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DATA DA PUBLICAÇÃO 04/04/2017 | Cidade
Polícia Civil investiga três mortes em Mauá
Polícia Civil investiga três mortes em Mauá Foto: Celso Luiz/DGABC
Foto: Celso Luiz/DGABC
A Polícia Civil de Mauá investiga três assassinatos, com características semelhantes, que ocorreram neste fim de semana. Dois deles no Jardim Zaíra e a terceira morte no Jardim Miranda, há pouco mais de dois quilômetros do bairro onde os outros dois foram executados.

Conforme a investigação, ainda é cedo para afirmar se há conexão entre os três casos, porém, o número de registros em dois dias foge do comum. “Estamos trabalhando em conjunto. A princípio, ainda é muito prematuro dizer que estão ligados. Estamos ouvindo testemunhas e verificando imagens de câmeras de segurança”, afirmou o delegado titular do 4º DP (Jardim Zaíra) José Geraldo Santos de Lima. O caso do Jardim Miranda foi registrado no 3º DP.

Para se ter uma ideia, em fevereiro, conforme dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado, não houve registro de homicídio na delegacia, e apenas um em janeiro. Ela é responsável por todo o bairro, um dos mais populosos de Mauá, com cerca de 120 mil habitantes. “Estamos com os dados abaixo da média”, disse o delegado. Já no 3º DP (Jardim Itapeva), responsável pelo outro homicídio, houve quatro vítimas no mês inteiro e uma em janeiro.

A primeira ocorrência foi na noite de sábado, por volta das 23h, na Rua Dona Emilia Scarparo, no Jardim Zaíra. Manoel da Guia Máximo de Sousa, 46 anos, foi morto quando voltava de um bar na companhia do proprietário da casa onde mora. Ele não tinha passagens pela polícia e era considerado tranquilo por todos.

Confome o motoboy Julio Favid da Silva Nascimento, 36, um dos vizinhos de Sousa, todos o conheciam no bairro.

“Tem um tempo que isso não acontece aqui no Macuco. Vemos muitos roubos e furtos, mas homicídio assim faz muito tempo. Todos estamos com medo”, relatou.

A Polícia Civil ainda ouve testemunhas, mas conta com imagens de câmeras de segurança que podem ajudar a elucidar o caso. A vítima era casada e tinha dois filhos.

No domingo, por volta das 18h30, Caique Alves Lopes, 23, foi morto na Rua Ricardo Becheli, também no Jardim Zaíra. Ele conversava com algumas pessoas quando dois homens em uma moto pararam e o garupa disparou. A vítima foi atingida com um tiro no tórax.

Conforme a Polícia Civil, ele voltava de um baile funk, mas ainda não se sabe se trata de evento oficial ou aglomeração no entorno de carros de som. Ele também não tinha registros criminais.

Um morador que estava no local no momento do crime e preferiu não se identificar afirmou que é a primeira vez que toma conhecimento de homicídio no bairro. Ele mora lá há 20 anos. “Estava no ponto de ônibus, mas distraído, não vi a moto. Só ouvi os tiros. Hoje, nenhum lugar está seguro.”

Praticamente no mesmo horário, uma morte com características semelhantes foi registrada na Rua Luzita, Jardim Miranda D’Aviz. Dois homens em uma moto chegaram e o que estava no passageiro efetuou diversos disparos em direção a Cleson dos Santos Oliveira, 47.

Ele estava em um bar com amigos e foi atingido sete vezes. A distância entre os dois crimes é de aproximadamente 2,6 quilômetros. Conforme dados da Polícia Civil, a vítima constantemente se envolvia em brigas no bairro. Os casos seguem em investigação.

Por Yara Ferraz - Diário do Grande ABC
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