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DATA DA PUBLICAÇÃO 19/4/2017 | Cidade
Polícia desconhece identidade de mulher atropelada por carreta
Polícia desconhece identidade de mulher atropelada por carreta Vítima de atropelamento segue sem nome, conforme informações da polícia de Mauá. Foto: Andréa Iseki
Vítima de atropelamento segue sem nome, conforme informações da polícia de Mauá. Foto: Andréa Iseki
Ambulantes afirmam que houve correria entre camelôs na hora do atropelamento

A mulher que morreu atropelada por uma carreta na segunda-feira (17/04) no Centro de Mauá não foi identificada pela polícia. A vítima morreu na avenida Governador Mário Covas Júnior, local onde trabalham diversos vendedores ambulantes. O rapa motivado por uma fiscalização é apontado por alguns ambulantes como a causa da morte. A vítima é identificada como vendedora de balas na área.

No 1º DP de Mauá, que apura a morte, o caso foi classificado como homicídio culposo. De acordo com a apuração oficial, o motorista da carreta, Jose Ariomar dos Santos, não teve intenção de matar.

De acordo com o depoimento do motorista no boletim de ocorrência, por volta das 16h, após fazer uma entrega na rua Luiz Mariane, a carreta iria até São Caetano para novas entregas. De acordo com o relato do boletim, quando a carreta fazia a conversão no farol verde que dava para a avenida Governador Mario Covas, uma mulher atravessou a faixa. O motorista não notou que outra mulher, que vinha logo atrás, foi atingida pela articulação do veículo e entrou embaixo das rodas. O motorista só parou a carreta após sentir um tranco.

A polícia requisitou imagens de uma farmácia que fica na esquina do atropelamento para verificar a versão do motorista. A corporação também informou que teve dificuldades de obter impressões digitais por causa das condições do corpo. O laudo do IML sai em um mês.

Rapa?

Questionada se a vítima poderia ser uma vendedora de farol ou ambulante, conforme algumas testemunhas e pedestres informaram ao ABCD MAIOR na noite da ocorrência, a PM informou que não tinha essas informações. Populares que acompanhavam a atuação da PM no local disseram que a mulher fugia da fiscalização da Guarda Municipal e na correria acabou atropelada.

À reportagem, a assessoria de imprensa de Mauá informou em nota que não havia qualquer fiscalização da GCM (Guarda Civil Municipal) em andamento na região do shopping Mauá Plaza ou na praça 22 de Novembro no horário registrado do atropelamento ontem (17/04).

“A Prefeitura ressalta ainda que trabalha atualmente na elaboração de uma legislação municipal que permita a legalização do trabalho dos ambulantes na cidade. A expectativa é a de que o projeto seja finalizado ainda neste mês. Essa proposta deve ainda passar pela aprovação da Câmara e por chamamento público antes de entrar em vigor.”, acrescentou a nota.

No pronunciamento oficial também consta que até a finalização do projeto, a Prefeitura negociou com os camelôs que evitem as imediações da Praça 22 de Novembro, em frente ao terminal de trem e rodoviário e do lado esquerdo da avenida Barão de Mauá, “onde é feita fiscalização por tratar-se de espaço com maior circulação de pessoas e que é tombado pelo Patrimônio”.

In Loco

Na tarde desta terça-feira (18/04), o ABCD MAIOR retornou ao local do acidente, assim como na praça 22 de Novembro e em frente aos terminais ferroviário e rodoviário. Na praça e nos terminais havia patrulhamento da PM e da GCM. A reportagem conversou com ambulantes e vendedores informais.

Dois vendedores que preferiram não se identificar contaram que na segunda-feira houve movimentação por parte da GCM por volta das 16h, o que gerou correria entre os camelôs.

Ambos relataram que casos de repressão com truculência aos camelôs e vendedores são comuns. Enquanto a entrevista era conduzida, a GCM interrompeu o vendedor para ver se possuía documentação para operar no local.

No viaduto

A reportagem então seguiu para o viaduto que fica na avenida Antonia Rosa Fioravante, próximo ao Mauá Plaza Shopping, onde uma série de ambulantes também comercializa alimentos e produtos.

No local, Lucas Isidoro, 23 anos, disse que prestou depoimento no 1º DP na noite anterior, uma vez que testemunhou o atropelamento. A reportagem de fato encontrou com Lucas na delegacia na noite de segunda-feira (17/04). A descrição do acidente que Lucas forneceu é idêntica à feita pelo motorista no boletim de ocorrência.

“Conhecia a vítima porque ela vendia bala no trem, assim como eu, mas ela estava vendendo no farol porque quando a mãe não pode vir, ela a substituía”, contou Lucas que não sabe o nome da vítima. Lucas apenas soube estimar que a vítima tinha “20 poucos anos”, já que só a conhecia de vista. O vendedor disse que não viu nenhuma viatura ou guarda municipal na hora do acidente. Tanto o depoimento quanto o nome de Lucas não constam no boletim de ocorrência.

Por Caio Luiz - ABCD Maior
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