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DATA DA PUBLICAÇÃO 16/06/2016 | Saúde e Ciência
População já sofre com problemas respiratórios
 População já sofre com problemas respiratórios Foto de divulgação
Foto de divulgação
Apesar da chegada do inverno estar prevista apenas para segunda-feira (20), o outono já nos faz lembrar da sensação térmica gelada. Nestas duas estações mais frias do ano, é comum que as pessoas sofram não apenas com espirros, tosses e resfriados, mas principalmente com as alergias respiratórias, que possuem os sintomas intensificados nestes períodos.

De acordo com a pediatra do Ambulatório de Alergia e Imunologia do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina do ABC, Susana Machado Passeti, no outono e no inverno, o frio, a baixa umidade e a facilidade de proliferação de ácaros, que são potentes desencadeadores de alergia, são os grandes vilões para os problemas respiratórios.

De acordo com a pediatra, os mais afetados são as crianças e os idosos, mas, a baixa umidade afeta tanto pacientes que já apresentam algum tipo de doença, como por exemplo a asma, quanto aqueles sem nenhuma patologia e que acabam tendo tosse, sangramento nasal e até infecções. “Isso acontece porque o ar seco aumenta o efeito dos poluentes no organismo e facilita os processos inflamatórios nos brônquios, reduzindo as defesas pulmonares. Com isso, alguns microorganismos que fazem parte da flora da boca e da garganta penetram e desencadeiam as infecções”.

Entre os problemas mais frequentes neste período estão a falta de umidade, que pode agravar a sinusite e a asma, por exemplo, causar ressecamento do nariz, dores de cabeça e de garganta. Já entre as manifestações alérgicas, a rinite e a asma são predominantes nessa época do ano. “Pois a queda da temperatura, ambientes mais fechados e a baixa umidade ressecam a mucosa de toda a via respiratória, que vai do nariz até os brônquios, e dificulta a limpeza do sistema respiratório”, conta a pediatra.

O estudante de Ciências Econômicas, Vitor Dias Chivites, 21 anos, possui, desde a infância, rinite alérgica, alergia a ácaro e sinusite e sente piora dos sintomas durante a transição entre as temperaturas climáticas. Neste ano, foi ao hospital aproximadamente três vezes por este motivo. “É mais difícil quando estou em crise alérgica, tenho dificuldade para respirar e fica complicado tanto no trabalho, como na faculdade”, conta o jovem, que encontra na organização meios para se prevenir das crises alérgicas. “Sempre tento manter o quarto organizado e com menos coisas possíveis, como eu tenho alergia a ácaro ele está praticamente em todo lugar e o pó acaba piorando e intensificando minha crise ", revela.

Já Felipe Cremonezi, 22, estudante de Publicidade e Propaganda, possui bronquite asmática e alérgica, sinusite e rinite, e revela não gostar do frio por conta de seus problemas respiratórios. “Odeio o frio, geralmente a bronquite ataca, fico com o nariz irritado, sensação de ressecamento nasal e até sangramento do nariz às vezes. Além disso, tenho que tomar cuidado com casacos de lã, lenços e cachecóis, que geralmente atacam a alergia e sempre resulta em falta de ar”, declara.

PREVENÇÃO

Susana Machado Passeti, pediatra do Ambulatório de Alergia e Imunologia do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina do ABC, dá algumas recomendações para a prevenção no agravamento de sintomas referentes à problemas respiratórios, como tomar bastante líquido, preferencialmente água, evitar ambientes fechados que possuem aglomeração de pessoas, desviar o contato com os desencadeadores das crises, manter a limpeza do ambiente com pano úmido no chão e móveis para evitar o acúmulo de poeira. Além disso, é ideal dormir em local arejado e umedecido, tomando cuidado para não exagerar, pois umidade demais pode levar a outros problemas, como o mofo, que também é um desencadeante importante de problemas alérgicos.

ATENDIMENTOS NA REGIÃO

Os sistemas públicos de saúde do Grande ABC já sentem os reflexos nos atendimentos, devido às crises respiratórias e alérgicas que aumentaram na população.

Em São Caetano, os Prontos-Socorros do Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin e do Hospital Infantil e Maternidade Márcia Braido registram, desde março, um aumento de 20% de pacientes com doenças respiratórias. As mais recorrentes são asma, bronquite, pneumonia, renite e sinusite.

No Hospital Doutor Radamés Nardini, em Mauá, foram realizadas 47 internações em março, e 58 em abril, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), por doenças do aparelho respiratório.

Já em Diadema, entre abril e maio, cerca de 1800 pessoas, por mês, procuraram o serviço do Pronto-Socorro do HM (Hospital Municipal), com bronquite, dor de garganta, falta de ar, sinusite, tosse e sintomas gripais. Somente neste mês, já foram atendidos 717 pacientes com essas queixas.
Em Ribeirão Pires, houve aumento de cerca de 25% no atendimento de pacientes com doenças respiratórias, como pneumonia, doença pulmonar obstrutiva crônica exacerbada, bronquite asmática, infecções das vias aéreas superiores, com relação ao mesmo período do ano passado.

As prefeituras de São Bernardo, Santo André e Rio Grande da Serra não informaram como tem sido a demanda de atendimentos para esses casos.

Por Isabela Treza - Especial para o Diário OnLine
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