pública Para Alckmin, aprovação do bico garante melhor situação aos PMs. Foto Andris Bovo
Para Alckmin, aprovação do bico garante melhor situação aos PMs. Foto Andris Bovo
Para Luiz Marinho, polícia sabe quem é um por um do crime organizado, mas não combate por falta de estratégia

A crise da segurança pública no Estado de São Paulo, que culminou em uma onda de violência nas últimas semanas, é por falta de competência do governo do Estado. Essa é a avaliação do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), que acusou o PSDB (que governa o Estado há mais de 16 anos) de ausência de estratégia e de política pública de segurança. Marinho afirma que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) empurra aos municípios a responsabilidade de arcar com a segurança pública.

Para o prefeito, o governo do Estado, por meio da inteligência da PM (Polícia Militar), sabe onde o crime organizado atua, mas não combate por falta de política pública de segurança.

“A polícia sabe quem é um por um do crime organizado. Sabe quem atua no crime organizado em São Bernardo, Santo André, Taboão, Embu. Mas falta política de segurança pública. Isso quem me disse foi o próprio secretário que acabou de cair (Antonio Ferreira Pinto, que deixou a pasta nesta semana)”, disse Marinho.

Somente neste mês de novembro, pelo menos 27 mortes foram registradas na Região com a onda de criminalidade. Na noite desta quinta-feira (22/11), em menos de uma hora, duas pessoas foram baleadas em ataques ocorridos no Jardim Irene e na Vila Humaitá, em Santo André. Um suspeito foi ferido após tentar atacar um PM de folga e um homem foi baleado na rua. Para a polícia, os ataques foram realizados pelos mesmos criminosos, uma vez que nos dois casos testemunhas viram um Fox vermelho deixando o local.

Operação delegada - Marinho mais uma vez ressaltou que não irá aplicar o programa estadual Operação Delegada, que legaliza o bico da PM autorizando o policial militar, no período de folga, a atuar em funções de segurança contratadas por prefeituras. O projeto de expansão da lei em todo o Estado foi aprovado na Assembleia e agora aguarda sanção do governador.

“Tem de melhorar o salário da polícia. Mas o governo do Estado faz o contrário, quer melhorar o salário da polícia com a Operação Delegada, ou seja, legalizando o bico e colocando o município para pagar”, concluiu Marinho.

Governador defende ‘bico’ de PMs - O governador Geraldo Alckmin rebateu, nesta sexta-feira (23/11), durante a inauguração do complexo Jacu-Pêssego em Mauá, as críticas realizadas pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, sobre a política estadual de segurança. Para Alckmin, a aprovação na Assembleia Legislativa da lei que garante a expansão da Operação Delegada, que oficializa o bico policial, para o Estado e o reajuste salarial acima da inflação dos últimos dois anos garantem uma melhor situação para os policiais militares paulistas.

“A Operação Delegada foi feita na Capital e tem dado um excelente resultado. Agora, a lei aprovada pela Assembleia nos permite ampliar essa atividade para outros municípios e é o que vamos fazer”, disse Alckmin. O governador ainda explicou que a iniciativa não traz perigos aos policiais, uma vez que o grupo trabalha sob o comando da polícia e integrado com os municípios. “Na Operação Delegada, o policial trabalha fardado, armado e com colete à prova de bala”, argumentou.

Assim como Marinho, o deputado estadual e prefeito eleito de Mauá, Donisete Braga, acredita que os problemas da segurança no Estado só irão melhorar quando o governo estadual ampliar os investimentos. “É preciso investir no salário do policial, na polícia científica, agregar e integrar os modelos de segurança pública dos municípios junto ao governo estadual e federal. É preciso trabalhar em conjunto”, opinou.

Apesar de dizer que é de responsabilidade do Estado, o deputado estadual e prefeito eleito de Santo André, Carlos Grana, também concorda que a segurança pública deve contar com o apoio das prefeituras. “Temos que ajudar no que for possível. Santo André com certeza fará a sua parte, a partir de janeiro”, comentou. (Colaborou Claudia Mayara)

Por Karen Marchetti - ABCD Maior
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