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DATA DA PUBLICAÇÃO 29/04/2011 | Geral
Polícia diz que mãe que abandonou bebê no lixo em Praia Grande não sofria de depressão pós-parto
A polícia de Praia Grande, no litoral de São Paulo, descarta a possibilidade de Rosineide Salles Lins, de 39 anos, ter sofrido depressão pós-parto. Ela foi ouvida na tarde desta quinta-feira (28) pelo delegado Flavio Magario, responsável pelo caso.

- Ela demonstrou alegria com o nascimento da criança. Antes de abandoná-la, ela a amamentou e parecia estar contente com a presença dela.

A mulher voltou a ser ouvida nesta quinta-feira porque os investigadores pretendiam descobrir se ela teria tido ajuda de outra pessoa, possivelmente o pai da criança, no momento do parto e do abandono do bebê.

Rosineide contou aos policiais que fez o parto sozinha, no almoxarifado da casa de repouso onde trabalha, e que não contou ao pai sobre o nascimento da criança. Ela afirmou ainda que deixou o bebê na caçamba de lixo porque se tratava de um local próximo a uma escola estadual, e em uma rua movimentada.

Ela voltou a afirmar que cometeu o crime porque estava desesperada por ter três filhos menores de idade para criar, e disse que temia perder o emprego caso soubessem da gravidez. De acordo com a delegada titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Praia Grande, Rosimar Cardoso Fernandes, em nenhum momento Rosineide manifestou vontade de ter a criança de volta.

Já Magario descarta a possibilidade de a mulher ter cometido o crime de abandono de incapaz outras vezes. Rosineide tem uma filha de 15 anos que foi adotada por um casal em Jundiaí, e entregou um casal de gêmeos que nasceu em janeiro de 2010.

- Segundo a nossa ótica, ela não cometeu crime nesses dois casos. Ela entregou na mão de pessoas capazes de cuidar desses bebês, afastando assim o dolo de abandono de incapaz.

Segundo a polícia, o inquérito do caso foi concluído e será encaminhado ao Ministério Público.

Maus-tratos

Em seu depoimento, Rosineide relatou ainda ter sofrido maus-tratos na infância. Ela disse que foi maltratada pela madrasta e que o pai não era uma pessoa presente. Ela foi descrita pelo delegado como “uma pessoa muito machucada pela vida”.

Segundo os delegados, a mulher se mostrou emotiva durante o interrogatório e afirmou que gostaria de ter dado à menina o nome de Gabriela Vitória. Ela negou ter tentado asfixiar a criança no momento em que fechou o saco plástico onde o bebê foi colocado.

Vitória

O bebê, que tem 13 dias de vida, está internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e é chamado de Vitória por médicos e enfermeiros do hospital municipal Irmã Dulce. Segundo o centro médico, ela deverá ter alta até sábado (30).

Já o Conselho Tutelar afirma que a menina deverá ter alta ainda nesta quinta-feira (28), e será encaminhada a um abrigo, onde vai aguardar decisão do órgão sobre o processo de adoção.

Por Fernando Gazzaneo - R7
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