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DATA DA PUBLICAÇÃO 21/10/2014 | Esportes
Polícia identifica condutor que atropelou palmeirense
A Polícia Civil de São Paulo procura o torcedor André Maceno Apocalipse, 26 anos, integrante da Torcida Jovem do Santos. Segundo a investigação, ele era o condutor do Audi A3 prata, que atropelou e matou o palmeirense Leonardo da Mata Santos, 21, domingo, em confusão que ocorreu no Km 17 da Rodovia Anchieta, por volta das 12h, ou seja, quatro horas antes do clássico entre Verdão e Peixe pelo Brasileirão.

André é peça-chave na apuração da polícia, que busca esclarecer detalhes da emboscada armada por 150 torcedores palmeirenses, que tentaram interceptar dois ônibus com santistas que se deslocavam ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para acompanhar a partida. O motorista foi procurado desde o início da tarde de ontem, mas sua casa, localizada no bairro da Saúde, na Capital, estava vazia. O carro envolvido na confusão está em nome da mãe do torcedor.

Segundo a investigação, André estava atrás dos ônibus e ao perceber a confusão jogou o carro sobre os palmeirenses, vitimando Leonardo e deixando mais três feridos: Anderson Ricardo Figueiredo Veras, 25, e Marco Ramon Souza Roda, 34, que estão internados nos hospitais Central de São Bernardo e Mário Covas, em Santo André, respectivamente, sob escolta policial, e devem ser presos quando liberados – Anderson foi diagnosticado com múltiplas escoriações pelo corpo, trauma na face e seu quadro é estável. A situação de Marco é mais delicada, já que está com politraumatismo. A terceira vítima, Eli Simão, foi levada ao Hospital das Clínicas, na Capital, e está sob investigação.

A polícia procura também o condutor de um Meriva preto. Segundo a investigação, o carro acompanhava o comboio dos santistas. Testemunhas dizem que um homem atirou pela janela e acertou um outro torcedor palmeirense, que teria fugido. A polícia, porém, não confirma a versão e diz que nenhuma pessoa com ferimento a bala deu entrada nos hospitais de São Bernardo no domingo.

Outros quatro palmeirenses foram presos e encaminhados ontem ao Centro de Detenção Provisória de São Bernardo: Jeverson José dos Santos, 24, Leonardo Nóbrega Martins, 22, Cecílio Cocuzzi Neto, 28, e Marivaldo dos Santos Souza, 34. Eles responderão por promoção de tumulto e associação criminosa. A pena vai de quatro a oito anos de reclusão. A polícia tem 30 dias para finalizar o inquérito. O prazo pode ser prorrogado. (colaborou Renata Rocha)

Testemunhas relatam confusão e torcedores caídos na Anchieta
Motoristas que passavam pelo local se assustaram com a briga entre santistas e palmeirenses, domingo

Motoristas que passavam pelo Km 17 da Rodovia Anchieta, em São Bernardo, por volta das 12h de domingo, momento da emboscada armada por torcedores palmeirenses para tentar surpreender os dois ônibus de santistas antes do clássico entre as equipes, no Estádio do Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro, relataram confusão generalizada e trânsito caótico.

Marylha Maieru, 20 anos, passava pelo local no momento da confusão. Ela estava na Baixada Santista e subia a Serra justamente para assistir ao clássico, quando percebeu trânsito bem mais carregado do que o habitual. “Parei e desliguei o carro. Quando passei pelo local vi muitos palmeirenses, mas não passou pela minha cabeça que era briga. Achei que o carro deles estava quebrado. Foi então que percebi cinco viaturas da Polícia Militar, duas ambulâncias e o helicóptero. Achei tudo muito estranho”, comentou a torcedora, que é ex-integrante da Mancha Alviverde.

Segundo a palmeirense, ela só foi saber exatamente o que havia acontecido quando estava chegando ao Pacaembu. “Percebi o clima estranho, diferente. A Mancha quase não gritava. Até perguntei para uma amiga se era por conta da morte do rapaz”, disse Marylha, que foi ao estádio acompanhada do namorado.

Nas redes sociais, as pessoas também se manifestaram e relataram o que sentiram no momento da emboscada. “Levamos o maior susto. Foi horrível ver aquele bando de marginais invadindo a Anchieta e muitos caídos no chão”, escreveu Regiane Costenaro, moradora de São Caetano.

Na frente de onde ocorreu a confusão existe uma academia. Ontem, professores, que pediram para não serem identificados, relataram que perceberam movimentação de palmeirenses no local e assim que começou a confusão decidiram abaixar as portas. Segundo testemunhas, os torcedores usaram restos de entulho de uma obra do local como arma para atirar nos ônibus dos santistas.

No domingo, pessoas disseram para a polícia que viram palmeirenses fugindo no sentido do Colégio J.Piaget. Ontem, porém, funcionários e seguranças disseram que ninguém entrou na escola e que nenhum torcedor foi visto nas proximidades do local. Os investigadores da Polícia Civil estiveram no colégio para averiguar os vídeos do circuito interno de imagens na busca de pistas dos envolvidos na confusão, mas não encontraram nada.

As imagens que ajudaram a elucidar parte da confusão foram as da Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes. Por lá foi possível encontrar o Audi A3 prata que se envolveu na confusão, facilmente identificado por conta das avarias nas laterais e no para-choque, consequência do choque com os torcedores.

Palmeiras x Corinthians, sábado, não preocupa a PM

A morte de Leonardo da Mata Santos não deve fazer a Polícia Militar reforçar a segurança para o jogo de sábado entre Palmeiras e Corinthians, no Pacaembu. O esquema será o mesmo utilizado em outros clássicos, inclusive o de domingo, quando palmeirenses armaram emboscada para santistas a quase 30 quilômetros de distância do local da partida.

“É o mesmo que a gente tem feito nos outros clássicos. Não tem muito o que mudar”, disse o capitão Alexandre Vilariço, responsável pelo policiamento nos estádios da capital.

Na sexta-feira, a Polícia Militar vai reunir os líderes das torcidas organizadas de Palmeiras e Corinthians para acertar detalhes do esquema. Como o mando é do Alviverde, serão destinados aos corintianos 2.000 ingressos. “Já temos toda uma estrutura montada lá no estádio, como a gente sempre tem feito”, explicou Vilariço.

Na última vez que Corinthians e Palmeiras se enfrentaram, dia 27 de julho, a polícia aumentou o efetivo porque era a primeira vez que o Itaquerão recebia um dérbi. “Temos um procedimento que já deu certo e dá certo. Não há grandes problemas com o Pacaembu porque estamos acostumados a fazer jogos lá”, disse o diretor do departamento de segurança da Federação Paulista de Futebol, tenente-coronel Marcos Marinho. (do Estadão Conteúdo)

Por Anderson Fattori - Diário Online
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