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DATA DA PUBLICAÇÃO 02/10/2010 | Saúde e Ciência
Portadores da síndrome alimentar noturna têm sono de pior qualidade
As pessoas que costumam despertar durante a madrugada para comer apresentam sono de pior qualidade, além de um aumento no número de despertares no meio da noite, segundo a pesquisa "Comportamentos alimentares noturnos inadequados: caracterização clínica e polissonográfica", realizada na FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

A síndrome alimentar noturna é um transtorno de comportamento alimentar caracterizado pela ingestão inadequada de alimentos à noite, seja por acordar ao longo da madrugada para se alimentar, seja pela maior concentração do consumo no período noturno.

"Portadores da síndrome relatam aumento do consumo alimentar, usualmente após o jantar, ou apresentam despertares noturnos, para comer e beber", explica o psiquiatra Alexandre de Azevedo, autor de um estudo sobre o problema.

De acordo com o médico, a maior parte da ingestão alimentar deve acontecer entre 10h e 19h, com uma distribuição adequada de consumo durante o dia. "No transtorno há uma concentração elevada da ingestão de alimentos no período noturno em comparação à população normal."

Segundo o estudo, é comum que a pessoa tenha outro distúrbio psiquiátrico, além da síndrome alimentar.

Entre os voluntários portadores do transtorno que participaram da pesquisa, 71% tiveram ao menos um diagnóstico psiquiátrico. Os transtornos de humor, doenças que determinam sentimentos de tristeza ou de euforia, foram os de maior prevalência, seguidos pelos transtornos ansiosos, cujo sintoma principal é a ansiedade em níveis superiores aos aceitáveis pela medicina.

No entanto, o psiquiatra ressalta que não há relação causal entre a síndrome e esses transtornos. "Ainda não é possível definir como eles influenciaram uns aos outros."

Em relação à eficiência do sono, a pesquisa realizou uma avaliação de polissonografia, exame onde um polígrafo avalia o padrão de sono da pessoa, que tem a atividade elétrica cerebral, os movimentos corporais e as atividades respiratória e cardíaca contratadas.

A avaliação revelou o aumento do índice de microdespertadores em quase 82% dos participantes, com redução da eficiência do sono abaixo da faixa considerada normal em 45% deles.

O estudo ainda identificou uma prevalência de sobrepeso e obesidade nos pacientes portadores do distúrbio.

Com AGÊNCIA USP

Por Colaboração para a Folha
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